Nono mesversário. 

Olha só que situação!
Passou o dia treze e eu nem me dei conta de que havia chegado o nono mesversário do blog!
Nove meses cumprindo a meta de escrever e publicar todos os dias.
Nem todos os dias foram fáceis, mas está sendo uma experiência maravilhosa.
Enfrentar a ansiedade em relação à escrita e à divulgação do que eu escrevo já por um longo período (sendo esta questão da publicação ainda mais ansiogênica do que o processo de escrita em si, que também não é fácil).
No início, até os quatro ou cinco meses, eu ainda me sentia insegura e temia falhar em algum momento, deixar de publicar em algum dia. Atualmente eu já venci esse medo. Eu sei que se eu falhar a partir de agora não vai ser por ansiedade ou evitação, mas por mero acaso. Se eu for assaltada, por exemplo, se estiver na rua de noite, ainda não tiver publicado e não conseguir chegar em casa a tempo, antes de meia noite. Ufa… Vamos torcer então para isso não acontecer!
Enquanto eu procrastinei, e enrolei e evitei enfrentar minha ansiedade, ela não foi embora. Eu só consegui superar essa ansiedade específica com a escrita quando eu a enfrentei todos os dias por mais ou menos 180 dias. É difícil. Exige esforço. Mas o resultado é muito maravilhoso. Eu ainda sofro com ansiedade. Mas, antes, se eu tivesse que dar uma nota para a ansiedade que eu sentia, de um modo geral, eu daria 7. Atualmente, eu dou 4. Já é uma grande diferença! E eu não fiz esse esforço em todas as áreas da minha vida. Ainda tenho muitas ansiedades para enfrentar.
Mas eu vou chegar lá!

Minha tristeza ordinária. 

Hoje eu não postaria.
Sem vontade nenhuma de escrever.
Triste e abatida.
Ainda assim, eu percebo que no fundo, no fundo, o que eu mais queria era escrever.
Escrever um texto foda, sabe.
Daqueles textos bem doídos.
Doídos mesmo.
Que tem uma beleza poética indescritível, uma profundidade impressionante, e transmitem uma angustiada melancolia. Como poema de Baudelaire ou um conto do Poe.
Pois é.
Queria que a minha tristeza tivesse esse poder.
Mas quando eu fico muito triste e sinto vontade de escrever para expressar essa dor, vem essa ânsia de querer escrever um texto foda e aí eu me sinto oprimida e pressionada e perco totalmente a vontade de escrever.
Complicado, não é?
Não sei o que fazer com isso ainda. Essa prática diária de escrita me força a vencer muitas barreiras. Mas para produzir uma obra literária de fato, eu ainda preciso vencer muitas barreiras mais. Uma delas é essa: a dificuldade de escrever sobre experiências muito negativamente carregadas que ainda me afetam no momento presente (catástrofes do passado eu já consigo narrar).
Mas infelizmente não é hoje que nasce minha grande obra. Por hoje é só tristeza. Feia, sem graça e ordinária.

Encontre sua zona de conforto. 

Estamos acostumados a pensar que estamos presos a nossa zona de conforto.
Não fazemos ou experimentamos coisas novas por causa, supostamente, da mal afamada zona de conforto.
Depois dos quase dez anos de atendimento clínico que já acumulei (e quase trinta anos de vida) penso que não é verdade que as pessoas estão presas em zonas de conforto.
Grande parte das pessoas está presa em sua zona de desconforto. Sabe? “Tá ruim, mas tá bom”. Essa tal zona de conforto é uma ilusão, na verdade. Trata-se sim de uma zona de sofrimento ao qual a pessoa já está acostumada. Tendo isso em vista, uma parte importante do trabalho que essa pessoa tem que fazer é o de, em primeiro lugar, descobrir qual seria a sua verdadeira zona de conforto; em que situação você se sentiria pacificamente tranquilo, equilibrado e bem estabelecido? Depois, a pessoa deveria aprender a criar essa zona de aconchego, conforto e segurança em sua vida.
Qual é o problema?
Todos os “programas motivacionais” te dizem que você tem que sair da sua zona de conforto para se aprimorar e alcançar um rendimento mais alto, ativar sua criatividade. Com isso, gera-se uma confusão. “Se tenho que sair da minha zona de conforto para melhorar, quer dizer que tenho sempre que viver com algum grau de insatisfação e incompletude”.
Isso não é verdade.
Você não está abaixo de seu estado de excelência porque está em sua zona de conforto, mas sim porque está na zona de desconforto.
Quando você entender isso, vai ver a importância de fazer modificações em sua vida. Quem quer sair da zona de conforto? Ninguém! E com razão. Mas todos queremos sair da zona de desconforto.
Para sair da zona de desconforto temos que fazer um esforço. É verdade. Essa é a dificuldade que tentamos evitar. Quando nos machucamos, cortamos a pele, por exemplo, sentimos dor. Fazemos o curativo, pouco depois, a dor diminui. Na hora de trocar o curativo, geralmente dói de novo. Óbvio. Você está mechendo no que está ferido. Vai doer mesmo. Mas isso é necessário para a cura. Na psicologia é a mesma coisa. Sair da sua zona de desconforto dói assim como trocar o curativo de um machucado, mas é necessário para a melhora da qualidade de vida.
Então a mudança exige esforço sim, mas esse é o tipo de esforço que, quando você termina de realizá-lo, você se sente melhor. Se sente desafiado e vitorioso, sente que se superou e evoluiu. A sua zona de conforto, se for uma verdadeira zona de conforto e não uma ilusão de vida boa, não vai travar a sua evolução. Pelo contrário: as pessoas se desenvolvem mais e melhor quando se sentem encorajadas protegidas, seguras e confortáveis. Essas são as condições para que possamos nos desafiar e sairmos vitoriosos. Então não espere mais e saia da sua zona de desconforto!

Não tente controlar sua ansiedade. 

Você tenta controlar sua ansiedade
E ela escapa.
É como o amor…
Quanto mais forte você tentar prendê-lo,
Mais fora de controle ele se encontra.
A ansiedade se agrava com suas tentativas de controlá-la.
Não é para não fazer nada.
Trabalhe seu corpo e sua mente sempre.
Eu fui no ortopedista há uns tempo atrás.
Dor nos ombros e nas costas.
Ele não passou remédio,
Passou exercício físico:
Está doendo porque não está sendo exercitado adequadamente.
A ansiedade é a dor do seu cérebro quando você não está trabalhando certas crenças e regras de comportamento e pensamento que você tem.
Trabalhe sua mente e cuide do seu corpo. A ansiedade vai ceder.

Causo de cinema e copa do mundo. 

Pela primeira (e espero que única) vez na vida eu assisti um filme com meu marido em uma sala de cinema vazia. Estávamos apenas nós dois. No início achei incrível. Eu poderia falar alto, mexer no celular e reclamar dos personagens assim como faço em casa só que no cinema.
Ok. Estava passando então um trailer de filme de terror quando de repente, putaquepariu, entram duas garotas no cinema bem na direção das fileiras onde estávamos sentados. Caralho! A gente levou um susto da porra. Foi muito bizarro!
O filme começou pouco tempo depois. Umfilme nacional chamado Boas Maneiras. Legal o filme. Sem muita “moral da história”, um filme interessante mostrando lobisomens sob uma perspectiva diferente. Tipo… Um filme de lobisomem que quem curte comédia romântica e tem a mente aberta curtiria. Beleza. Começou o filme e uma das meninas grita lá de cima: “Colega, que filme é esse”? Eu respondi e elas levantaram rindo e forma embora do cinema. Quando elas saíram da sala eu e meu marido olhamos um para a cara do outro: “Cacete, elas realmente deviam ser fantasmas”! Eu não relaxei o resto do filme.
Aquela sala enorme de cinema, só nos dois, qualquer barulho me assustava. Não consegui relaxar.
Nunca mais!
Pessoas… Ruim com elas, pior sem elas.
Não precisa ser igual sessão de Piratas do Caribe às três da tarde. Você já passou por essa experiência? Não recomendo. Mas não precisa ser como a sessão mal-assombrada de ontem também. Ainda mais porque o filme em si que fomos assistir tinha uma certa tensão. Bom, acho que foi emocionante no fim das contas.
O cinema foi o do Downtown. Vale a pena. Gosto cada vez mais e mais desse shopping. Ele é muito agradável e o ingresso não é caro.
Eu não sei se eu consegui passar a estranheza do acontecimento de ontem. Se eu estivesse em um dia ruim, eu teria ficado verdadeiramente com medo e incomodada. Ainda bem que meu dia tinha sido maravilhoso! Então foi tudo curioso e interessante!

Além disso começou a copa para a seleção brasileira, não é? Quantas emoções. Assombração ontem no cinema e hoje com esse jogo que foi uma praga também. Eu vi o jogo. Fique com a garganta doendo de tanto gritar. Que raiva do Neymar. Ele deve estar jogando mal futebol porque tem investido todo o tempo dele em aulas de teatro e cabeleireiro (tava caprichado e o penteado nem desmanchou com o jogo). Que raiva que me dava toda vez que ele caia. E foram muitas vezes. Eu tinha apostado em 2×1 Brasil. O Brasil fazendo o primeiro gol e relaxando. Aí o outro time empatava. Que foi como aconteceu mesmo. Até aí eu acertei, mas eu tinha esperança de que o Brasil recuperasse a vantagem. E não rolou. Sexta-feria! Tomara que a coisa aconteça! 

Trabalhe no que você ama. 

A gente tem que fazer o que ama mesmo.
Eu saí para trabalhar sete e meia da manhã.
Trabalhei até oito da noite. Jantei com o pessoal do trabalho e voltei para casa. Está certo que eu estava morrendo de saudades do meu marido, mas eu também estava empolgada com o trabalho.
Eu cheguei em casa querendo continuar estudando e pensando em novas idéias para aulas e atendimentos.
Eu não consigo imaginar alguém trabalhando, às vezes durante anos, naquilo que não gosta. Quando eu ouço: “estou há quinze anos num cargo, ou numa empresa, que não tem nada a ver com isso”, meu coração gela e eu não consigo vislumbrar a sensação desse cotidiano. 

Se isso que eu estou sentindo de bom fosse ruim, eu estaria extremamente miserável.
Amo o que eu faço! O trabalho pode ser algo verdadeiramente gratificante na vida.
Se você está fazendo algo que você não gosta, mude sua vida agora! Não perca mais nem um segundo em um caminho não satisfatório. O que você precisa fazer para mudar o seu trabalho? O que você quer fazer da sua vida? Faça! Não desista!

Pregação no metrô.

Eu não consigo deixar de prestar atenção quando tem alguém pregando na rua.
Lembro de um cara pregando no ônibus, certa vez, que falou sobre a aposta de Pascal.
Pascal afirmou que se você tivesse que apostar na existência ou não de Deus, valeria a pena, sem dúvida, apostar na existência da deidade. Se, no fim das contas, Deus não existisse, você não perderia nada; se, por outro lado, ele existisse, você estaria salvo. Eu não acho que vale a pena fazer essa aposta e posso explicar no futuro o porquê.
Ainda teve outra ocasião em que uma mulher me parou na rua querendo falar comigo sobre a religião dela e eu disse que não tinha interesse e fui andando. Eu consegui ainda ouvir ela falando para uma outra mulher que a acompanhava: “Essa aí não tem Deus no coração não. Está perdida”. E é isso! As pregações de rua são sempre bastante bizarras e violentas, como o comentário dessa mulher.
A do texto de hoje é baseada numa pregação que ouvi ontem no metrô, de um senhor idoso (que devia ter dinheiro para ficar pagando passagem de metrô para pregar, por que a passagem está cara).

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Eu não tô apontando o dedo para ninguém não, tá, gente?
Eu tô só falando que ele foi chicotado, espancado, cuspido, ele carregou aquela Cruz pesada lá, colocaram a coroa de espinhos lá na cabeça dele, o sangue dele minou, escorreu, encharcou a terra. Tudo por você! (Apontando o dedo para as pessoas ao redor). Por você… Por mim…. Não sou eu que estou falando isso, botando o dedo na sua cara não, tá na Bíblia.
A aflição vem aí, a dor vem aí! E vai ser triste…. Você tá rindo aí, agora, em um minuto, em um segundo, você pode estar chorando.
Deus disse, Jonas, vai lá pregar que as pessoas estão precisando! É por isso que eu tô aqui hoje. Para você ouvir a palavra de Deus hoje porque ele vai voltar! Jesus vai vir nas nuvens e todo olho verá! Você sabe o que quer dizer isso? Todo olho verá!
Deus, Jesus está de braços abertos! É só você querer.
Eu sei que muita gente não gosta de ouvir, pessoal, mas o final tá chegando e vai ser triste.
Deus não se agrada de nós mortos não. Tem que ouvir agora. Não é quando cair. Aí tá sofrendo, tá morrendo, quer chamar Deus? Quer que ele vá até você? Ele não vai não! É você que tem que ir até ele. A carne humana é uma carne podre. É a carne mais fedida que existe. Deus não vai no cemitério não. Lá tem osso, miséria e os vermes. Os vermes mais nojentos que existem. Lá está o demônio. Tem que se arrepender antes. Ir até Jesus agora, não é depois não.
Ele só foi ver Lázaro. Lázaro ele foi ver lá, apodrecido já, ninguém ia entrar lá, mas Jesus entrou. Falou: “Levanta, Lázaro!” e Lázaro levantou. Mas Lázaro já era de Deus. Deus não vai atrás de você no cemitério não. Quando chegar lá já era.
A pessoa ouve a gente falar, acha que é até um assalto. Isso aqui não é assalto não, o pessoal que tá entrando aí agora pode se acalmar. Isso aqui é a palavra de Deus. E Deus é amor, não é ódio não. Agora, você tem que ir até ele. Não adianta ficar: “ah… Meu Deus….” Ah, meu Deus? Ah, meu Deus tá lá de braços abertos. Você que tem que ir lá até ele.
Essas palavras são um remédio, pessoal. Isso cura câncer, cura caroço, cura tudo.
Mas é isso, pessoal. E faça uma pergunta para mim que eu vou responder. Pergunte para mim: “Por que? Por que eu estou buscando Jesus”? Porque Jesus morreu por mim. Você morreria por mim? Você? Você? Você? Você? (Apontando novamente o dedo para as pessoas ao redor).Pois é… Você mataria seu filho por mim? Pois é… Jesus morreu por mim. E Deus matou o filho dele por mim. Por você. Você não morreria por ninguém, mas Jesus morreu por você. É… Por isso que eu creio pessoal.
Quando chegar o fim, quem não escutou vai ter que passar pela dor. Não adianta se matar, mandar alguém matar você, pular do prédio, que Jesus vai levantar! Vai ter que passar pela dor! Deus vai levantar todo mundo! E todos vão enfrentar o julgamento. E vai ter pai que vai ver o filho subir e vai ficar, tem filho que vai ver o pai subir e vai ficar. Jesus disse que poucos serão escolhidos. O resto vai para o inferno, pessoal. O demônio vai levar. Vai levar e não é até amanhã não. É para todo o sempre da eternidade.
E tudo que você fez ele vai levantar da podridão do fundo da terra. Aquilo lá que você fez entre quatro paredes, Deus viu e ele vai levantar você, seu cadáver, seu corpo podre e fedido de debaixo da terra, e vai falar: “Oh lá o que você fez lá! Eu tava vendo, eu tava presente!”
Boa tarde pessoal. Deus ama vocês. Leiam a Bíblia!

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Depois disso tudo eu só queria dizer: Deus desculpa por aquele último domingo se você estava lá presente entre as quatro paredes do banheiro, foi a feijoada do dia anterior…

Sexfulness

Em clima de comemoração do Dia dos namorados, texto excelente do meu amigo muito competente, Prof. Esp. Leonardo Vasconcelos.

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Quão satisfeito(a) você está com sua vida sexual? Essa pergunta consta no Instrumento de Avaliação de Qualidade de Vida da Organização Mundial da Saúde, o que nos faz lembrar uma questão óbvia, mas muitas vezes negligenciada: a satisfação sexual é importante para a qualidade de vida.

Como observado pela psicóloga Olivia Klem Dias no III Simpósio Latino Americano de Psicologia Positiva, a pesquisa acadêmica em sexualidade ainda é muito focada sobre o sexo disfuncional. Em contraposição a isso, Dias apresentou um panorama do estudo da sexóloga Peggy Kleinplatz sobre os componentes para o sexo ótimo. Estar presente, focado e imerso na experiência sexual foi a condição mais relatada por quem diz experimentar um sexo excelente.

De fato, em um artigo de Gilbert e Killingsworth publicado na Science¸ constatou-se que em cerca de 47% do tempo as pessoas estavam pensando em algo diferente do que estavam fazendo. E das 22 duas atividades listadas na pesquisa, “fazer sexo” era a que exibia o menor índice de divagação.

Podemos citar três maneiras de estar presente, focado e imerso na experiência sexual: flow, savoring e mindfulness.

O termo flow foi cunhado por Mihaly Csikszentmihalyi e se refere a um estado de imersão total enquanto se pratica uma atividade. O flow vem de uma intensa concentração em torno de suas próprias ações e de seu feedback imediato. Como metáfora, pense no flow sexual como dois amantes dançando que estão tão envolvidos com a atividade deixam de ser dois dançarinos para se tornarem a própria dança.

A atenção consciente voltada para uma experiência de prazer com o objetivo de aumentar a duração, a intensidade e/ou a apreciação da mesma é uma condição relacionada ao conceito de savoring. Embora o savoring também permita saborear as memórias de experiências positivas passadas, e através da imaginação antecipar as experiências positivas futuras. É o ato de saborear o prazer do aqui e agora que mais condiz com o tema em questão.

A definição operacional dada pelo precursor do movimento mindfulness no Ocidente Jon Kabat-Zin é: “um foco de atenção deliberadamente voltado ao momento presente e livre de julgamentos”.  Para a pesquisadora Laurie Mintz, o sexo mindful acontece quando você está total e completamente imerso nas sensações físicas do seu corpo.

Dessa forma, definimos sexfulness como a capacidade de estar presente, focado e imerso na experiência sexual através da alternância de estados de flow, savoring e mindfulness.

3 Práticas para exercitar o sexfulness:

1) Toques Suave com Meditação de Escaneamento Corporal.

A meditação de escaneamento corporal faz parte de muitos programas de mindfulness e consiste em focar nas sensações corporais ao longo do corpo. Escolham um áudio de meditação guiada de escaneamento Corporal (Body Scan). Enquanto um dos parceiros faz a meditação o outro desliza suavemente a ponta dos dedos nas áreas correspondentes ao foco de atenção.

2) Fluxo de Carícias.

“King out” que literalmente significa “deixar o rei fora” é uma prática de alcançar o máximo de prazer, mas sem consumar a penetração. Explorem ao limite o poder dos beijos e carícias não com o objetivo de servirem como “preliminares”, mas como um fim em si mesmas.

3) Respiração PC.

A musculatura pubococcígea (PC) é encontrada em ambos os sexos e se estende desde o osso púbico até o cóccix. A respiração PC é um dos exercícios recomendados pela terapeuta sexual Helena Nista e consiste em combinar uma respiração abdominal profunda associada com contrações dos músculos PC, os mesmos usados quando se quer prender a urina.

Passos para Respiração PC:

– Faça respirações abdominais profundas.

– Ao inalar contraia os músculos PC.

– Ao exalar relaxe os músculos PC.

Repita esse procedimento quantas vezes se sentir confortável tanto durante a masturbação quanto durante o sexo com o parceiro(a).

Apesar do interesse generalizado pelo sexo em nossa sociedade, o assunto ainda é cercado de tabus e preconceitos. Como nos lembra o psicólogo Todd B. Kashdan: “Qualquer exame sério da vida boa deve examinar cuidadosamente o que os seres humanos pensam, se preocupam e fazem. A sexualidade não pode ser ignorada. Vá em frente e aproveite.”


Leonardo Vasconcelos é Físico, Analista de TI, Professor e Especialista em Psicologia Positiva. Um amante apaixonado pelo aprendizado nos mais diversos campos, das mais curiosas formas. Curte metal e cervejas artesanais, de preferência IPAs.

Referências:

BRYANT, Fred B.; VEROFF, Joseph. Savoring: A new model of positive experience. Psychology Press, 2017.

CSIKSZENTMIHALYI, Mihaly; LARSON, R. Flow and the foundations of positive psychology. Dordrecht: Springer, 2014.

KASHDAN, Todd B. For a Profound Sense of Meaning in Life, Have Sex. Psychology Today, 2017. Disponível em: <https://www.psychologytoday.com/us/blog/curious/201706/profound-sense-meaning-in-life-have-sex?page=1&gt;. Acesso em: 05 jun. 2018.

KILLINGSWORTH, Matthew A.; GILBERT, Daniel T. A wandering mind is an unhappy mind. Science, v. 330, n. 6006, p. 932-932, 2010.

KLEINPLATZ, Peggy J. et al. The components of optimal sexuality: A portrait of” great sex”. The Canadian Journal of Human Sexuality, v. 18, n. 1/2, p. 1, 2009.

MINTZ, Laurie. Mindful Sex Is Mind Blowing Sex. Psychology Today, 2017. Disponível em: <https://www.psychologytoday.com/us/blog/curious/201706/profound-sense-meaning-in-life-have-sex?page=1&gt;. Acesso em: 05 jun. 2018.