Converse com a sua mãe. 

Você já parou para perguntar para sua mãe sobre o passado dela? O que você sabe da história de vida dela?
Hoje eu saí para jantar com a minha mãe e fiquei perguntando um monte de coisas para ela. Como era na época tal? E quando você morava não sei aonde? E o que aconteceu depois disso? O que você pensava naquela época?
E ela me perguntou: “Por que essa curiosidade agora”? A gente conversa pouco sobre o passado de nossos familiares. Às vezes a gente sabe mais da vida dos outros do que da vida das pessoas que estão mais próximas de nós. Essa curiosidade não é a curiosidade da fofoca, é a curiosidade do interesse pela outra pessoa. Isso demonstra carinho e atenção.
Invista tempo numa conversa dessas e procure saber a história fantástica de vida das pessoas mais próximas de você. Começando pela sua mãe.

Balão preso na pedra. 

Minha cabeça está como um balão, voando lá em cima, leve e balançando com o vento. presa no pescoço por um cordão bem fininho.
Meu corpo, pesado, se arrasta pelo chão, de casa para o trabalho, do trabalho para casa.
Meu corpo afunda na cama, minha cabeça viaja no tempo. Meu corpo dói, minha cabeça brilha, macia e flexível, enquanto meu corpo rígido quebra sob a pressão.
Minha cabeça pensa e pensa, mas meu corpo parece que se recusa a agir. Minha mente me diz as palavras certas, mas minha boca não se move. A cabeça sabe, aponta para onde ir, mas as pernas e os braços estão imobilizados.
As pessoas vêem o meu corpo, mas a minha mente tem mais cores, mais formas e mais vida do que eu estou conseuindo colocar para fora neste momento. Meu corpo tem censura, é depositário de expectativas frustradas e está cheio de cansaço acumulado. Mas a minha mente é livre e totalmente dona de si. Então, não pare na porta. Se você quiser verdadeiramente me conhecer vai ter que entrar aqui dentro e fazer o grand tour junto comigo pelos cantos dos meus mistérios e das minhas alegrias. Eu sei que é assim que eu gosto de conhecer as outras pessoas.

A felicidade de um dia simples. 

Um bom dia amanhece assim com o gato deitado quieto no pé da cama. Com tempo pro café e pro carinho antes de sair de casa para trabalhar.
Continua comigo andando pelas ruas tranquilas da Tijuca. No Rio de Janeiro? Eu esqueci de sentir medo naquele instante. Estava com a cabeça em outro lugar. Indo para a dança dançar. E dancei bastante. Bons momentos. Eu olhava para a barra de poledance, tranquila, relaxa, respira fundo, sente o suor escorrendo. Que calor eu estava sentindo, bem ali do lado da menina magrinha que estava morrendo de frio. Claro! Eu posso trocar de lugar com você.
Depois casa, comida, sem roupa lavada, mas com muito amor e preguiça, passamos a tarde pintando. Sem drama. Sem calafrio. Sem lágrima. Sem tristeza. Ainda assim, com muita emoção. Uma vez me disseram: “Se o casal sai para jantar, janta, volta para casa e fica tudo bem, eu não quero ler essa história. Mas se o casal sai e um dos companheiros esconde um segredo, aí sim, essa história me interessa”. O que isso significa? A gente gosta de drama. E por isso eu me perguntei: “O que eu vou escrever hoje? Eu tive o mais perfeito dos dias”! Eu não sei. Talvez eu esteja feliz e otimista demais para escrever hoje. Me esforcei, mas talvez não tenha mesmo nenhuma tristeza que eu possa desenterrar neste dia. E chega, eu não vou me preocupar muito mais com isso. Vou apenas me contentar em escrever sobre a felicidade deste dia simples e vou me ocupar de ser feliz com todo o meu ser e me agarrar a este sentimento pelo tempo que ele durar, pois eu sei que nem todos os dias são assim.

Aniversário de onze meses do Blog.

Cumprimos onze meses da meta. Podemos começar a contagem regressiva.
Acho que atualmente eu já posso falar alguma coisa sobre o alcance de metas.
Nem sempre é fácil. Então a primeira coisa é alinhar a sua meta com o que você realmente valoriza e deseja para a sua vida. Metas que vão contra seus valores ou que não dão vazão aos seus verdadeiros desejos não vão sair do papel. É necessário empenho, dedicação e, algumas vezes, abrir mão de algumas coisas em prol do cumprimento da meta. Se você estiver insatisfeito com o que você está perseguindo, vai ter problemas e pode fracassar no seu objetivo.

Antes de definir sua meta pense:

1- O que eu quero para o meu futuro?
2- Como esta meta vai me deixar mais próxima deste objetivo?
3- Ela vi contra algum dos meus princípios?
4- Do que eu vou ter que abrir mão para cumprir esta meta?

Se a resposta para alguma dessas perguntas não te agradar, reformule a meta.
Para mim, a meta de escrever todo dia faz muito sentido. Eu gosto de escrever. Muito. Queira fazer algo que me fizesse aprimorar esta habilidade e que me fizesse me considerar escritora. Isso é algo importante para mim, que eu valorizo. Escrever todo dia era o que eu achava que precisava para poder me olhar desta maneira. A escrita fez parte e é muito presente na minha vida até hoje. E eu não me imagino sem isso no futuro. Então você pode ver como eu me dedico a este objetivo com muito amor e determinação. Nem todo dia é fácil (na maioria deles é difícil), mas a recompensa é enorme. No meu cálculo, vale muito a pena o sacrifício. Quando eu começo a escrever, quando eu vejo um texto rascunhado, quando ele fica pronto. Aprecio todas as partes do processo. É por isso que esta meta eu consigo cumprir.
Mais um mês e vou completar um ano de textos diários. Está na hora de começar a fazer um balanço desta empreitada e de pensar no futuro.
Todas as metas são assim. Depois de cumpridas, temos que fazer um balanço do que alcançamos e de programar os próximos passos.

Feliz dia dos pais. 

Pai, eu sei que as coisas estão complicadas para nós. O relacionamento entre as pessoas fica complicado assim mesmo quando uma das duas morre. Não é fácil. Mas eu quero que você saiba que gosto dos nossos papos, dos seus conselhos, gosto da companhia que você me faz em momentos difíceis.
A morte é uma coisa muto estranha. Essa ausência é irreal demais. Por isso eu espero que você me perdoe por imaginar que você ainda está presente. Não sei se isso perturba o seu descanso. Mas eu não consigo esquecer nem abrir mão. Você tá achando que só porque você morreu eu vou te deixar em paz e parar de te dar trabalho?! Vai sonhando. Vamos continuar tendo brigas e boas conversas pelo menos até o dia em que eu morrer também. Até lá você continua vivinho da silva dentro da minha cabeça, ou coração, não sei.
Estando em algum lugar ou não estando em lugar nenhum. Debaixo da terra ou alto no céu. Reencarnado ou tendo virado adubo. Eu estando louca ou apenas com saudades. É inegável que ainda há alguma vida em você. Então, feliz dia dos pais para você. Eu te amo muito.

Qual é o problema de sentir sono?

Quanto sono uma pessoa é capaz de sentir?
Todo dia de manhã, quando eu me levanto, fico repetindo para mim mesma: qual é o problema de sentir sono ao logo do dia?! Não é nada de mais. Mesmo assim, todo dia de noite me sinto um pouco nervosa por não conseguir dormir cedo.
Mas qual é o problema real de ficar com sono ao longo do dia? Na hora que bate aquela onda de sono e você fica com o olho ardendo, a cabeça pesada e você não consegue mantê-la em pé, parece a pior sensação do mundo. Mas se você lavar o rosto, pegar um cafézinho ou beber uma água e fazer um alongamento para acordar, você consegue espantar o pior da sensação de ter sono (mesmo que você tenha que repetir isso algumas vezes).
Mas tem um lado bom nessa história. Deitar de noite quando você está caindo de sono é bom para cacete!
Bom, eu tenho tentado trabalhar a minha mente para ver que sentir sono ao logo do dia é apenas isso: sentir sono e nada mais. Trabalhar nossas crenças e expectativas em relação ao sono é fundamental para melhorar a qualidade dessa área da sua vida. Sentir sono não é uma catástrofe.
Além disso, é claro, eu criei uma rotina para a minha noite. A rotina consiste em: tomar um banho quente, beber alguma coisa (qualquer coisa, mas de preferência uma bebidinha quente), escrever ( geralmente sobre meu dia e o dia seguinte), ler, e assistir vídeos relaxantes no celular até dormir. A rotina está funcionando muito bem. O que eu tenho que trabalhar ainda é o fato de que eu inicio a minha rotina já muito tarde. Seria ideal, para mim, iniciá-la às 23h.
Sempre nessa luta do sono, mas alcançando cada vez melhores resultados. Nem tenho dormido tanto mais, mas tenho sofrido menos com isso.
Para finalizar, a última questão importante quanto à qualidade do sono é: Como acordar de manhã? Eu tenho muuuuita dificuldade com isso. Comecei a abordar o problema como eu sempre faço: lendo, pesquisando sobre o assunto. Cheguei numa idéia que estou querendo testar. A “Regra dos Vinte Segundos”. Se você pensar por mais de vinte segundos sobre uma coisa que você não quer fazer, você tem maiores chances de não conseguir fazer aquela coisa. Isso vale para levantar da cama, sair de casa para ir à academia, sentar para estudar etc. Então, a minha idéia é eliminar o cochilo, aqueles “mais dez minutinhos da manhã”… Vamos ver no que vai dar.

Na força do ódio. 

Reviver memórias dolorosas do passado pode ter pontos negativos e positivos.
Negativos quando você reexperimenta toda a dor e as tristezas do passado.
Positivos, por outro lado, quando você consegue transformar a merda em goiabada e aprender com tudo que você viveu.
Têm experiências que são apenas negativas? Experiências que não carregam lição alguma. Que são apenas catástrofes sem sentido que não deveriam ter acontecido? Eu acredito que sim. Tem coisas que são apenas uma merda mesmo que você não quer que aconteçam nunca mais na sua vida. Mas eu aprendi a olhar até essas experiências de outra forma. Elas deixam a gente com ódio. E não. Eu não acredito que o ódio seja um sentimento exclusivamente negativo.
O ódio faz com que a gente lute pela sobrevivência como nunca antes, fazem a gente querer vencer na vida para esfregar na cara de todo mundo que nos sacaneou que a gente é capaz. Que somos capazes de superar as nossas limitações. Que somos capazes de quebrar estas correntes que nos prendem à autodepreciação, à melancolia.
Quando esse ódio não nos joga para frente, contudo, ele nos destrói. Isso é verdade. A mais pura verdade. Nós temos as armas para acabar com a nossa própria vida. E eu não falo apenas de suicídio (não que seja pouca coisa), mas de uma perspectiva mais ampla, me refiro a comportamentos autodestrutivos e também das más escolhas.
Contra esse ódio que nos corrói nós temos que lutar.
Você não tem que ser feliz e sorridente o tempo inteiro. Também não vou ser super cult e sombria e dizer que a felicidade não existe. Existe sim e é muito boa. Vale a pena perseguir a felicidade. Mas ser feliz o tempo inteiro é doença, polianismo. No entanto, afundar na raiva e na tristeza, quando elas te levam ao aniquilamento não é opção. Suas emoções negativas podem te ajudar a revolucionar a sua vida da maneira que vai te fazer bem. Então, aproveite isso.

Grite sua dor para fora. 

Bota tudo para fora. Agora. Tudo. Despeja. Fique bem.
Não guarda essa merda.
Mesmo se ninguém quiser saber. Não importa. Grita no travesseiro.
Certa vez, eu fui caminhar na Floresta da Tijuca com alguns amigos. Lá, no meio do mato, nós gritamos a plenos pulmões um grito primitivo que estava guardado no fundo da alma. É bom. É muito bom. Você vai se sentir bem depois. Grite sua dor. Coloque ela no mundo. Depois descansa. Relaxa e renasça para a vida que se desdobra lindamente na sua frente levando a um futuro maravilhoso. E não esquece de me chamar. Eu vou tanto para gritar na floresta quanto para comemorar a sua felicidade.