ANTES DE DORMIR PROGRAMEI UM SONHO.

Eu acordei gritando. Foi isso? Minha garganta está um pouco estranha, mas não está exatamente dolorida. Eu tive um pesadelo, será? Com o que eu estava sonhando? Bom, pode ter sido apenas o estresse. Fui dormir muito estressada, não devia ter tomado aquele café depois da janta, mas também não devia ter bebido, não é… Enfim, eu vou dormir estressada, cheia de estímulos conflitantes no meu organismo e pronto! Acordo no meio de uma crise de ansiedade. Mas será que foi isso mesmo? Eu acho que eu estava sonhando com alguma coisa…. Acho até que meu marido estava lá… Sim… Nós estávamos em uma praia e haviam dois navios imensos no horizonte que se agigantavam monstruosamente conforme se aproximavam da orla. A aproximação destes navios causou um enorme tsunami que engoliu a nós dois e a mais alguns outros entes muito queridos. Quando eu estava sendo puxada para o fundo do mar a reação começou a acontecer e eu acordei gritando. Nossa… Que sonho horrível… Que será que isso quer dizer?

NO DIVÃ

 Depois disso levei uma eternidade para voltar a dormir e, mesmo tendo dormido novamente mais umas boas três horas, acordei exausta. O que me diz? O que esse sonho significa? A primeira coisa que eu pensei a respeito dos navios é que eles me lembravam o Titanic. Uma linda história de amor, mas fracassada, não é? Fracassada porque ele morre no final! Ele morre. É o fim último e incontornável de todos os relacionamentos. Será que eu quero terminar o meu relacionamento? Mas se fosse isso mesmo, não teria motivo para que eu morresse também. Pode ser que eu esteja insatisfeita com quem eu sou nesse relacionamento. Mas e os meus familiares que estavam lá e que morreram também? Ah, esquece. Eu não sei para que serve isso de interpretação dos sonhos para vocês psicanalistas. Do jeito que vocês falam, parece até que fui eu quem programou este sonho antes de dormir, mas isso não é verdade e eu simplesmente não tenho responsabilidade nenhuma sobre os meus sonhos.

 

(Eu escrevo sobre a minha própria vida frequentemente. Como no blog eu escrevo todo dia, a maioria dos textos acaba nascendo de algum acontecimento cotidiano mesmo. Mas eu continuo escrevendo outras coisas: contos, tenho um romance em construção… E, de vez em quando, eu posto esses outros textos no blog. Estou escrevendo isso, pois algumas pessoas têm ficado preocupadas comigo por causa de certos textos que, na verdade, são ficcionais. É o caso deste texto de hoje. É um texto ficcional. Eu costumo separá-los por categoria. Aqueles textos que estão na categoria AUTOBIOGRÁFICOS realmente aconteceram comigo. Se o texto não estiver nesta categoria, ele é ficcional. Então fiquem tranquilos, eu estou bem)!

 

Não precisa começar pelo começo, apenas comece de algum lugar. 

Com o passar do tempo eu venho reunindo confiança e força de vontade para colocar em prática alguns desejos que eu possuía já há algum tempo, mas que eu não tinha coragem ou disposição para executar.
Como vocês já sabem, o Blog foi um primeiro passo nessa direção e depois eu fui abrindo caminho. Não sozinha, é claro. Teve o apoio da minha família, meu marido e minha mãe, e o apoio dos meus amigos, sempre disponíveis para jogar conversa fora e dar bons conselhos.
E eu fico feliz em dizer que estou aqui me programando para gravar amanhã mais alguns vídeos para um canal no youtube que idealizei como forma de divulgação da instituição onde dou aulas! Trata-se de uma instituição de cursos de formação e pós-graduação em Terapia Cognitivo-comportamenal e Psicologia Positiva, são duas instituições, na verdade, CPAF-RJ e IIPsi+. Estou muito feliz lá e o trabalho realizado é fantástico e de excelente qualidade (eu me esforço muito e meus colegas professores também!) e eu estou com os dois pés dentro! Com um trabalho potente em equipe e a colaboração e apoio de professores e alunos, o canal está ficando lindo! Visitem, assistam os vídeos e se inscrevam no canal! Este é o link: https://www.youtube.com/channel/UCvGSZ0Ro2tB6dcyHjgC_l7g

Fazer um canal no youtube é um desejo antigo que eu tenho. Desde que começou essa onda dos youtubers. Claro, no início eu tinha vergonha disso, mas o lema é “A vida é curta demais para termos vergonha daquilo que a gente gosta”. Eu estou me preparando inclusive para, no futuro, lançar um canal falando sobre psicologia e artes e do meu próprio envolvimento com as artes. Aguardem (é bom tornar o desejo público porque aí a galera pode me cobrar)!
O importante dessa história toda é perceber que para transformar a sua vida você não precisa abraçar o mundo de uma vez só. Eu comecei com o Blog e ele foi abrindo caminho para diversas outras coisas boas na minha vida! Eu não sei se eu comecei do lugar certo, ou pelo que era mais eficiente, do lugar que me levaria mais longe, mas eu estou muito feliz por ter começado. Projetos grandes de mudança ou reorganização da vida assustam e nos paralisam. Mas se você começar, simplesmente começar, por algum lugar, vai dar certo!

Aprendendo coisas novas (ou tentando).

Hoje estou digitando com os dedos doloridos, pois fiquei uma hora brincando com o violão (que o corretor havia corrigido corretamente para “brigando” com o violão. Às vezes eu acho que esse corretor automático me conhece melhor do que eu mesma).
Eu não sou completamente estranha a música. Fiz o curso básico do Villa-Lobos, que dura dois anos, e estudei canto por alguns outros tantos anos. Já estudei teclado por um tempo e sou paixonada por flauta doce (com a qual eu me divirto de vez em quando também). Então, eu até consegui ler os acordes do violão sem grandes dificuldades, o problema é que colocar os dedos naquelas posições é impossível! Não digo nem trocar de um acorde para o outro, diga arregaçar os dedos e fazer pressão na corda ainda por cima. Galera que toca violão, como consegue? Eu lembro que o pessoal lá na escola de música, os guitarristas das bandas que eu já toquei e tal ficavam forçando os dedos para separá-los. É isso mesmo? Esse procedimento ajuda?
Bom, enquanto eu me embolava aqui com o violão eu me lembrei de duas amigas.
Uma delas diz que eu sou muito empolgada com as coisas. Por exemplo, eu penso em me mudar da cidade do Rio de Janeiro e na mesma noite já preencho o currículo no site de uma empresa que fica na cidade para onde eu gostaria de ir. Qual é o problema, afinal? Eu apenas preenchi um currículo eu não vendi meu apartamento e assinei um contrato. É com a mesma leveza e despreocupação que eu pego um instrumento no qual eu jamais soube tocar (e mal) mais do que a introdução de Come as You Are para tentar praticar os três acordes iniciais de uma das músicas mais maravilhosas que eu já ouvi na vida (para os curiosos: Between the Bars, do Elliott Smith). Eu faço isso sem grilo e não tem problema nenhum se eu nunca mais tocar no violão.
Aí chegamos a outra amiga. Essa outra amiga me disse que estava com um projeto novo que eu achei genial: de aprender algo novo a cada seis meses. Eu vou até perguntar para ela se ela está acumulando atividades (tipo começa uma aula de dança e depois de seis meses soma um curso de desenho, mais seis meses e ela acrescenta à agenda um terceiro curso) ou se de seis em seis meses ela troca a atividade que está aprendendo. De qualquer maneira, o projeto é maravilhoso. Todos nós devíamos fazer um pouco mais disso. Aprender coisas novas periodicamente. Esse é um ótimo estímulo para estarmos sempre nos aperfeiçoando e mantendo a mente aberta e ativa.
Eu acho que eu vou embarcar nessa também. Eu tenho vários interesses nos quais eu vou começar a investir descompromissadamente. Serão excelentes oportunidades para relaxar, conhecer gente nova e, quem sabe, descobrir novos talentos.

Metáforas.

Você é o milho da minha pipoca

O ácido na digestão

Você é a cola da minha coca

A ideia na minha revolução

 

Você é a roda do meu carro

O álcool da tequila

Você é a volta de um barco

É amor na minha vida

 

Você é o casaco no frio

O oxigênio na combustão

Você é a água de um rio

O homem que me causa ilusão

 

Você é o grau da minha lente

É o meu ângulo adjacente

São seus os cabelos no meu pente

Ó, minha luz do sol poente

 

Você é o giz que risca meu quadro

É o solado do meu sapato

Tu és meu, somente meu amado

 

Você é o sangue em minha veia

O produtor em minha cadeia

Preso, atado em minha teia

 

Você é o fogo que me queima

E o band-aid que me cura

São tuas todas as minhas juras

 

(poema produzido durante uma aula chata do ensino médio em maio de 2007, que apenas anos mais tarde encontrou destinatário…).

Sobre livros de colorir para adultos (e meu ex-preconceito contra eles).

A gente é muito preconceituoso de um modo geral.

Alguns desses preconceitos são responsáveis pelas mortes de milhões de pessoas ao redor do mundo.

Outros desses preconceitos nos impedem de experimentar muitas sensações positivas em nossas vidas.

É desse segundo tipo que eu quero falar hoje (mencionei o primeiro, porque trata-se de algo que sempre, sempre, sempre temos que reforçar).

 

Há uns meses eu comecei a colorir mandalas. E estou amando. E lembro que eu não comecei antes porque algumas pessoas comentaram comigo que achavam essa nova onda de livros para colorir para adultos estúpida. Eu internalizei essa crença e ela me travou por oanos.

Eu não estou dizendo que a solução para todas as pessoas é sair colorindo mandalas. Mas que é possível que seja bom para você, mas que você pode estar deixando de se beneficiar desse exercício pelo seu próprio preconceito ou pelo das outras pessoas.

No curso que eu estou fazendo (100 Days of Art Journal Therapy), disseram que colorir dentro de padrões pré-determinados nos ajuda nesse movimento, muito necessário para uma vida boa, de ser criativo dentro da rigidez do dia a dia. É verdade. Pelo menos no momento em que você está colorindo, você usa a sua criatividade para fazer algo singular, dentro do mesmo padrão que milhares de outras pessoas também estão colorindo. Isso faz sentido para mim como uma metáfora da qual precisamos nos apoderar e expandir para mais aspectos da nossa realidade.

Ainda que a sua praia não seja a de colorir mandalas, se pergunte: O que eu estou deixando de fazer por conta do julgamento das outras pessoas? Quais preconceitos eu tenho e como posso combatê-los?

“O seu dia começa aqui”.

Eu não fui geneticamente constituída para acordar cedo, como eu já falei para vocês.

Mas eu tenho tido que acordar bastante cedo nas ultimas semanas e eu não vejo isso mudando nos próximos meses. Vou estar ainda mais atarefada do que nas últimas semanas, com muitas atividades logo cedo.

Eu tenho sentido ao longo do dia aquele cansaço que eu não me lembro de sentir desde os tempos de faculdade.

Durante os tortuosos anos da escola e o início da faculdade, eu era obrigada a acordar cedo todos os dias. Eu vivia com uma funda olheira e um cansaço constante. Do meio da faculdade e diante, já fica bem mais fácil fazer o seu horário de modo que você não pegue matérias no período da manhã e os meus estágios em clínica e pesquisa também eram em horários favoráveis ao meu ritmo biológico.

Quando comecei a trabalhar em consultório particular e fazer o mestrado, meus horários continuaram sendo ajustados ao meu ritmo biológico. Eu tinha que acordar cedo uma ou duas vezes na semana, o trabalho e o estudo ficavam para os turnos da tarde e da noite.

Ultimamente, novas atividade profissionais têm me feito acordar cedo mais umas três vezes na semana. Este novo projeto vai durar ainda pelo menos três meses, portanto, tem muita barra para aguentar ainda (com o meu esforço para que isso renda bons frutos, claro).

Mas, enfim, estas são as minhas escolhas no momento.

O que tem me incomodado é que eu tenho tido que pegar o metro quando saio para trabalhar cedo. E o metro teve a horripilante ideia de colocar a frase O SEU DIA COMEÇA AQUI, assim mesmo, em letras garrafais nas estações. E eu fico muito irritada quando eu vejo essa frase. Não, Metrô Rio, o meu dia não começa aí, quando eu pego o metro para trabalhar.

O meu dia começa na minha casa quando o meu despertador toca pela primeira vez e eu, ainda zumbizando de tanto sono, aperto o botão da soneca no celular. Três ou sete minutos depois, soa o despertador do meu marido. Ele gosta de números quebrados e ímpares, então, enquanto eu ponho o meu despertador para 07h, ele põe o dele para 07h03 ou 07h07. Nesse momento eu já estou um pouco mais desperta. Quando o soa novamente o meu alarme, eu, geralmente, levanto da cama.

Então, dependendo do meu humor e do quão cansada eu estou, eu coloco uma série “aconchegante” para passar na TV (tipo Friends), ou eu coloco música para tocar. Nos dias em que eu estou mais cansada, música para dar um up, nos dias em que estou mais mal-humorada, uma série costuma me deixar mais felizinha (só uma curiosidade: o meu corretor quer que eu corrija “felizinha” por “feiazinha”. Onde esse mundo vai parar, meu deus?!), traz boas sensações.

Eu deixo o café passando enquanto tomo banho. Às vezes meu marido levanta para me ajudar com essas coisas. Ele prepara o café da manhã, separa algumas coisas que eu tenho que levar caso eu tenha esquecido de guarda-las na bolsa que deixo pronta da véspera, me dá uma opinião quanto à roupa.

Comemos falando sobre como vai ser o dia.

Últimos retoque e verificações e eu estou pronta para sair.

Eu moro a meio caminho entre duas estações de metrô. Ou eu ando 20 minutos até uma delas, ou pego um ônibus até a outra. 20 minutos de caminhada para pensar na vida, quando eu saio cedo e não estou de salto, essa costuma ser a minha opção; ou a aventura que é andar de ônibus no Rio de Janeiro, quase sempre, uma aventura.

Aí, enfim, eu chego até o metrô.

A gente não pode menosprezar nenhum momento das nossas vidas. Mesmo na correria da manhã, eu passo ótimos momentos e isso me dá energia e felicidade para passar o dia. Se o metrô me convence de que o meu dia começa ali, naquela lata de sardinha com o trabalho como a próxima parada, por mais que eu goste do meu trabalho, eu piro.

Só o que me falta é eles começarem a colocar esses letreiros, que atualmente são tipo cartazes, por painéis tecnológicos que, às quatro horas da tarde vão mudar para SEU DIA TERMINA AQUI.

Os Últimos Anos do Suicídio Refletido.

 

Capítulo VI

 

Chegamos então, ao século XVIII. Século da razão e do romantismo, aqui encontramos aliados o suicídio filosófico, retomando o caráter reflexivo do ato, e o suicídio romântico. O Século das Luzes será decisivo no debate sobre o tema, pois aqui se opera uma transição definitiva no caráter das reflexões acerca do suicídio. Do século XIX em diante, essa multiplicidade de opiniões até agora apresentada cederá seu lugar às explicações médicas, sociológicas e psicológicas. (Ainda se trate de uma multiplicidade de visões. Acho que isso não ficou claro. Na época, eu acreditava que a dominação dessas abordagens “científicas” do suicídio empobrecia a discussão. Mas não sei mais se se trata disso não. As ciências humanas não sabem o que fazer com o suicídio).

Em 1700, John Adams, em seu Essay Concerning Self-Murther, tentará firmar uma oposição ao ato dentro do debate filosófico. Mas será para ele muito mais difícil sustentar sua oposição levando em conta aspectos puramente humanos do que foi para Donne defender o ato tendo em vista a vontade de Deus. As reflexões sobre a natureza humana não alcançam nenhum aspecto que permita dizer que o fato de dar fim à própria vida a ela se opõe. Pelo contrário, a liberdade soberana do homem racional coloca-o na posição de senhor de si, responsável pelos próprios atos e apto a tomar qualquer decisão que o pensamento, seja este guiado pela razão ou pelo sentimento, lhe aponte. No entanto, aquele dentre seus argumentos que se refere à dimensão prática da vida humana é o que merece aqui algum destaque. Para ele, “permitir o suicídio equivaleria a destruir todas as leis humanas, dado que a pena de morte, que é a sanção mais grave para os que violam a lei, não teria grande força” (op. cit., p.238). (É, mano, perder o recurso á transcendência te suas dificuldades. Estava na hora dessas discussões começarem a dominar o cenário filosófico e científico. E para você? É possível uma moral absolutamente humana? Ou é absolutamente necessário um conceito transcendental para que não nos destruamos uns aos outros?)

Este mesmo século comporta o lançamento do livro Sofrimentos do Jovem Werther, que torna Goethe o símbolo do suicídio romântico. O livro teria inspirado tantos jovens a cometerem suicídio que sua leitura chegou a ser proibida em alguns lugares. Minois observa, contudo, que Werther não cria uma moda, mas “é antes a expressão de um clima a que dá uma forma” (op. cit., p.331). Goethe, no entanto, parece se incomodar com essas mortes a ele atribuídas e em vários momentos posteriores se defenderá de tais acusações. (Esse aqui é exatamente o ponto daquela discussão do efeito Werther. Eu já falei sobre isso em outro texto).

Por fim, Madame de Staël, também pensadora romântica, considera, a princípio, três causas para o suicídio: por amor, o suicídio filosófico e o do culpado, legitimando-os. Em 1813, preocupada com o que alguns poderiam considerar uma apologia ao suicídio, escreve o ensaio Réflexions sur le Suicide, que representa um dos marcos da transição que ocorreu entre os séculos XVIII e XIX, no qual a autora realiza uma análise neutra e equilibrada da forma mais exaustiva possível. Finalizando por uma exposição relativa à inclinação ao suicídio dos indivíduos de diferentes sociedades, como, por exemplo, a afirmação de que seriam os ingleses os mais suscetíveis ao ato; ainda que uma pensadora romântica, a análise sociológica é demarcada e abre espaço para diversos estudos que se seguem a este. (Eu não falei nada neste trabalho sobre isso, apesar de vontade não ter me faltado, mas existe uma querela entre alguns autores que atribuem a esta pensadora o título de mãe da sociologia, pois ela escreve um tratado cobre suicídio, abordando aspectos sociológicos, alguns anos antes de Durkheim. Mas é ele que fica famoso e não ela…).

Por fim, se no final do século XVIII, “Os suicidas filosóficos seguem para o nada, os suicidas românticos para o céu e os suicidas populares para o inferno.” (op. cit., p.342), nos séculos posteriores isso já não será mais uma questão. (Viram que eu caguei no final, certo? Já tinha dado o tamanho exigido, eu já devia estar revendo o teto na madrugada do dia da entrega e fazendo os últimos acréscimos e correções… Enfim… Eu ainda teria todo o século XX para abordar. Eu cheguei a estudar o tema. Eu só não tive paciência para terminar de escrever o trabalho. Até eu ter a oportunidade de publicá-lo aqui no blog, ele nunca tinha sido lido depois da entrega, há uns cinco anos. De qualquer maneira, foi muito bom ter relida esse trabalho e relembrado da experiência da pesquisa e de tudo que envolveu o meu estudo do suicídio ao longo da faculdade. Quem sabe eu retomo o tema?).

 

 

Depois de ontem.

Eu sempre vivenciei intensas oscilações do humor. É um traço bipolar (não estou falando do transtorno psicológico, apenas de uma característica pessoal) que eu tenho. Eu experimento uma forte empolgação e uma intensa felicidade, daí acontece alguma coisa (como aquele incidente ontem no metro, sobre o qual você pode ler aqui) que me joga para baixo. Muito para baixo. Eu entro numa bad terrível.

Já notei esse funcionamento há alguns anos.

Eu acho que depois do episódio de ontem, eu corri o sério risco de entrar nesse estado mais deprimido.

Mas isso não aconteceu. Quando eu terminei de postar ontem no blog o texto e conversar com meu marido, eu já estava recuperada.

O processo de pensamento foi aquele descrito no texto. No lugar de focar no fato de que eu havia abaixado a cabeça e desviado, procurei explicações e formas alternativas de olhar para o que aconteceu. Além disso, conversei com uma pessoa de fora (meu marido) que me ouviu e não jogou lenha na fogueira (sim, porque tem gente que te vê irritada e alimenta seu ódio. Essa pessoa não quer te ver bem). Para completar, eu relatei o acontecido em um texto, o que foi catártico para mim.

Essa foi a tríade do equilíbrio do meu humor: pensar em explicações alternativas no lugar de focar no que me aborreceu, conversar com uma pessoa querida que se importa comigo e realizar uma atividade prazerosa para aliviar a tensão.

Bom, fica a dica. Vale a pena tentar da próxima vez que você sair dos eixos!Patrulha da escada do metrô.