Que cérebro é esse?

Eu tinha tido uma idéia fodaaa para o texto de hoje. Aí pensei: não vou esquecer isso de jeito nenhum. Tranquilo. Não preciso nem anotar. Claro que eu esqueci qual era a tal da grande idéia. Estou aqui sentada há umas duas horas tentado me lembrar o que era. Não consegui. Mas esse processo me rendeu um pensamento estranho… Como é engraçado esse negócio de “fazer esforço para lembrar” de alguma coisa. Eu não sei se esse tipo de esforço mental existe. Quando a gente tenta levantar algo pesado, por exemplo, sentimos os músculos dos braços sendo tensionados. Sentimos claramente o tal esforço. Por outro lado, quando eu pelo menos, vou fazer um esforço mental, eu, sinceramente, não sinto nada. Não sinto meu cérebro tensionado, não sinto a musculatura do corpo retesada, não dá para ver nem sentir o esforço de modo algum. Quase dá para duvidar que a gente tem um órgão tão importante dentro da cabeça. De um certo modo é até reconfortante ter uma dor de cabeça porque aí você tem mais consciência do dito cujo. Dizem que isso é um grande problema. Não é? Sentir os próprios órgãos. Quando você não sente que tem coração, está tudo bem. O problema é quando você começa a sentir o coração por algum motivo. Aí significa que tem algo errado (isso é quase um ditado popular. Como psicóloga eu tenho que fazer uma observação importante. A ansiedade se manifesta no corpo da gente. Portanto, quando sofremos com ansiedade, sentimos o coração e também outras partes do corpo que normalmente não sentimos, mas isso se trata de algo psicológico. Não quer dizer que você está correndo risco de vida. Você precisa apenas ir ao psicólogo se cuidar). Bom, eu acho estranho isso de não sentir os órgãos. E isso me faz indagar que tipo de esforço estranho é esse que fazemos para raciocinar. Talvez o nosso cérebro pense o que ele quer, na hora que ele quer, não o que a gente quer que ele pense, e a nossa vida só acompanha.

O que dizem as pessoas inteligentes que sabem ganhar dinheiro? Ou: eu deveria sempre querer ganhar dinheiro?

 

Graças a Deus eu tenho sim fontes de renda. Trabalho bastante. É importante que digamos isso antes de começar. Eu não estou passando fome e tenho casa. Posso até ligar o ar condicionado quando está calor sem grandes preocupações.

Bom, agora vamos ao ponto. Estava refletindo ainda agora, enquanto lavava a louça do almoço que ainda estava na pia sobre o que deveria escrever. “Sobre o quanto odeio lavar louça”, pensei. Ou sobre como é legal fazer mindfulness lavando louça. Esse é um tema que está em alta no momento e às vezes eu realmente medito lavando louça. Ajuda a lidar com a raiva. “Não”… Eu deveria escrever sobre essas imagens na minha cabeça. (Para que você entenda de que imagens estou falando: estava tocando aquela música na qual a mulher fala que amou o cara por mil anos e que vai amar por mais mil. Ele diz em uma parte da música que vai morrer todo dia esperando por ele, ou, pelo menos, é isso que eu entendo. Aí eu comecei a imaginar como seria isso de maneira meio mórbida. Eu vou morrer, meu marido vai morrer, e eu tenho certeza de que no momento de nossa morte eu vou achar que não tivemos tempo suficiente para aproveitarmos a vida juntos. Então, imagina se eu encontrasse uma lâmpada mágica e o gênio me desse a seguinte opção. “Olivia, eu posso te dar mil anos para viver com seu marido”. Meu rosto ia se iluminar de alegria, mas o gênio rapidamente complementaria. “No entanto, você teria que esperar outros mil anos antes que isso pudesse acontecer e durante esses primeiros mil anos, você teria que viver vendo a vida sendo tirada de você todos os dias. Você não seria capaz de aproveitar absolutamente nada. Você viveria apenas para morrer todos os dias enquanto espera para se reencontrar com seu amado”. Eu imagino que a primeira coisa que eu perguntaria era onde o meu amor ficaria durante esse tempo todo. O gênio diria “Dormindo. Em um lugar onde você jamais conseguiria encontra-lo. No fim dos mil anos separados eu te levaria até ele, você poderia despertá-lo com um beijo e aí sim vocês teriam mais mil anos para serem felizes juntos”. Vocês aceitariam? Eu tenho certeza de que eu aceitaria. Seria uma espécie de Mil e Uma Noites às avessas. Eu passaria então os próximos mil anos tentando achar meu amor para acordá-lo logo, porque sou teimosa e estaria em muito sofrimento e com muitas saudades. Será que eu o encontraria? Será que seríamos punidos se eu o acordasse antes do tempo? Será que eu ficaria louca com a espera? Suportaria morrer todo dia? Será que iria doer?).

Eu imagino muitas histórias. Constantemente. E apesar de atualmente conseguir escrever todos os dias, não me sinto capaz de escrevê-las. Em termos de competência mesmo e de perseverança. Talvez um dia eu consiga. Não estou me lamentando. Só avaliando o estado atual das coisas. Não sinta pena. Esse é o primeiro passo para a mudança.

Bom, mas aí eu me perguntei: “Será que a galera que lê o blog ia gostar disso? Aí entram as coisas que as pessoas inteligentes dizem. Todos os cursos e dicas para aqueles que querem ser escritores falam que você tem que encontrar o seu público se quiser fazer sucesso e ganhar dinheiro. Um dos requisitos para isso é escrever com uma temática clara. Assim é que seus leitores te encontram e se tornam fiéis a você.

A questão é que tem sido tão bom para mim apenas escrever e tem tanta coisa ainda que eu quero escrever, coisas que giram em torno dos mais diferentes temas que você pode imaginar, que eu estou começando a achar que eu não quero mais ganhar dinheiro com isso ou ficar conhecida e famosa se, para isso, for necessário sacrificar tantas aspirações. Mas, não se esqueça, como eu disse no início do texto, eu já ganho dinheiro. Trabalho como psicóloga em consultório particular e dou aulas de psicologia. Se eu realmente precisasse viver da escrita seriam outros quinhentos.

Portanto, a ideia não é ganhar dinheiro, mas fazer algo que eu gosto e que me faz feliz para cacete. Esse comentário se refere apenas ao dinheiro e não aos leitores. Ainda tenho esse lado da alma de artista que sofre para colocar algo para fora, mas que gosta quando as pessoas apreciam o trabalho e quer que ele seja visto. Mas se algum dia eu iniciar aqui no blog uma saga de aventura louca ou um conto erótico, não se espante. A ideia é essa mesmo.

Empatia tem limite.

Eu a vejo como uma pessoa boa. Sua empatia não tem precedentes. Dar a outra face? Ela vai além da exortação de Cristo. Ele pede desculpas por ter te provocado a bater nela e aí então oferece a outra face para que você se sinta melhor. Para que possa puní-la por ela ter feito por onde merecer punição em primeiro lugar. Porque ela entende a sua raiva e não quer ser mais um motivo de desgosto e irritação para você.
Quando a mãe bate, ela lembra da infância dura que ela teve; quando o marido trai, ela pensa que também ela não é lá uma esposa tão perfeita assim; quando o irmão ignora, ela lembra que roubava os bonecos dele quando eram crianças para que se casassem com suas barbies.
Mas ela sofre, viu? Como sofre. Por isso não me espanto dessa faca na mão, esse sangue nos olhos. Quem você acha que uma pessoa nessa situação mata primeiro? A si mesmo ou aos outros? Se você estivesse lá, se você tivesse visto, eu aposto que teria feito exatamente a mesma coisa.

Series finale.

Eu queria que as séries que eu gosto durassem para sempre.
Fico muito triste quando elas terminam.
Alguma coisa com o hábito de assisti-las e a regularidade, sei lá.
Eu tenho essas fixações.
Sempre vou nos mesmos restaurantes e peço as mesmas comidas, por exemplo.
Ouço as mesmas músicas repetidas vezes.
Eu até conheço coisas novas, sabe? Mas elas passam rapidamente a integrar uma estrutura rígida.
Eu costumo brincar dizendo que eu nasci para ser fã de Malhação (que eu infelizmente odeio), porque o troço não acaba nunca! Está passando desde que eu me entendo por gente e vai continuar depois de mim. É desse tipo de coisas que eu estou falando.
Discordo completamente de quem acha que é a finitude que confere valor às coisas. Isso não é verdade. A finitude acaba com o valor que as coisas têm em um golpe curte e seco que tem data e hora para acontecer. 
Não… Também não acredito nisso.
A finitude não tem esse poder.
As coisas que perdemos mantém o seu valor brilhando como um diamante resistindo sob o poder esmagador de um buraco negro. Ela não destrói o que amamos, mas torna tudo muito mais triste.
Eu amo o final do filme A Rainha dos Condenados. O casal andando na rua com a velocidade das coisas passando aceleradas ao redor e eles seguindo sempre em frente, ao mesmo tempo que estão fora do tempo. 

Essa é a minha idéia de um final feliz, um não final.

Não te amo nem nunca vou te amar. 

De novo,
Ela
Na minha cabeça.
E eu?
Aqui sozinho.
Eu,
Sinceramente,
Não amo.
Amar você?
Mas insisto.
Insanidades.
Descontentes
E alucinados
Sempre que nos encontrávamos
Eu e você.
Estava tudo errado
E você repetindo
Está tudo certo
Mas não estava.
E eu sabia
Mas concordava
E rolava tanta química
Que eu cagava para todas as suas verdades deturpadas.
E eu pedia para continuar
Apesar de saber
Sempre saber
E não conseguir parar de saber
Que ia dar merda.
Eu e você
Fomos feitos um para ferir o outro
Na medida exata da nossa dor.
Eu não te amo.
Eu só não podia evitar.

Poeira do espaço sideral.

Não importa quando acaba. Quando começa.
Ou o quanto dura.

De vez em quando eu sou tomado por este arroubo de desesperança,
Por essa angústia.

Mas eu acredito no sentido. Que existe um sentido. De verdade.
Um sentido humano.
Absolutamente humano.
Tão real, que no fundo é a única coisa que existe de fato e que verdadeiramente importa.

E o mais importante mesmo é estar vivendo isso tudo agora, aqui, com você.
Eu te amo. Muito.
Não importa quando, nem onde, nem como, nem porque ou até quando ou desde quando; importa que seja intensa, apaixonada, forte e profundamente.

Era uma vez… Só que não. 

Era uma vez um rei muito rico, belo e poderoso. Seu reinado foi muito logo e próspero, mas seus súditos e os nobres da corte se preocupavam, pois o rei ainda não havia se casado e não tinha herdeiros.
O rei finalmente resolveu se casar com uma jovem princesa de um reinado além-mar.
No entanto, uma feiticeira maligna amaldiçoou a união e, toda vez que a princesa tentava embarcar para encontrar seu amor, uma tempestade terrível impedia sua viajem. Ele resolveu então viajar com seus homens mais valentes para resgatá-la.
Após duras penas, o rei e rainha sentaram-se em seus tronos.
Mas antes que pudessem viver felizes para sempre, o rei foi em busca da bruxa que havia ameaçado a vida de sua amada, para que jamais precisassem se preocupar novamente.
O rei, então, descobriu que cem bruxas malignas se reunião em suas terras para realizar rituais satânicos matando criancinhas e bebendo seu sangue, realizando estes rituais malignos para atrapalhar a felicidade de homens e mulheres tementes a Deus.
Com a ajuda dos anjos o corajoso rei matou noventa e nove bruxas de uma só vez. A centésima ele levou para o seu castelo para servir de exemplo. Lá, ele envios ferros em brasa em sua língua e depois queixou-a viva. E todos os bons cristãos viveram felizes para sempre.

Só que não.

Esse seria mais um conto de fadas bizarro se não fosse uma história real. A história do Rei Jaime IV da Escócia e I da Inglaterra.

Fiquei sabendo dessa história a partir do livro “O Lado Sombrio dos Contos de Fadas”, de Karin Hueck. 

O livro é extremamente interessante, trazendo as versões originais de diversos contos e realizando uma análise de seus conteúdos  a partir dos significados simbólicos e de possíveis relações com eventos históricos reais. 

O fato real narrado no início deste texto, por exemplo,  ilustrativa o modo como os contos de fadas passaram a ser povoados por tantas mulheres malvadas trabalhando sob a influência do demônio. As bruxas começam a se tornar uma ameaça real e constante na vida das pessoas a partir do século XVI, período do reinado de Jaiminho justiceiro. 

Assustador. 

Mas vale muito a pena a leitura. 

Recolhimento. 

Olá! Tudo bem? Então, me desculpe, mas eu não vou poder cumprir o que combinamos. Sinto muito. Eu sei que era importante. Eu não quero que você fique chateada comigo. Isso não significa que eu não quero estar presente, ou que você não é importante para mim. Você é muito importante para mim. Mas a vida está tão louca, tudo tão corrido. Eu inclusive preciso desabafar também. E quero ouvir os seus desabafos, mas não vai dar para ser nesse momento. Você acha que a nossa amizade resiste a esse imprevisto? Eu espero que sim. Eu queria me desdobrar e ir até você, só que eu estaria cometendo uma violência comigo mesma se eu seguisse em frente com esse plano. Talvez no final de semana que vem role da gente tomar um café. Mas, nesse momento, eu preciso de um tempo de recolhimento. Suspendi todos os meus compromissos, inclusive, não só com você. Liguei para o trabalho e disse que só voltaria depois do feriado, vou ficar sem ir à academia, olhei a geladeira agora para confirmar que não vou precisar sair de casa nem para ir ao mercado. Qualquer coisa eu peço comida. Para você ver. É de um tempo mesmo que estou precisando. Quem me dera eu tivesse respeitado esses momentos mais vezes ao longo da vida. Você também poderia fazer isso de vez em quando, sabe? Eu sei que você sofre assim como eu com essa loucura que é a vida cotidiana. Eu compreenderia se você tivesse essa mesma demanda e estivesse desmarcando comigo para passar um tempo consigo mesma. Enfim, estarei fora de alcance nos próximos dias. Acho que até que o celular vai ficar desligado. Assim que eu encerrar esse meu momento, sair do meu recolhimento, eu entro em contato ou você. Beijos e até!

ANTES DE DORMIR PROGRAMEI UM SONHO.

Eu acordei gritando. Foi isso? Minha garganta está um pouco estranha, mas não está exatamente dolorida. Eu tive um pesadelo, será? Com o que eu estava sonhando? Bom, pode ter sido apenas o estresse. Fui dormir muito estressada, não devia ter tomado aquele café depois da janta, mas também não devia ter bebido, não é… Enfim, eu vou dormir estressada, cheia de estímulos conflitantes no meu organismo e pronto! Acordo no meio de uma crise de ansiedade. Mas será que foi isso mesmo? Eu acho que eu estava sonhando com alguma coisa…. Acho até que meu marido estava lá… Sim… Nós estávamos em uma praia e haviam dois navios imensos no horizonte que se agigantavam monstruosamente conforme se aproximavam da orla. A aproximação destes navios causou um enorme tsunami que engoliu a nós dois e a mais alguns outros entes muito queridos. Quando eu estava sendo puxada para o fundo do mar a reação começou a acontecer e eu acordei gritando. Nossa… Que sonho horrível… Que será que isso quer dizer?

NO DIVÃ

 Depois disso levei uma eternidade para voltar a dormir e, mesmo tendo dormido novamente mais umas boas três horas, acordei exausta. O que me diz? O que esse sonho significa? A primeira coisa que eu pensei a respeito dos navios é que eles me lembravam o Titanic. Uma linda história de amor, mas fracassada, não é? Fracassada porque ele morre no final! Ele morre. É o fim último e incontornável de todos os relacionamentos. Será que eu quero terminar o meu relacionamento? Mas se fosse isso mesmo, não teria motivo para que eu morresse também. Pode ser que eu esteja insatisfeita com quem eu sou nesse relacionamento. Mas e os meus familiares que estavam lá e que morreram também? Ah, esquece. Eu não sei para que serve isso de interpretação dos sonhos para vocês psicanalistas. Do jeito que vocês falam, parece até que fui eu quem programou este sonho antes de dormir, mas isso não é verdade e eu simplesmente não tenho responsabilidade nenhuma sobre os meus sonhos.

 

(Eu escrevo sobre a minha própria vida frequentemente. Como no blog eu escrevo todo dia, a maioria dos textos acaba nascendo de algum acontecimento cotidiano mesmo. Mas eu continuo escrevendo outras coisas: contos, tenho um romance em construção… E, de vez em quando, eu posto esses outros textos no blog. Estou escrevendo isso, pois algumas pessoas têm ficado preocupadas comigo por causa de certos textos que, na verdade, são ficcionais. É o caso deste texto de hoje. É um texto ficcional. Eu costumo separá-los por categoria. Aqueles textos que estão na categoria AUTOBIOGRÁFICOS realmente aconteceram comigo. Se o texto não estiver nesta categoria, ele é ficcional. Então fiquem tranquilos, eu estou bem)!

 

Você consegue correr nos sonhos?

Eu estava atravessando a Av. Presidente Vargas de madrugada e estava vindo um carro em minha direção. Acelerei o passo e tentei começar a correr, mas o meu esforço teve o efeito contrário, quanto mais eu tentava acelerar, mais pesado ia ficando o meu corpo. Eu fiquei de joelhos e em dois segundos já estava rastejando pela rua e tendo que rolar pelo chão para conseguir chegar na calçada do outro lado.
Meus sonhos não são sempre assim. Geralmente, quando eu tenho que fugir de algo ou quando preciso me movimentar com velocidade, eu viro a melhor do mundo no le parkour. A melhor do mundo! Eu escalo prédios e pulo de telhado em telhado, dando saltos incríveis e em super velocidade sem problema nenhum. Como pode?! Às vezes eu até vôo. Mas correr mesmo de modo tradicional? Impossível.
Fui procurar na internet o significado disso, achei um monte de baboseiras a respeito de viagens pelo mundo dos espíritos perseguidores que querem nos devorar, sobre dívidas e arrependimentos do passado dos quais não conseguimos escapar etc., mas foi interessante descobrir que muitas pessoas têm essa mesma experiência.
O que isso pode significar eu não sei (digo em sentido laico mesmo. Como é o funcionamento do nosso cérebro enquanto dormimos? Ainda não temos respostas científicas satisfatórias para as perguntas sobre o sono e o sonho), mas é interessante saber que trata-se de uma experiência compartilhada essa dificuldade de correr nos sonhos. Eu não sei se isso aumenta ou diminui o número de perguntas a respeito desse fenômeno, mas isso é certamente interessante.
Uma das coisas que a ciência nos diz, hoje em dia, é que todo mundo sonha, vários sonhos por noite, e que algumas pessoas têm mais facilidade para se lembrar dos sonhos do que outras. Mas e quanto ao conteúdo dos sonhos? Será que eles são mais homogêneos do que pensamos?
Como os sonhos são sempre meio loucos, acho que tendemos a acreditar que ele são muito únicos e particulares. Mas sabe o que eu penso? A loucura em si, a loucura clínica, também nos parece absolutamente singular, mas geralmente os delírios giram em torno de certos temas específicos (delírios de perseguição, por exemplo) que já foram identificados pelos pesquisadores da saúde mental. Será que os sonhos também apresentam essa característica? Um estudo extensivo dos sonhos que as pessoas sonham nos permitiria classificá-los de acordo com as temáticas presentes ou os eventos que os constituem? Se alguém quiser me patrocinar, eu teria interesse em fazer essa pesquisa.