Caso 1: Senhora K.

CAPÍTULO I – Próxima estação: Uruguaiana.

Katarina desceu na estação Uruguaiana do metrô super atrasada, atropelando as pessoas que andavam lentamente na sua frente.
– Licença. Com licença! – Se a pessoa não se mexesse, ela forçava passagem. – Com li-cen-ça. Obrigada.
A estação estava lotada. O que não era nem um pouco comum para aquela hora do dia. Putz… É chuva. Deve ter começado a chover… Espero que não esteja tudo alagado.
A sensação dentro da estação era terrível. Um calor abafado, muito úmido. As pessoas ao redor molhadas de água da chuva e cheirando a suor, cozinhando dentro de seus casacos e cachecóis exagerados. Karina estava com uma blusa branca bem levinha e não sentia frio. A calça que era obrigada a usar por conta da reunião para a qual estava indo estava colando nas pernas dilatadas pelo tempo quente.
Quando chegou na saída da estação, sentiu uma brisa fresca carregada de gotículas de água. Muitas pessoas na sua frente, paradas. Forçou caminho.
– Ah! Não acredito! – O Centro da Cidade já estava debaixo d’água. – E agora? Eu já estou atrasada.
Karina refletiu por cinco segundos antes de tomar uma decisão, se é que se pode dizer que ela realmente tomou uma decisão depois de um processo consciente de raciocínio. Mais parece que ela sentiu uma mistura de diversas emoções. Sentiu um senso de responsabilidade, empurrou para o fundo da mente a censura por já estar atrasada (talvez se tivesse ido mais cedo tivesse chegado no trabalho antes da chuva), sentiu algo que deve ser parecido com o que sentiam os gladiadores romanos, uma adrenalina de quem está prestes a enfrentar um inimigo monstruoso e encarar a própria morte (na ausência dos leões, nos resta o medo dos ratos que bóiam nas águas poluídas que inundam o Rio de Janeiro). Com tudo isso, ela resolveu agir. Esfiar o pé na água podre, mergulhar a perna até o joelho naquela nojeira e ir andando o mais rápido possível, ainda pegando chuva, até o trabalho. O que ela deveria ter levado em consideração para tomar essa decisão, era o fato de que a tal reunião não era nem um pouco importante. Não teria problema algum se ela não comparecesse. Ela deveria ter pensado que ia fazer um papelão chegando lá encharcada para um compromisso irrelevante. Todos olhariam para ela e falariam:
– Olha lá a maluca da Katarina. Enfiou o pé na água, cruz credo, essa mulher vai pegar uma doença. Essa água imunda aí da rua, agora ainda está lá toda molhada no ar condicionado. Eu hein… Tá doido. Será que não sabe, gente, que essa reunião não é nada demais? Deve ter pirado de vez.
Mas nada disso passou pela sua cabeça, portanto ela meteu o pé bravamente na água podre e foi.

 

OBS: O presente texto é de caráter puramente ficcional.

O que dizem as pessoas inteligentes que sabem ganhar dinheiro? Ou: eu deveria sempre querer ganhar dinheiro?

 

Graças a Deus eu tenho sim fontes de renda. Trabalho bastante. É importante que digamos isso antes de começar. Eu não estou passando fome e tenho casa. Posso até ligar o ar condicionado quando está calor sem grandes preocupações.

Bom, agora vamos ao ponto. Estava refletindo ainda agora, enquanto lavava a louça do almoço que ainda estava na pia sobre o que deveria escrever. “Sobre o quanto odeio lavar louça”, pensei. Ou sobre como é legal fazer mindfulness lavando louça. Esse é um tema que está em alta no momento e às vezes eu realmente medito lavando louça. Ajuda a lidar com a raiva. “Não”… Eu deveria escrever sobre essas imagens na minha cabeça. (Para que você entenda de que imagens estou falando: estava tocando aquela música na qual a mulher fala que amou o cara por mil anos e que vai amar por mais mil. Ele diz em uma parte da música que vai morrer todo dia esperando por ele, ou, pelo menos, é isso que eu entendo. Aí eu comecei a imaginar como seria isso de maneira meio mórbida. Eu vou morrer, meu marido vai morrer, e eu tenho certeza de que no momento de nossa morte eu vou achar que não tivemos tempo suficiente para aproveitarmos a vida juntos. Então, imagina se eu encontrasse uma lâmpada mágica e o gênio me desse a seguinte opção. “Olivia, eu posso te dar mil anos para viver com seu marido”. Meu rosto ia se iluminar de alegria, mas o gênio rapidamente complementaria. “No entanto, você teria que esperar outros mil anos antes que isso pudesse acontecer e durante esses primeiros mil anos, você teria que viver vendo a vida sendo tirada de você todos os dias. Você não seria capaz de aproveitar absolutamente nada. Você viveria apenas para morrer todos os dias enquanto espera para se reencontrar com seu amado”. Eu imagino que a primeira coisa que eu perguntaria era onde o meu amor ficaria durante esse tempo todo. O gênio diria “Dormindo. Em um lugar onde você jamais conseguiria encontra-lo. No fim dos mil anos separados eu te levaria até ele, você poderia despertá-lo com um beijo e aí sim vocês teriam mais mil anos para serem felizes juntos”. Vocês aceitariam? Eu tenho certeza de que eu aceitaria. Seria uma espécie de Mil e Uma Noites às avessas. Eu passaria então os próximos mil anos tentando achar meu amor para acordá-lo logo, porque sou teimosa e estaria em muito sofrimento e com muitas saudades. Será que eu o encontraria? Será que seríamos punidos se eu o acordasse antes do tempo? Será que eu ficaria louca com a espera? Suportaria morrer todo dia? Será que iria doer?).

Eu imagino muitas histórias. Constantemente. E apesar de atualmente conseguir escrever todos os dias, não me sinto capaz de escrevê-las. Em termos de competência mesmo e de perseverança. Talvez um dia eu consiga. Não estou me lamentando. Só avaliando o estado atual das coisas. Não sinta pena. Esse é o primeiro passo para a mudança.

Bom, mas aí eu me perguntei: “Será que a galera que lê o blog ia gostar disso? Aí entram as coisas que as pessoas inteligentes dizem. Todos os cursos e dicas para aqueles que querem ser escritores falam que você tem que encontrar o seu público se quiser fazer sucesso e ganhar dinheiro. Um dos requisitos para isso é escrever com uma temática clara. Assim é que seus leitores te encontram e se tornam fiéis a você.

A questão é que tem sido tão bom para mim apenas escrever e tem tanta coisa ainda que eu quero escrever, coisas que giram em torno dos mais diferentes temas que você pode imaginar, que eu estou começando a achar que eu não quero mais ganhar dinheiro com isso ou ficar conhecida e famosa se, para isso, for necessário sacrificar tantas aspirações. Mas, não se esqueça, como eu disse no início do texto, eu já ganho dinheiro. Trabalho como psicóloga em consultório particular e dou aulas de psicologia. Se eu realmente precisasse viver da escrita seriam outros quinhentos.

Portanto, a ideia não é ganhar dinheiro, mas fazer algo que eu gosto e que me faz feliz para cacete. Esse comentário se refere apenas ao dinheiro e não aos leitores. Ainda tenho esse lado da alma de artista que sofre para colocar algo para fora, mas que gosta quando as pessoas apreciam o trabalho e quer que ele seja visto. Mas se algum dia eu iniciar aqui no blog uma saga de aventura louca ou um conto erótico, não se espante. A ideia é essa mesmo.

Tudo isso vai passar. 

Eu sei que pode parecer como se tudo estivesse perdido neste momento. Mas você sabe que eu sempre estarei aqui para você.
Sim, eu sei que dói muito. Eu também já tive essa sensação de que essa ferida jamais iria cicatrizar. Mas, assim como eu encontrei, você também vai encontrar a sua felicidade. Você merece. Você vai ser mais feliz do que você jamais imaginou que seria possível. Essa dor é necessária para que você se torne mais forte e melhor do que você era antes.

Nono mesversário. 

Olha só que situação!
Passou o dia treze e eu nem me dei conta de que havia chegado o nono mesversário do blog!
Nove meses cumprindo a meta de escrever e publicar todos os dias.
Nem todos os dias foram fáceis, mas está sendo uma experiência maravilhosa.
Enfrentar a ansiedade em relação à escrita e à divulgação do que eu escrevo já por um longo período (sendo esta questão da publicação ainda mais ansiogênica do que o processo de escrita em si, que também não é fácil).
No início, até os quatro ou cinco meses, eu ainda me sentia insegura e temia falhar em algum momento, deixar de publicar em algum dia. Atualmente eu já venci esse medo. Eu sei que se eu falhar a partir de agora não vai ser por ansiedade ou evitação, mas por mero acaso. Se eu for assaltada, por exemplo, se estiver na rua de noite, ainda não tiver publicado e não conseguir chegar em casa a tempo, antes de meia noite. Ufa… Vamos torcer então para isso não acontecer!
Enquanto eu procrastinei, e enrolei e evitei enfrentar minha ansiedade, ela não foi embora. Eu só consegui superar essa ansiedade específica com a escrita quando eu a enfrentei todos os dias por mais ou menos 180 dias. É difícil. Exige esforço. Mas o resultado é muito maravilhoso. Eu ainda sofro com ansiedade. Mas, antes, se eu tivesse que dar uma nota para a ansiedade que eu sentia, de um modo geral, eu daria 7. Atualmente, eu dou 4. Já é uma grande diferença! E eu não fiz esse esforço em todas as áreas da minha vida. Ainda tenho muitas ansiedades para enfrentar.
Mas eu vou chegar lá!

Minha tristeza ordinária. 

Hoje eu não postaria.
Sem vontade nenhuma de escrever.
Triste e abatida.
Ainda assim, eu percebo que no fundo, no fundo, o que eu mais queria era escrever.
Escrever um texto foda, sabe.
Daqueles textos bem doídos.
Doídos mesmo.
Que tem uma beleza poética indescritível, uma profundidade impressionante, e transmitem uma angustiada melancolia. Como poema de Baudelaire ou um conto do Poe.
Pois é.
Queria que a minha tristeza tivesse esse poder.
Mas quando eu fico muito triste e sinto vontade de escrever para expressar essa dor, vem essa ânsia de querer escrever um texto foda e aí eu me sinto oprimida e pressionada e perco totalmente a vontade de escrever.
Complicado, não é?
Não sei o que fazer com isso ainda. Essa prática diária de escrita me força a vencer muitas barreiras. Mas para produzir uma obra literária de fato, eu ainda preciso vencer muitas barreiras mais. Uma delas é essa: a dificuldade de escrever sobre experiências muito negativamente carregadas que ainda me afetam no momento presente (catástrofes do passado eu já consigo narrar).
Mas infelizmente não é hoje que nasce minha grande obra. Por hoje é só tristeza. Feia, sem graça e ordinária.

Encontre sua zona de conforto. 

Estamos acostumados a pensar que estamos presos a nossa zona de conforto.
Não fazemos ou experimentamos coisas novas por causa, supostamente, da mal afamada zona de conforto.
Depois dos quase dez anos de atendimento clínico que já acumulei (e quase trinta anos de vida) penso que não é verdade que as pessoas estão presas em zonas de conforto.
Grande parte das pessoas está presa em sua zona de desconforto. Sabe? “Tá ruim, mas tá bom”. Essa tal zona de conforto é uma ilusão, na verdade. Trata-se sim de uma zona de sofrimento ao qual a pessoa já está acostumada. Tendo isso em vista, uma parte importante do trabalho que essa pessoa tem que fazer é o de, em primeiro lugar, descobrir qual seria a sua verdadeira zona de conforto; em que situação você se sentiria pacificamente tranquilo, equilibrado e bem estabelecido? Depois, a pessoa deveria aprender a criar essa zona de aconchego, conforto e segurança em sua vida.
Qual é o problema?
Todos os “programas motivacionais” te dizem que você tem que sair da sua zona de conforto para se aprimorar e alcançar um rendimento mais alto, ativar sua criatividade. Com isso, gera-se uma confusão. “Se tenho que sair da minha zona de conforto para melhorar, quer dizer que tenho sempre que viver com algum grau de insatisfação e incompletude”.
Isso não é verdade.
Você não está abaixo de seu estado de excelência porque está em sua zona de conforto, mas sim porque está na zona de desconforto.
Quando você entender isso, vai ver a importância de fazer modificações em sua vida. Quem quer sair da zona de conforto? Ninguém! E com razão. Mas todos queremos sair da zona de desconforto.
Para sair da zona de desconforto temos que fazer um esforço. É verdade. Essa é a dificuldade que tentamos evitar. Quando nos machucamos, cortamos a pele, por exemplo, sentimos dor. Fazemos o curativo, pouco depois, a dor diminui. Na hora de trocar o curativo, geralmente dói de novo. Óbvio. Você está mechendo no que está ferido. Vai doer mesmo. Mas isso é necessário para a cura. Na psicologia é a mesma coisa. Sair da sua zona de desconforto dói assim como trocar o curativo de um machucado, mas é necessário para a melhora da qualidade de vida.
Então a mudança exige esforço sim, mas esse é o tipo de esforço que, quando você termina de realizá-lo, você se sente melhor. Se sente desafiado e vitorioso, sente que se superou e evoluiu. A sua zona de conforto, se for uma verdadeira zona de conforto e não uma ilusão de vida boa, não vai travar a sua evolução. Pelo contrário: as pessoas se desenvolvem mais e melhor quando se sentem encorajadas protegidas, seguras e confortáveis. Essas são as condições para que possamos nos desafiar e sairmos vitoriosos. Então não espere mais e saia da sua zona de desconforto!

Causo de cinema e copa do mundo. 

Pela primeira (e espero que única) vez na vida eu assisti um filme com meu marido em uma sala de cinema vazia. Estávamos apenas nós dois. No início achei incrível. Eu poderia falar alto, mexer no celular e reclamar dos personagens assim como faço em casa só que no cinema.
Ok. Estava passando então um trailer de filme de terror quando de repente, putaquepariu, entram duas garotas no cinema bem na direção das fileiras onde estávamos sentados. Caralho! A gente levou um susto da porra. Foi muito bizarro!
O filme começou pouco tempo depois. Umfilme nacional chamado Boas Maneiras. Legal o filme. Sem muita “moral da história”, um filme interessante mostrando lobisomens sob uma perspectiva diferente. Tipo… Um filme de lobisomem que quem curte comédia romântica e tem a mente aberta curtiria. Beleza. Começou o filme e uma das meninas grita lá de cima: “Colega, que filme é esse”? Eu respondi e elas levantaram rindo e forma embora do cinema. Quando elas saíram da sala eu e meu marido olhamos um para a cara do outro: “Cacete, elas realmente deviam ser fantasmas”! Eu não relaxei o resto do filme.
Aquela sala enorme de cinema, só nos dois, qualquer barulho me assustava. Não consegui relaxar.
Nunca mais!
Pessoas… Ruim com elas, pior sem elas.
Não precisa ser igual sessão de Piratas do Caribe às três da tarde. Você já passou por essa experiência? Não recomendo. Mas não precisa ser como a sessão mal-assombrada de ontem também. Ainda mais porque o filme em si que fomos assistir tinha uma certa tensão. Bom, acho que foi emocionante no fim das contas.
O cinema foi o do Downtown. Vale a pena. Gosto cada vez mais e mais desse shopping. Ele é muito agradável e o ingresso não é caro.
Eu não sei se eu consegui passar a estranheza do acontecimento de ontem. Se eu estivesse em um dia ruim, eu teria ficado verdadeiramente com medo e incomodada. Ainda bem que meu dia tinha sido maravilhoso! Então foi tudo curioso e interessante!

Além disso começou a copa para a seleção brasileira, não é? Quantas emoções. Assombração ontem no cinema e hoje com esse jogo que foi uma praga também. Eu vi o jogo. Fique com a garganta doendo de tanto gritar. Que raiva do Neymar. Ele deve estar jogando mal futebol porque tem investido todo o tempo dele em aulas de teatro e cabeleireiro (tava caprichado e o penteado nem desmanchou com o jogo). Que raiva que me dava toda vez que ele caia. E foram muitas vezes. Eu tinha apostado em 2×1 Brasil. O Brasil fazendo o primeiro gol e relaxando. Aí o outro time empatava. Que foi como aconteceu mesmo. Até aí eu acertei, mas eu tinha esperança de que o Brasil recuperasse a vantagem. E não rolou. Sexta-feria! Tomara que a coisa aconteça! 

Trabalhe no que você ama. 

A gente tem que fazer o que ama mesmo.
Eu saí para trabalhar sete e meia da manhã.
Trabalhei até oito da noite. Jantei com o pessoal do trabalho e voltei para casa. Está certo que eu estava morrendo de saudades do meu marido, mas eu também estava empolgada com o trabalho.
Eu cheguei em casa querendo continuar estudando e pensando em novas idéias para aulas e atendimentos.
Eu não consigo imaginar alguém trabalhando, às vezes durante anos, naquilo que não gosta. Quando eu ouço: “estou há quinze anos num cargo, ou numa empresa, que não tem nada a ver com isso”, meu coração gela e eu não consigo vislumbrar a sensação desse cotidiano. 

Se isso que eu estou sentindo de bom fosse ruim, eu estaria extremamente miserável.
Amo o que eu faço! O trabalho pode ser algo verdadeiramente gratificante na vida.
Se você está fazendo algo que você não gosta, mude sua vida agora! Não perca mais nem um segundo em um caminho não satisfatório. O que você precisa fazer para mudar o seu trabalho? O que você quer fazer da sua vida? Faça! Não desista!

Pregação no metrô.

Eu não consigo deixar de prestar atenção quando tem alguém pregando na rua.
Lembro de um cara pregando no ônibus, certa vez, que falou sobre a aposta de Pascal.
Pascal afirmou que se você tivesse que apostar na existência ou não de Deus, valeria a pena, sem dúvida, apostar na existência da deidade. Se, no fim das contas, Deus não existisse, você não perderia nada; se, por outro lado, ele existisse, você estaria salvo. Eu não acho que vale a pena fazer essa aposta e posso explicar no futuro o porquê.
Ainda teve outra ocasião em que uma mulher me parou na rua querendo falar comigo sobre a religião dela e eu disse que não tinha interesse e fui andando. Eu consegui ainda ouvir ela falando para uma outra mulher que a acompanhava: “Essa aí não tem Deus no coração não. Está perdida”. E é isso! As pregações de rua são sempre bastante bizarras e violentas, como o comentário dessa mulher.
A do texto de hoje é baseada numa pregação que ouvi ontem no metrô, de um senhor idoso (que devia ter dinheiro para ficar pagando passagem de metrô para pregar, por que a passagem está cara).

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Eu não tô apontando o dedo para ninguém não, tá, gente?
Eu tô só falando que ele foi chicotado, espancado, cuspido, ele carregou aquela Cruz pesada lá, colocaram a coroa de espinhos lá na cabeça dele, o sangue dele minou, escorreu, encharcou a terra. Tudo por você! (Apontando o dedo para as pessoas ao redor). Por você… Por mim…. Não sou eu que estou falando isso, botando o dedo na sua cara não, tá na Bíblia.
A aflição vem aí, a dor vem aí! E vai ser triste…. Você tá rindo aí, agora, em um minuto, em um segundo, você pode estar chorando.
Deus disse, Jonas, vai lá pregar que as pessoas estão precisando! É por isso que eu tô aqui hoje. Para você ouvir a palavra de Deus hoje porque ele vai voltar! Jesus vai vir nas nuvens e todo olho verá! Você sabe o que quer dizer isso? Todo olho verá!
Deus, Jesus está de braços abertos! É só você querer.
Eu sei que muita gente não gosta de ouvir, pessoal, mas o final tá chegando e vai ser triste.
Deus não se agrada de nós mortos não. Tem que ouvir agora. Não é quando cair. Aí tá sofrendo, tá morrendo, quer chamar Deus? Quer que ele vá até você? Ele não vai não! É você que tem que ir até ele. A carne humana é uma carne podre. É a carne mais fedida que existe. Deus não vai no cemitério não. Lá tem osso, miséria e os vermes. Os vermes mais nojentos que existem. Lá está o demônio. Tem que se arrepender antes. Ir até Jesus agora, não é depois não.
Ele só foi ver Lázaro. Lázaro ele foi ver lá, apodrecido já, ninguém ia entrar lá, mas Jesus entrou. Falou: “Levanta, Lázaro!” e Lázaro levantou. Mas Lázaro já era de Deus. Deus não vai atrás de você no cemitério não. Quando chegar lá já era.
A pessoa ouve a gente falar, acha que é até um assalto. Isso aqui não é assalto não, o pessoal que tá entrando aí agora pode se acalmar. Isso aqui é a palavra de Deus. E Deus é amor, não é ódio não. Agora, você tem que ir até ele. Não adianta ficar: “ah… Meu Deus….” Ah, meu Deus? Ah, meu Deus tá lá de braços abertos. Você que tem que ir lá até ele.
Essas palavras são um remédio, pessoal. Isso cura câncer, cura caroço, cura tudo.
Mas é isso, pessoal. E faça uma pergunta para mim que eu vou responder. Pergunte para mim: “Por que? Por que eu estou buscando Jesus”? Porque Jesus morreu por mim. Você morreria por mim? Você? Você? Você? Você? (Apontando novamente o dedo para as pessoas ao redor).Pois é… Você mataria seu filho por mim? Pois é… Jesus morreu por mim. E Deus matou o filho dele por mim. Por você. Você não morreria por ninguém, mas Jesus morreu por você. É… Por isso que eu creio pessoal.
Quando chegar o fim, quem não escutou vai ter que passar pela dor. Não adianta se matar, mandar alguém matar você, pular do prédio, que Jesus vai levantar! Vai ter que passar pela dor! Deus vai levantar todo mundo! E todos vão enfrentar o julgamento. E vai ter pai que vai ver o filho subir e vai ficar, tem filho que vai ver o pai subir e vai ficar. Jesus disse que poucos serão escolhidos. O resto vai para o inferno, pessoal. O demônio vai levar. Vai levar e não é até amanhã não. É para todo o sempre da eternidade.
E tudo que você fez ele vai levantar da podridão do fundo da terra. Aquilo lá que você fez entre quatro paredes, Deus viu e ele vai levantar você, seu cadáver, seu corpo podre e fedido de debaixo da terra, e vai falar: “Oh lá o que você fez lá! Eu tava vendo, eu tava presente!”
Boa tarde pessoal. Deus ama vocês. Leiam a Bíblia!

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Depois disso tudo eu só queria dizer: Deus desculpa por aquele último domingo se você estava lá presente entre as quatro paredes do banheiro, foi a feijoada do dia anterior…