Você prefere morrer de frio ou de calor?

As sensações térmicas corporais são coisas muito estranhas.
Parece que, pelo menos o meu corpo, não tem memória térmica nenhuma.
Quando eu estou com frio eu fico pensando: “ah, meu deus! Que coisa horrível deve ser morrer congelada. Suas extremidades ficam roxas e dormentes e, se bobear, quebram que nem copo que escorrega da mão enquanto a gente lava louça”!
Nesses momentos, me bate aquele desejo do sol forte de quarenta e cinco graus do Rio de Janeiro na minha testa.
Então, eu saio de algum lugar gelado (recentemente eu passei isso no cinema. Fiquei lá congelando durante o filme e não via a hora de ir para a rua) e vem aquele bafo quente na minha cara, mas, nos primeiros instantes, eu ainda estou tipo: “ah! Que delícia! Eu não sei como eu cheguei a pensar que eu odiava o calor”!
Ok. Só que aí eu ando dois minutos no sol e já estou suada, fedendo, morrendo de sede e me lamentando: “como deve ser algo tenebroso morrer de calor! Você morre fedido, suado, com a garganta seca de sede (infecção urinária no meu caso, porque quando eu fico sem beber água, ela ataca). Que horror! Mil vezes morrer de frio. Dizem que vai só dando sono e você morre em paz”.
Ou seja, minha vida no Rio de Janeiro é uma montanha russa de sentimentos em relação à temperatura.
Seria maravilhoso se o corpo não tivesse problema de memória: “poxa… Eu acabei de passar o maior sufoco… Duas horas nesse frio do caralho. Vou aproveitar aqui agora duas horinhas no sol tranquilo…. De boa… Sem começar a exalar fluidos e odores desagradáveis”.

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