Muita saudade. 

Eu chorei horrores depois de escrever o texto de ontem. Essa dor de perder alguém que a gente ama é intensa demais. Já fazem quase quinze anos que o meu pai faleceu e eu estou aqui chorando como um bebê.
Eu não quero perder ninguém mais. Ninguém.
Me lembro do filme Lovely Bones. É um filme pavoroso sobre uma menina que realiza um ato heróico de bondade e é assassinada pouco tempo depois. Desmorona a idéia de que quem faz o bem recebe o bem nessa vida. Faço uma analogia com a idéia de que quem já perdeu uma pessoa especial, não deveria ter que passar por isso nunca mais. Mas não é bem assim que as coisas funcionam, não é? Disso eu tenho medo. Pode ser que a vida ainda queira me tirar mais gente. Não, eu digo. Eu não quero que isso aconteça jamais. Que eu morra antes. Mas eu não tenho realmente essa escolha, tenho?

Curtindo um forró.

Minha mãe, quando gosta de um CD, passa uns cinco anos ouvindo exatamente o mesmo CD no carro.
Até a última vez que eu andei com ela, estávamos no Eric Clapton. Às vezes no repeat da música Pretendig.
Hoje eu percebi que, além de passar cinco anos ouvindo o mesmo CD, existe uma outra questão: são só uns quatro ou cinco CDs diferentes que se alternam. Depois de um ciclo, inicia-se outro. Como eu tenho ainda vinte e oito anos, eu não tinha percebido isso.
Tudo começou lá atrás, quando eu tinha uns treze anos. Ouvíamos Fala Mansa. Depois veio a Alcione, lá pelos meus dezoito anos. Passamos para Light House Family, dos meus dezoito aos vinte e três. Por fim, Eric Clapton, dos vinte e três aos vinte e oito.
Qual não foi a minha surpresa quando eu entrei no carro hoje e começou a tocar… Tchan, Tchan, Tchan, Tchan… Fala Mansa!!! Aí eu entendi tudo e muita coisa na minha vida fez sentido!
Eu também escutei sempre as mesmas músicas a vida inteira! E quando eu gosto de una comida, por exemplo, eu como ela uma semana seguida! Se eu pudesse, eu usaria a mesma roupa todo dia.
Não tenho essa questão de enjoar das coisas e querer sempre novidades. Sou bem apegada. Gosto de coisas familiares e repetidas. Entendi hoje o porquê. É de família.

Então, quando eu tiver trinta e três anos lá vai vir de novo:

“Ou ela ou eeeeeeeeeeuuu
É a resposta que eu mais gostaria de ter
Só não faço a pergunta
Pelo medo da falta que voceeeeeeeeeee vai fazeeeeeeeer”.

Era uma vez… Só que não. 

Era uma vez um rei muito rico, belo e poderoso. Seu reinado foi muito logo e próspero, mas seus súditos e os nobres da corte se preocupavam, pois o rei ainda não havia se casado e não tinha herdeiros.
O rei finalmente resolveu se casar com uma jovem princesa de um reinado além-mar.
No entanto, uma feiticeira maligna amaldiçoou a união e, toda vez que a princesa tentava embarcar para encontrar seu amor, uma tempestade terrível impedia sua viajem. Ele resolveu então viajar com seus homens mais valentes para resgatá-la.
Após duras penas, o rei e rainha sentaram-se em seus tronos.
Mas antes que pudessem viver felizes para sempre, o rei foi em busca da bruxa que havia ameaçado a vida de sua amada, para que jamais precisassem se preocupar novamente.
O rei, então, descobriu que cem bruxas malignas se reunião em suas terras para realizar rituais satânicos matando criancinhas e bebendo seu sangue, realizando estes rituais malignos para atrapalhar a felicidade de homens e mulheres tementes a Deus.
Com a ajuda dos anjos o corajoso rei matou noventa e nove bruxas de uma só vez. A centésima ele levou para o seu castelo para servir de exemplo. Lá, ele envios ferros em brasa em sua língua e depois queixou-a viva. E todos os bons cristãos viveram felizes para sempre.

Só que não.

Esse seria mais um conto de fadas bizarro se não fosse uma história real. A história do Rei Jaime IV da Escócia e I da Inglaterra.

Fiquei sabendo dessa história a partir do livro “O Lado Sombrio dos Contos de Fadas”, de Karin Hueck. 

O livro é extremamente interessante, trazendo as versões originais de diversos contos e realizando uma análise de seus conteúdos  a partir dos significados simbólicos e de possíveis relações com eventos históricos reais. 

O fato real narrado no início deste texto, por exemplo,  ilustrativa o modo como os contos de fadas passaram a ser povoados por tantas mulheres malvadas trabalhando sob a influência do demônio. As bruxas começam a se tornar uma ameaça real e constante na vida das pessoas a partir do século XVI, período do reinado de Jaiminho justiceiro. 

Assustador. 

Mas vale muito a pena a leitura. 

Que dia, meu deus, que dia!

Hoje o meu dia começou terrivelmente! Eu saí de manhã para trabalhar com muita antecedência! Eu ia chegar mais ou menos vinte minutos ou meia hora mais cedo. Como eu ia trabalhar hoje dando aula, essa antecedência é perfeita porque eu ligo o computador para passar os slides com calma, tomo um café, respiro profundamente uma ou duas vezes e começo.
Bom, o lugar onde moro fica a uma distância mais ou menos equivalente entre os metrôs da Afonso Pena, Cidade Nova e Estácio. Para Cidade Nova eu geralmente pego um ônibus e desço no ponto seguinte, para a Afonso Pena eu geralmente pego um táxi e dá uns oito reais, para a Estácio o caminho de carro ou ônibus é escroto, então só da para ir a pé mesmo. Como eu vou trabalhar muitas vezes de salto (e hoje era esse o caso), era optar entre as duas primeiras. Bom, vou para a Cidade Nova, pensei, economizar uns trocados. Lá fui eu. Para chegar nesse metrô, tem que subir umas escadas, mas beleza, com peso e salto lá fui eu. São as escadas de uma passarela que passa por cima das pistas da Presidente Vargas no Centro da cidade do Rio que eu tenho que atravessar de um lado a outro para chegar na entrada do metrô. Quando eu chego lá finalmente dou de cara com o metrô FECHADO. Sabe quando passa aquele filme na sua cabeça com uma música melancólica de fundo e você fica ali contemplando a cagada que acabou de fazer? Eu SABIA que a estação fechava nos finais de semana, mas eu havia me esquecido. Fiquei muito, muito, muito enfezada. Voltei já pensando em qual seria a estratégia. Só que me distrai pensando e acabei descendo da passarela na pista errada! Tive que subir as escadas novamente, peso, salto, sol, suor. O terror. Chegando na pista certa, bom pensei em pegar o ônibus e descer na próxima estação de metrô que cruzasse meu caminho (de ônibus direto eu jamais chegaria a tempo). Demorou, mas peguei o ônibus. Desci na primeira estação de metrô que passou. Eu só não me dei conta de que era uma das estações de metrô mais lotadas da face da terra: Central do Brasil. Passaram dois metrôs e eu não consegui entrar. É muuuuita gente. Nessa hora eu ainda comecei a ficar politicamente indignada. O metrô passava de seis em seis minutos! Um intervalo muito grande! E as pessoas, ao invés de xingar as companhias de transporte, o prefeito, governador, presidente, xingam umas às outras e se empurram para fora do metrô com raiva para poder ter a vantagem de não ficar tão tremendamente esmagado por dez ou vinte minutos. E quem tá fora quase soca a pessoa que está dentro para ela abrir espaço. E aí quem sofre é só quem já está ali se fudendo. Enfim… Cheguei para dar aula e, no meio da aula, o computador pifou! Alunos sem slide fica igual a cego em tiroteio. Bom, eu sabia a matéria de cabeça e segui com a aula até a monitora resolver o problema. Passou meia hora mais ou menos. Aí retomei a aula, pulando uns quinze slides que já haviam sido comentados. No final da aula, eu pedi o feedback da turma, e uma garota falou que eu havia pulado uma matéria. Esta matéria havia sido dada sem o apoio dos slides. O resto da turma confirmou que a matéria havia sido dada e a matéria ainda estava no quadro (eu usei o quadro para ir anotando os temas enquanto não tinha o slide como apoio, sinceramente, até prefiro o quadro)! Então, estava tudo lá, matéria no quadro e a turma confirmando que a matéria havia sido dada. Eu fui falar com a menina no final para perguntar se ela queria que eu explicasse só para ela e ela disse que não. Que depois pegava com alguém mas fez questão de completar: “Para mim, você não deu isso”. Argh! O pior é que eu fico me sentindo culpada por ela ter se perdido no conteúdo. Finalmente sai de lá, viva ainda, com a autoestima um pouco abalada, mas inteira.
O que me animou? Eu tinha duas festas de aniversário para ir hoje! Uhu! No almoço eu comi uma comida deliciosa e agora a noite eu já estou na segunda taça de vinho!
Carpe diem!

Dias especiais.

Hoje é um dia especial. Comemoração do aniversário de alguém que eu amo muito.

Fomos jogar boliche. Fiz um sttike logo de primeira, depois não acertei mais nada! Que jogo trágico! E arriscado. Risco de cair a bola no pé, de machucar os dedos, de deslocar o ombro… Mas ficou todo mundo bem, não se preocupe!

Foi um bom exercício, bem divertido e tinha comida! Uma ótima comemoração!

Quanto a mim, claro que a gente cumpre a meta, mas rapidinho porque estão partindo o bolo!

Fica a dica do boliche! É muito legal!

Outras violências.

Ainda no pescoço! Direto no pescoço. Era sempre onde você me atacava. Mas agora tem gente para ver e essas pessoas, essas testemunhas não vão permitir que você me convença, como você fazia quando éramos só você e eu, de que os enforcamentos, os chutes nas costas, os roxos no braço, não eram sinais de violência e agressão física. Você fez muito bem mesmo. Nunca me deu um tapa na cara e por isso conseguiu me fazer acreditar por muito tempo que eu não sofria de violência doméstica. Você se recusou a acreditar. Lá no fundo, eu sempre desconfiei. Você fingia que não existia essa minha desconfiança. Como é para você? Saber que, no fim das contas, você foi traído? Que eu te enganei e te enganei bonito? Que eu aprendi a jogar tão bem o seu jogo que eu pude me mover por entre o pântano que você criou ao meu redor e escapar e esconder um amante bem debaixo do seu nariz? Eu aposto que você se sente completamente estúpido agora. Como é para você saber que eu sou mais inteligente? Que eu tenho mais desejo? Que eu estou mais viva do que você? E, quando por tristeza eu minguava, você adorava. Adorava que eu fosse preguiçosa, adorava que eu estivesse semidesfalecida, jogada na cama enquanto você cuidava da sua vida. Você adorava ter que cuidar de mim, tão fraca, para poder reclamar depois, me punir e se sentir superior. Mas mesmo com a sua presença nociva, seus comentários devastadores, mesmo com o meu mal-estar e seu narcisismo, eu consigo ver agora que você era fraco desde o início. Tão fraco. Fraco, sozinho e amedrontado. A única força que você tinha mesmo era a força bruta dos membros masculinos. Nas pernas e nos braços, no caso, em outros departamentos você tinha a maciez de um marshmallow.

Aniversário de sete meses! (Setemesversário)?

Esta semana eu fiz duas aulas experimentais de desenho.
Meu ano tem sido bastante cansativo, como muitas atividades de trabalho e estudo. Mas eu tenho arrumado um jeito de ter tempo para fazer as coisas que eu amo. Não é fácil não. Tem dias em que estamos exaustos mesmo, eu sei. Use esses dias para relaxar, sem dó. No entanto, é necessário que façamos um esforço continuo para fazer com que as coisas que desejamos aconteçam. Mas com perseverança, elas dão certo. E é por isso que, além do fato de que eu vou encaixar as aulas de desenho na minha rotina, eu também estou comemorando o aniversário de sete meses do blog! Uhu!

ANTES DE DORMIR PROGRAMEI UM SONHO.

Eu acordei gritando. Foi isso? Minha garganta está um pouco estranha, mas não está exatamente dolorida. Eu tive um pesadelo, será? Com o que eu estava sonhando? Bom, pode ter sido apenas o estresse. Fui dormir muito estressada, não devia ter tomado aquele café depois da janta, mas também não devia ter bebido, não é… Enfim, eu vou dormir estressada, cheia de estímulos conflitantes no meu organismo e pronto! Acordo no meio de uma crise de ansiedade. Mas será que foi isso mesmo? Eu acho que eu estava sonhando com alguma coisa…. Acho até que meu marido estava lá… Sim… Nós estávamos em uma praia e haviam dois navios imensos no horizonte que se agigantavam monstruosamente conforme se aproximavam da orla. A aproximação destes navios causou um enorme tsunami que engoliu a nós dois e a mais alguns outros entes muito queridos. Quando eu estava sendo puxada para o fundo do mar a reação começou a acontecer e eu acordei gritando. Nossa… Que sonho horrível… Que será que isso quer dizer?

NO DIVÃ

 Depois disso levei uma eternidade para voltar a dormir e, mesmo tendo dormido novamente mais umas boas três horas, acordei exausta. O que me diz? O que esse sonho significa? A primeira coisa que eu pensei a respeito dos navios é que eles me lembravam o Titanic. Uma linda história de amor, mas fracassada, não é? Fracassada porque ele morre no final! Ele morre. É o fim último e incontornável de todos os relacionamentos. Será que eu quero terminar o meu relacionamento? Mas se fosse isso mesmo, não teria motivo para que eu morresse também. Pode ser que eu esteja insatisfeita com quem eu sou nesse relacionamento. Mas e os meus familiares que estavam lá e que morreram também? Ah, esquece. Eu não sei para que serve isso de interpretação dos sonhos para vocês psicanalistas. Do jeito que vocês falam, parece até que fui eu quem programou este sonho antes de dormir, mas isso não é verdade e eu simplesmente não tenho responsabilidade nenhuma sobre os meus sonhos.

 

(Eu escrevo sobre a minha própria vida frequentemente. Como no blog eu escrevo todo dia, a maioria dos textos acaba nascendo de algum acontecimento cotidiano mesmo. Mas eu continuo escrevendo outras coisas: contos, tenho um romance em construção… E, de vez em quando, eu posto esses outros textos no blog. Estou escrevendo isso, pois algumas pessoas têm ficado preocupadas comigo por causa de certos textos que, na verdade, são ficcionais. É o caso deste texto de hoje. É um texto ficcional. Eu costumo separá-los por categoria. Aqueles textos que estão na categoria AUTOBIOGRÁFICOS realmente aconteceram comigo. Se o texto não estiver nesta categoria, ele é ficcional. Então fiquem tranquilos, eu estou bem)!

 

Não precisa começar pelo começo, apenas comece de algum lugar. 

Com o passar do tempo eu venho reunindo confiança e força de vontade para colocar em prática alguns desejos que eu possuía já há algum tempo, mas que eu não tinha coragem ou disposição para executar.
Como vocês já sabem, o Blog foi um primeiro passo nessa direção e depois eu fui abrindo caminho. Não sozinha, é claro. Teve o apoio da minha família, meu marido e minha mãe, e o apoio dos meus amigos, sempre disponíveis para jogar conversa fora e dar bons conselhos.
E eu fico feliz em dizer que estou aqui me programando para gravar amanhã mais alguns vídeos para um canal no youtube que idealizei como forma de divulgação da instituição onde dou aulas! Trata-se de uma instituição de cursos de formação e pós-graduação em Terapia Cognitivo-comportamenal e Psicologia Positiva, são duas instituições, na verdade, CPAF-RJ e IIPsi+. Estou muito feliz lá e o trabalho realizado é fantástico e de excelente qualidade (eu me esforço muito e meus colegas professores também!) e eu estou com os dois pés dentro! Com um trabalho potente em equipe e a colaboração e apoio de professores e alunos, o canal está ficando lindo! Visitem, assistam os vídeos e se inscrevam no canal! Este é o link: https://www.youtube.com/channel/UCvGSZ0Ro2tB6dcyHjgC_l7g

Fazer um canal no youtube é um desejo antigo que eu tenho. Desde que começou essa onda dos youtubers. Claro, no início eu tinha vergonha disso, mas o lema é “A vida é curta demais para termos vergonha daquilo que a gente gosta”. Eu estou me preparando inclusive para, no futuro, lançar um canal falando sobre psicologia e artes e do meu próprio envolvimento com as artes. Aguardem (é bom tornar o desejo público porque aí a galera pode me cobrar)!
O importante dessa história toda é perceber que para transformar a sua vida você não precisa abraçar o mundo de uma vez só. Eu comecei com o Blog e ele foi abrindo caminho para diversas outras coisas boas na minha vida! Eu não sei se eu comecei do lugar certo, ou pelo que era mais eficiente, do lugar que me levaria mais longe, mas eu estou muito feliz por ter começado. Projetos grandes de mudança ou reorganização da vida assustam e nos paralisam. Mas se você começar, simplesmente começar, por algum lugar, vai dar certo!