Feliz ano novo para mim!

Começando um novo ano na minha vida.
Há um tempo eu conheci algumas pessoas que comemoravam um ano novo todo especial, que começava na data do próprio aniversário.
A idéia é que isso torne todo o processo de fazer planos e rever as experiências passadas mais significativo, pois o aniversário é a data que marca de fato as mudanças de fases na nossa vida.
O “feliz aniversário” é o “feliz ano novo” dessa galera.
Gostei muito dessa idéia e resolvi adotar. Portanto, estou no começo de um novo ano que começou na última quinta feira. Dia 31 de maio.
Sendo assim, vou pensar, nos próximos dias, o que eu quero alcançar nesta nova fase, vou repensar os últimas doze meses… Enfim, todo aquele processo que a gente geralmente faz no final de dezembro eu vou fazer agora.
É a primeira vez em que eu estou realizando essa mudança de perspectiva, então eu não sei ainda como vai ser essa experiência, mas estou empolgada.
Já começamos com o pé direito porque as comemorações foram sensacionais – como eu faço aniversário no último dia do mês, eu meio que vou comemorando várias vezes, antes da data efetiva, fazendo todos os meus programas preferidos, culminando no dia 31 – e eu estive cercada apenas de pessoas muito especiais.
28 anos. Grandes expectativas, mas com muito trabalho também para alcançar todos os objetivos. Feliz ano novo para mim!

Oração

Meu querido Deus,
Afastai de mim os hipócritas que falam da importância de estar junto, mas que nos mantém afastados daqueles que amamos.
Afastai de mim aqueles que chamam pelo teu nome e oram todos os dias, que frequentam a tua igreja, mas que não perdem a oportunidade de falar mal pelas costas, envenenando o coração dos inocentes que escutam.
Afastai de mim todos aqueles que fazem sofrer em teu nome.
Afastai de mim todos aqueles que não perdoam.
Afastai de mim todos aqueles que perderam a confiança e que fazem dela objeto raro, difícil de recuperar.
Afastai de mim aqueles que não ouvem o que os outros têm a dizer e que se acham sabedores de todas as coisas.
Afastai de mim aqueles que prendem as pessoas que amam em suas garras, pois essas garras ferem o ser amado.
Afastai de mim toda pessoa que não quer verdadeiramente estar comigo.
Afastai de mim todo aquele que já me fez chorar, que já me fez querer me matar. Afastai de mim, senhor, todos aqueles que olham para mim e vêem uma má influência. Afatai de mim todos aqueles que menosprezam os meus sonhos. Afatai de mim aqueles que não reconhecem as minhas conquistas.

Ou melhor, dai-me forças para dizer umas verdades na cara dessa gente, que as afasto eu mesma.

Alguns simplesmente diriam:
“A família é um casamento arranjado, falido, do qual você não pode se divorciar”.

Também conhecida como: a minha última heresia. 

O sentimento de solidão e os contatos superficiais (provavelmente não é o que você está pensando).

Outro dia uma pessoa estava falando mal de uma terceira para mim.
Fiquei mais calada, na minha, só no “Uhum” para não ser grosseira, mas para também não botar lenha na fogueira.
Ok. Até aí, morriam comigo os comentários maldosos e enraivecidos e a pessoa botava para fora o que estava sentindo. Quem sabe ela até se acalmava.
Até que a pessoa manda essa:
“Quem nem você, sabe? As pessoas têm você no Facebook, todo mundo sabe que você faz poledance, você fica botando aquelas fotos suas indecentes lá, mas é a sua vida, entendeu? Ninguém tem nada a ver com isso. E o que que eu tenho a ver com isso? Você que sabe. O seu corpo?! Você bora a foto que você quiser, não im-por-ta o que as pessoas pensam. Se você que é dona do corpo resolveu postar isso, para que que eu vou ficar falando com os outros pelas suas costas ‘ah, olha lá a foto de piranha que ela colocou’? Eu hein!”
Eu fiquei dois segundos sem reação antes de murmurar o memso “Uhum”.
Aí você pode até pensar depois de ouvir essa história: “Que pessoa babaca”. “Ela te odeia e estava mandando indireta”.
Cara, mas essa pessoa realmente aparenta gostar de mim, sabe? Me procura para conversar… Desabafa comigo…
Muito louco, não é mesmo?
Eu sempre fui meio anti-social. Ultimamente, no último ano, eu comecei a me abrir mais com as pessoas.
Eu sempre fui de fazer um ou dois amigos em todos os lugares que passo e geralmente são amigos para a vida toda, mas nunca fui de ter galera sabe.
Sempre fui a pessoa dos relacionamentos logos e profundos.
Sempre foi curioso, contudo, o fato de que, mesmo com esses amigos eu, vira e mexe, me sentia meio sozinha.
Quando eu comecei a estudar psicologia positiva é que eu fui abrir a minha mente para o fato de que o ser humano é um bicho muito sociável. Muito sociável mesmo. Então, a gente precisa de muito contato humano. Muito.
Comecei a me aproximar das pessoas, sem a intenção de me tornar bff de ninguém, só para trocar dois dedos de prosa mesmo, e o sentimento de solidão quase desapareceu em pouco tempo. Sério.
Eu tenho amigos maravilhosos, perfeitos e amorosos. Mas eles têm a própria vida. Eu não tô trocando calor humano com eles o tempo todo. E isso faz falta no dia a dia. Ir para o trabalho e fazer a pausa do café sozinho sempre é péssimo, mesmo que você esteja no zap com alguma pessoa querida. Almoçar sozinho sempre é foda, memso que a noite, uma ou duas vezes por semana, você tome um chope com os amigos. Entende?
Quando você tem esses vácuos de contato na sua vida, janelas de tempo ocioso ou de tempo livre no dia a dia sem contato humano (tempo de transporte, almoço, pausa do café, etc.) esse tempo vai se acumulando e no fim das contas acabam sendo muitas horas de solidão. Não é à toa que essa sensação se expande e toma nossa vida, fazendo com que nos sintamos isolados ainda que, aparentemente, sem motivo. Pois tem motivo. Pouco contato humano.
Eu não digo que você não deva fazer nada sozinho. Você tem que ter um tempo só para si. Por isso eu disse que não é bom que isso aconteça sempre. Uma vez ou outra tudo bem. Mas os contatos superficiais servem para esses “buracos” na agenda de obrigações mesmo. Vale lembrar também que seu tempo com você memso tem que ser de qualidade. Não é um café que você toma em pé olhando no celular que vai cobrir esse anecessidade. Aí é melhor estar falando com alguém, sem dúvida.
Outra coisa, e eu ouvi isso no curso de psicologia positiva que fiz no começo do ano: “isso não é uma forma de usar as pessoas”? Não! Todo mundo precisa desses contatos! A pessoa com quem você conversa também. Você e a outra pessoa vão se beneficiar do bate papo. Além disso, eu não falei em momento algum que esses contatos não podem ou não devem evoluir para algo mais profundo. Ótimo se isso acontecer! Eu só estou dizendo que não PRECISA ser assim. Na verdade, quanto mais eu penso no assunto e vejo o resultado das minhas próprias interações, mas eu percebo que falta muito amor e contato entre os seres humanos também porque a gente bota muita expectativa em todos os míseros contatos interpessoais. Todo “oi” tem que virar namoro ou amizade. E isso é terrível. Ou seja, se não for para a pessoa virar alguém importante na nossa vida e a gente não for obrigado (por dividir o mesmo ambiente de trabalho, por exemplo), a gente não fala com ninguém! Vamos mudar isso! Uma conversa de quinze minutos pode ser ótima por ser só isso: uma conversa de quinze minutos com alguma pessoa que você não vai ver nunca mais. Ou tem aquela pessoa que você vê sempre, com quem você não quer namorar, de quem você não quer ser amigo e de quem você não precisa de nenhum favor, mas com quem você pode conversar sobre noticias de jornal, pode falar sobre assuntos da vida ou até assuntos pessoais mesmo, mas sem expectativas. E tudo bem que seja assim. Isso nos faz bem.
É de contato humano superficial mesmo que eu estou falando. Isso é bom precisamos ter mais em nossas vidas. Nem todas a nossas relações precisam ser profundas. Com compromissos, expectativas, preocupações etc.
Comecei então a colocar em prática minhas habilidades sociais e deu muuuuito certo (posso falar mais sobre isso no futuro). O que tem sido engraçado e curioso é que, eu nunca vivi isso antes, então ainda estou aprendendo a lidar… Claro que tem seus momentos difíceis.
Como o dessa pérola que eu mencionei no início do texto. Tem sido também, como vocês podem perceber, uma experiência antropológica. E eu fico pensando: “geeeeente… Que porra é essa? As pessoa são muito loucas mesmo”. Olha… Tem sido uma aprendizagem em diversos sentidos. Tem tipo seus percalços, mas tem valido a pena.

Carpe homini.

Acho que todo mundo já pensou que estava sozinho em algum momento.
Completamente sozinho.
Que ninguém entenderia o que estava acontecendo ou como estávamos nos sentindo.
Ou fui só eu que senti isso?
Enfim, com o tempo eu fui percebendo uma coisa que os escritores famosos parecem sempre ter sabido: só existem um ou dois dramas humanos que nós ficamos repetindo sem parar.
Quando você percebe isso, começa a se conectar a outras pessoas. Quando não, você vai se isolando.
Eu diria que a coisa vai um pouco além de encontrar o seu grupo, sabe? A sua turma. A gente normalmente procura pessoas com as quais compartilhamos algo em comum e excluímos outras. Isso é saudável porque, em certa medida, precisamos de relacionamentos profundos e duradouros que geralmente nascem desse tipo de encontro. No entanto, eu tenho percebido cada vez mais que se conversarmos com qualquer pessoa por tempo suficiente vamos encontrar um sofrimento nuclear que faz sofrer a todos nós e que nos une fortemente. Uma forma de resmungar do calor, da violência, ou da falta de emprego. Ou, vamos ser otimistas? Uma certa felicidade muito humana por estarmos vivos que compartilhamos com o vizinho. Uma felicidade de curtir as coisas boas e simples.
Isso não quer dizer que você tem que ter relacionamentos profundos e duradouros com todo mundo, mas que você sempre pode e deve se sentir cercado de contato humano. Nem todos precisam ser profundos, mas eles existem por toda parte, então, aproveite.
Às vezes, quando estão com um problema, as pessoas se perguntam: de que adianta falar sobre isso se não vai resolver? Como estamos enganados ao pensar assim! Falar sobre qualquer coisa com qualquer um ajuda. Talvez não uma ajuda imediata, mas algo que nos fortalece.
Eu percebo que quando eu saio de casa e puxo um papo furado sobre o tempo no elevador, eu chego em casa mais animada do que nos dias em que saio muda e volto calada.
Falar com as pessoas, seja num nível profundo ou superficial, sempre ajuda. Nós somos seres que vivem em sociedade e somos todos muito mais parecidos do que imaginamos. Seres humanos estão por toda parte. Aproveite-os!

Sexualidade na Perspectiva da Psicologia Positiva.

No último sábado, dia 19 de maio, eu apresentei um trabalho no III Simpósio Internacional de Psicologia Positiva sobre sexualidade. O simpósio foi sensacional e eu fiquei extremamente feliz com o convite para falar sobre este tema.

Trata-se de um tema ainda muito pouco estudado. A área da Psicologia Positiva por si só já é bastante nova, nasceu em 1998 com os trabalhos de M. Seligman. Um estudo da sexualidade dentro desta perspectiva então nem se fala. Mas é bastante interessante e vale a pena conhecer.

O que eu queria com partilhar com vocês hoje, portanto, é um resumo da minha apresentação.

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O estudo da sexualidade do ponto de vista da psicologia positiva vai abordar os aspectos positivos da sexualidade humana, permitindo-nos compreender o que é o funcionamento sexual excelente. A partir dos estudos de Kleinplatz (2009), apresentaremos, então, os oitos aspectos que fazem com que a relação sexual seja excelente.

O pai da sexologia foi o médico psiquiatra Kraffit-Ebing que, no século XIX, escreveu o livro Psychopathia Sexualis, no qual narrava casos clínicos de pacientes com desvios e patologias sexuais.

Alguns anos mais tarde, por volta da metade do século XX, outros grandes teóricos da sexualidade, como Kinsey (1949, 1954), Masters e Johnson (1976, 1981), Kaplan (1977) e Hite (1982), contribuíram enormemente para o conhecimento que possuímos atualmente das patologias sexuais e também contribuíram com o conhecimento dos aspectos fisiológicos e psicológicos do funcionamento sexual normal.

Nenhum desses conhecimentos, contudo, nos ajudou a compreender o funcionamento sexual ótimo, que poderia fazer com que a terapia sexual ajudasse os seus clientes não apenas a ter um sexo funcional, mas um sexo de qualidade.

A partir a quebra de paradigma realizada pela psicologia positiva com Seligman (2003; 2011), vem tornando-se cada vez maior o interesse em compreender os aspectos positivos do ser humano e as formas de potencializar seu desenvolvimento. Isto ocorreu também no campo da sexologia. Os pesquisadores começaram a procurar compreender os aspectos e as caraterísticas que estão para além do sexo meramente funcional, livre de de patologias, que poderiam fazer com que a sexualidade fosse vivida em seu pleno potencial.

Os oito aspectos que fazem com que a relação sexual seja excelente de acordo com Kleinplatz (2009), portanto, são:

  1. Estar presente: pode ser entendido como o estado de flow (CSIKSZENTMIHALYI , 1999) que pode ser experimentado durante o ato sexual. Um estado no qual a pessoa se encontra completamente absorvida no momento presente. “You’re not a person in a situation. You are the situation” (KLEINPLATZ, 2009).
  2. Conexão: refere-se ao modo profundo como as pessoas se conectam durante o ato sexual. Depende de uma ligação intensa entre os parceiros para ocorrer. Podemos utilizar a metáfora shakespeareana da besta de duas costas para imaginar esta forma de ligação entre duas pessoas. “I am one, sir, that comes to tell you your daughter and the Moor are now making the beast with two backs” (SHAKESPEARE, 1993). Esse tipo de intimidade entre os parceiros que experimentam um sexo excelente faz com que eles sintam que estão em sintonia um com o outro. Não importa que o relacionamento já dure anos ou que tenha durado apenas algumas horas, trata-se de uma ligação sentida como um forte alinhamento entre os amantes.
  3. Intimidade sexual e erótica: os parceiros devem experimentar respeito mútuo, carinho, admiração e profunda aceitação antes de iniciarem uma relação sexual excelente. Não é possível ter esse tipo de relacionamento íntimo de qualidade sem se sentir cuidado e sem cuidar do outro. Confiança é a palavra chave aqui.
  4. Comunicação e empatia: o sexo excelente requer excelente comunicação tanto verbal quanto não verbal. Os parceiros têm que ser capazes de se comunicar através do toque e de compreender os sinais que o outro emite. Ao mesmo tempo, devem ser capazes de expressar verbalmente seus desejos e necessidade um para o outro de forma, clara, aberta e desinibida.
  5. Transparência, autenticidade e desinibição: essa característica pode ser entendida como uma espécie de “nudez emocional”. É o fato de se colocar aberto diante do outro, expondo a si mesmo como se é verdadeiramente. É a possibilidade de se revelar inteiramente para o outro.
  6. Transcendência: Maslow afirmava que “There are many paths to heaven, and sex is one of them” (1971). Isso que dizer que o sexo apresenta uma dimensão epifânica, que nos faz ver as coisas sob uma nova luz. Não se trata necessariamente de uma experiência de cunho religioso, mas de uma experiência que nos transporta para além de nós mesmo e que nos faz experimentar as coisas de uma nova maneira. Uma dimensão de paz, cura, transformação, benção, que podem conferir um caráter transcendente para a experiência da relação sexual.
  7. Explorar, assumir riscos e se divertir: o sexo pode ser extremamente engraçado e essa característica é uma das que o torna excelente. Quando estamos experimentando algo novo, quebrando a rotina, nos aventurando com o parceiro, em todos esses momentos o sexo se apresenta como uma oportunidade de descobrir e experimentar coisas novas. Essa exploração conjunta, esse desbravamento de novos horizontes, é um importante elemento da sexualidade humana.
  8. Entrega: vulnerabilidade e rendilção são os aspectos essenciais neste último tópico. Depois de passar por todos os aspectos anteriores, resta apenas mergulhar de cabeça nessa experiência incrível, expondo-se de maneira completa e autêntica e se rendendo às sensações do momento. Nesse sentido, “Sex is a leap of faith” (KLEINPLATZ, 2009).

Tendo em vista os oito componentes citados, Kleinplatz (2009) afirma que o futuro da terapia sexual vai requerer que os profissionais se ocupem cada vez mais das vivencias sexuais saudáveis não apenas como forma de auxiliar os clientes na promoção de vidas intimas muito mais prazerosas, com relações sexuais excelentes, mas também a prevenir o próprio adoecimento sexual.

 

As principais referências bibliográficas que eu utilizei neste trabalho foram:

ASSOCIAÇÃO AMERICANA DE PSIQUIATRIA, Manual Diagnóstico e Estatístico dos Transtornos Mentais. Tradução: Maria Inês Corrêa Nascimento … [et al.]. Revisão técnica: Aristides Volpato Cordioli… [et al.].Porto Alegre: Artmed, 2014.

 

CARVALHO, Antonio, SARDINHA, Aline. Terapia Cognitiva Sexual: uma proposta integrativa na psicoterapia da sexualidade. Rio de Janeiro: Editora Cognitiva, 2017.

 

CSIKSZENTMIHALYI, M. A descoberta do fluxo: a psicologia do envolvimento com a vida cotidiana (1997). Tradução de Pedro Ribeiro – Rio de Janeiro: Rocco, 1999.

 

HITE, Shere. O Relatório Hite: um profundo estudo sobre a sexualidade feminina. Tradução de Ana Cristina Cesar. São Paulo: Difusão editorial, 1982.

 

KAPLAN, Helen Singer. A Nova Terapia do Sexo: tratamento dinâmico das disfunções sexuais. Tradução de Oswaldo Barreto e Silva. Rio de Janeiro: Editora Nova Fronteira, 1977.

 

KINSEY, Alfred; POMEROY, Wardell & MARTIN, Clyde. Conducta sexual del Varón. México: Editorial Interamericana, 1949.

 

KINSEY, Alfred; POMEROY, Wardell; MARTIN, Clyde; GEBHARD, Paul. A Conduta sexual da mulher. Rio de Janeiro: Atheneu, 1954.

 

KLEINPLATZ, P. J. Transforming Sex Therapy: integrating erotic potential. The Humanistic Psychologist. 24, 190-202. Ano: 1996.

 

KLEINPLATZ, P. J.; MÉNARD, A. D.; PAQUET, M-P.; PARADIS, N.; CAMPBELL, M.; ZUCCARINO, D.; MEHAK, L. The components of optimal sexuality: A portrait of “great sex”. The Canadian Journal of Human Sexuality, Vol. 18 (1-2), ano 2009. Disponível em; <http://juliacolwell.com/wp-content/uploads/2017/05/The-components-of-optimal-sexuality-Kleinplatz-et-al.-2009.pdf>;. Acessado em 01/05/2018.

 

KLEINPLATZ, P. J. Lessons from Great Lovers. In S. Levine, S. Althof, & C. Risen (eds.), Handbook of Adult Sexuality for Mental Health Professionals. 2ª edição. Nova Iorque: Brunner-Routledge, 2010.

 

MASLOW, A. H. On the Farther Reaches of Human Nature. Nova Iorque: Viking, 1971.

 

MASTERS, William; JOHNSON, Virginia. A incompetência sexual: suas causas seu tratamento. 2. ed. Tradução de Edmond Jorge. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1976.

 

MASTERS, William & JOHNSON, Virginia. A Conduta Sexual Humana. São Paulo. 4ª ed. Civilização Brasileira, 1981.

 

SELIGMAN, M. E. P. Felicidade Autêntica. Rio de Janeiro: Ponto de Leitura, 2003.

 

SELIGMAN, M. E. P. Florescer: uma nova e visionária interpretação da felicidade e do bem-estar. Rio de Janeiro: Objetiva, 2011.

 

SHAKESPEARE, W. Othello. M.R. Ridley (ed.) The Arden Edition of the works of William Shakespeare. London and New York: Routledge, 1993.

Militância de Facebook.

Sinceramente, eu não vejo problema nenhum em fazer o que quer que seja no Facebook. Não sou contra nem mesmo a militância de Facebook.
Mas tenho percebido uma coisa. Muitas vezes eu tenho dificuldade e acho difícil chegar a uma opinião política clara a respeito de determinados eventos, por dificuldade de acesso à informações confiável e pela falta de debate sobre os assuntos importantes. Na maioria das vezes a galera fica só mandando indireta com fundo colorido achando que tá abafando e só quem tá ali no debate interno nos comentários entende. Na verdade, parece que niguem tá entendendo muito mesmo as sutilezas da movimentação política atual.
Então, minha opinião a respeito da greve dos caminhoneiros: a galera não está entendendo porra nenhuma do cenário político brasileiro, tá com o cú na mão com medo de tudo ir para a casa do caralho e a gente se fuder mais do que já está se fudendo, mas também ninguém sabe o que fazer para melhorar.

Sono.

Quando dormimos pouco,
Quando passamos o dia com sono,
Toda vez que ficamos batendo cabeça no trabalho, na aula…

Até que um dia chegamos cedo
Nenhuma obrigação
Podemos sentar no sofá e ver um filme
Podemos sair para jantar
Mas chegamos em casa
E só queremos dormir

A obrigação nos mantém acordados
Mas todo resto funciona como uma canção de ninar
Que nos embala em culpa e tristeza.

Pelo que lutar?
Menos obrigações?
Mais disposição?
Um cantinho do sono no local de trabalho?

Por uma vida de mais equilíbrio, na qual possamos enxergar o valor de investir na nossa própria felicidade.

Deadpool 2.

Cara, o melhor do filme do Deadpool, sinceramente, é ver os vilões morrerem mortes extremamente violentas e sanguinárias. 

Tem alguma coisa de muito bom em ver os caras maus se ferrando. Ainda mais com esses filmes nos quais os caras maus são essencialmente maus, maus até o último fio de cabelo, eles são maus e não mesmo, sem um pingo de bondade no coração, nenhuma possibilidade de redenção. 

Esse tipo de filme realiza na fantasia esse nosso desejo de ver os outros se ferrando terrivelmente. Uma atração primitiva pela violência (falando sem nenhum rigor científico).

Na fantasia apenas, vale ressaltar, e isso é maravilhoso. A fantasia serve para esse tipo de catarse na minha opinião. 

Mas, amigo, eu espero que você saiba, eu espero que todos saibam, que esse tipo de vilão, que é o diabo em pessoa, não existe na vida real. Então, curta o filme, ma não romântiza o herói. 

Na verdade, temos que falar sobre os super-heróis de um modo geral. Talvez o filme do Deadpool seja um alívio, em alguma medida, justamente porque os super-heróis geralmente são todos uns babacas de direita. Pelo menos o anti-herói já é todo zoado mesmo e isso acaba dando outro tom para a trama. O filme é assumidamente cheio de clichés ele brinca com isso, geralmente fica uma merda, mas eu até acho que o filme do Deadpool faz isso melhor do que os filmes que normalmente se propõem a fazê-lo. Então tá valendo.