A felicidade está nas pequenas coisas. 

Tem coisa melhor do que dormir quando se está com muito sono? Fazer xixi quando estamos apertados?
O prazer simples de satisfazer nossas necessidades biológicas.
São prazeres extremamente subestimados. Mas é bom sabermos que todo prazer vale a pena. Por menor que seja. Na verdade, os estudiosos da felicidade afirmam que um número abundante de pequenas doses de felicidade ao logo da vida fazem de nós pessoas muito mais felizes do que poucos episódios de felicidade intensa.
Claro que não se trata só de buscar satisfação na realização de simples necessidades biológicas, esse é apenas um exemplo de prazer subestimado. Aproveite cada pequeno momento de satisfação cotidiana. Aprenda, em primeiro lugar, a identificar estes momentos na sua vida e depois saboreie esses momentos. Aproveite os grandes acontecimentos sim, sem dúvida. Mas sabia que a felicidade depende muito mais das pequenas alegrias.
Busque a felicidade nas pequenas coisas da vida. Isso vai fazer diferença na sua vida.

A Croácia é um exemplo de vitória. 

Fim da copa do mundo. Estava todo mundo torcendo pela Croácia que, infelizmente, não ganhou. Essas histórias são muito boas, não é? O time em que ninguém acreditava, que jogou um jogo a mais no total, por isso estava fisicamente mais desgastado, nenhum título mundial de futebol. Imagina se ganhasse? Eu também torci para a Croácia, mas essa tristeza com a derrota de hoje tem uma coisa perigosa: a maximização do negativo (que leva, como consequência, à minimização do positivo). Claro que a derrota traz um sentimentozinho do que poderia ter sido, mas o sentimento geral é de felicidade e de admiração por eles terem chegado na final. Aí está toda a vitória de que se precisa. O time tinha mais é que sair de campo de cabeça erguida mesmo, orgulhoso do excelente trabalho que fez e super motivado para a próxima disputa.
E aí é que eu me preocupo… É claro que eu vou torcer para o Brasil, mas agora tenho que confessar que bem que eu queria que a Croácia ganhasse a próxima Copa do Mundo.

10 coisas que você tem que saber sobre relacionamentos interpessoais.

1- A gente nuca sabe o que é melhor para a vida do outro.
2- O que funcionou para você, não funciona para todo mundo.

3- Quando alguém precisa desabafar, não precisamos nos preocupar com o que vamos dizer, apenas nos concentrar em escutar.

4- O outro não é obrigado a aceitar suas sugestões ou compartilhar das suas opiniões. Se você quiser dizer o seu ponto de vista, saiba que o outro pode discordar.

5- Não mantenha relacionamentos cujo sucesso depende da mudança da outra pessoa. Pessoas mudam e melhoram sim, mas o desejo de mudar tem que partir delas mesmas.

6- Se você quer melhorar seus relacionamentos, comece melhorando a si mesmo.

7- Pessoas não mordem. Não tenha medo de se aproximar delas. Quer saber de um segredo? No fundo, no fundo, somo todos muito parecidos. Não existe ninguém tão diferente nessa Terra que nunca encontraria alguém que o compreendesse. Não desista de procurar. Você vai encontrar essa pessoa.

8- Se você gosta de uma pessoa, diga isso para ela (não só em termos românticos, diga isso aos amigos, familiares, professores…).

9- Seja autêntico. Assim como você deve respeitar as diferenças de outras pessoas, elas devem respeitar as suas.

10- Estar cercado de outras pessoas é fundamental, mas a sua felicidade não deve depender de ninguém que não você mesmo.

Aniversário de dez meses do Blog! 

Quem diria que isso ia aconteer. Sexta feira treze (significativo) e aniversário de dez meses do Blog. Realmente em muitos dos dias que se passaram foi assombroso escrever. Tanto no sentido de filme de terror – o pavor de sentar diante da tela em branco, pior do que dar de cara com Jason Voorhees – quanto no sentido de que eu fiquei muitas vezes positivamente espantada com os textos que escrevi. (Sim. Me permito ter orgulho de alguns dos meus escritos).
Pois é. Estamos muito mais próximos do final da meta de escrever todo dia no Blog do que do começo. Dez meses. Não sei se eu acreditava, no início dessa empreitada, que eu chegaria até aqui. Agora só faltam mais dois meses.
Eu achei que esse projeto esgotaria a minha criatividade, mas, na verdade, aconteceu o contrário. A criatividade é como um músculo: quanto mais você exercita, mais forte fica. (Algum autor famoso já disse isso? Modéstia a parte, achei genial a metáfora).
Já começo a me perguntar sobre o destino do Blog depois do dia 13 de setembro, quando chegaremos ao aniversário de um ano…
E já estou tendo algumas idéias para comemorar essa conquista. Penso em imprimir e encadernar todos os textos. Vai ser o meu “troféu” por cumprir essa meta. Algo para me manter motivada para correr atrás dos meus objetivos e me lembrar sempre que é possível. Fica a dica, hein. A gente costuma se lembrar com muita facilidade dos fracassos, mas não se lembra ou não valoriza os sucessos. Eu vou imprimir esses textos para nunca esquecer ou minimizar essa parte da minha vida. Você se lembra dos seus sucessos? Você os desvaloriza? É difícil mesmo. A gente tende a focar no negativo. Por isso é bom termos algo que nos lembre constantemente daquilo que já conquistamos.
Além disso, penso em continuar escrevendo sim. Talvez não todo dia porque isso dificulta a realização de projetos maiores. Quero começar a trabalhar textos de ficção mais elaborados, sei lá… (Posso falar sobre isso melhor no balanço final do Blog, mas já posso adiantar. Eu fui percebendo que uma das tendência que eu venho seguindo é a de fazer pequenos textos de autoficção. Trata-se de uma escrita que parte das experiências reais do autor, que ganham uma roupagem ficcional na narrativa. Além disso, com frequência eu também escrevi reflexões a respeito de temas que me mobilizam intimamente).
Mas o principal é que eu não quero deixar o hábito de escrever todo dia morrer. Aliás, esse era o propósito original. Eu queria criar precisamente esse hábito de escrever todo dia. E, de quebra, eu fui trabalhando a minha vergonha das pessoas lerem o que eu escrevo. Então, também foi importante esse eprocesso de construir autoconfiança.
Independente do que acontecer, a minha idéia é que o Blog continue sendo esse local experimental de desenvolvimento da minha escrita. Por quê? Porque escrever me faz muito bem. E esse é todo motivo que eu preciso para continuar escrevendo.

Errinhos e errões. 

Hoje uma pessoa me falou uma coisa sensacional.
“Poxa… Eu sempre me esforcei para não errar. Porque se você erra uma vez, você fica marcado para sempre por aquele um errinho que você cometeu. Mas aí agora por causa desse problema que eu estou tendo, eu estou errando bastante. E aí ninguém fala mais dos meus erros. É como se eles já não esperassem que mais que eu fosse dar conta mesmo. Aí, quando eu não dou, não é novidade, quando dou, estou no lucro. Quer dizer, se você só erra uma vez, você fica marcado para sempre, se você erra cinco vezes por semana, ninguém liga. Então, a partir de hoje, eu vou errar sempre que é melhor”.
Tem uma certa sabedoria nesse discurso. Erros, todos nós cometemos. E, de fato, uma pessoa que nunca erra, pode acabar criando uma grande expectativa nas pessoas ao redor, uma certa imagem de perfeitinho, e isso pode acarretar grande estresse e ansiedade. As pessoas precisam mudar seus critérios de avaliação por um lado e nós mesmos temos que ser fortes para entendermos que um erro não nos define. E temos que mostrar isso para as pessoas que vivem e convivem conosco.
Mas é claro, que a conclusão do discurso que eu apresentei está equivocada. Mas qual é o lado negativo? Obviamente, a solução não é errar sempre. O problema é o desânimo, o enfraquecimento psíquico, digamos assim.
Os poucos erros das pessoas responsáveis são punidos tão severamente em certas ocasiões, que essas pessoas adoecem. Perdem a confiança no seu trabalho, a vontade de sair com os amigos, questionam sua vida e a própria essência do seu ser. Claro que se você pensar em um erro de trabalho, as consequências podem não ser tão generalizadas, mas se for um erro como uma traição em um relacionamento… As consequências tendem a ser devastadoras. Em se tratando de errinhos ou errões, precisamos continuar tentando apesar de tudo. Não podemos desistir de nós mesmos e nos reduzirmos ao erro que cometemos. E temos que mostrar para as pessoas ao redor que somos muito, mas muito mais do que aquele problema.
Moral da história: que possamos dar sempre o nosso melhor, nos perdoando pelos nossos erros em primeiro lugar, tendo resiliência para lidar e crescer com as adversidades, autoestima e autoeficacia para correr atrás de gente que nos valoriza e lutar pelo que merecemos e esperança para continuar acreditando.

Esplêndidas excentricidades. 

Sentar no chão de uma livraria é uma das minhas atividades preferidas.
Sabe o prazer que algumas pessoas têm em experimentar e comprar roupas? Então, sentar no chão da livraria, ler a contracapa, a orelha, a primeira frase do livro… Eu gosto de experimentar e comprar roupas também, mas experimentar e comprar livros é ainda melhor.
Hoje eu tive esse prazer. Na livraria da Cultura no Centro da Cidade. Aquela livraria é tão maravilhosa que eu já levei currículo lá duas vezes. Eu trabalharia lá feliz da vida. Infelizmente nunca me chamaram, enfim…
Eu também devo admitir, e esse é o meu ponto aqui neste texto no fim as contas, que gosto de “ser diferente” das outras pessoas. Entre aspas porque eu acho que todo mundo, no fundo, no fundo, é bem igual. Alguns escondem suas estranhezas melhor do que outros. Só isso. Eu gosto de colocar minhas estranhezas para fora.
Que estranhezas você está escondendo do mundo? Bota para fora! Só assim os outros estranhos vão conseguir achar você.

Mindfulness de um olhar apaixonado. 

Não se trata de um complicado “adeus”, apenas de um “até logo”. E o meu olhar encontrou o seu. Como sempre. Não é novidade isso também. Eu olho nesses olhos um milhão de vezes ao longo do dia e estas pálpebras mais tantas ao longo da noite. Mas ao dizer “bye, bye, baby, vou para o curso e já volto”, se eu demoro um segundo a mais para virar o rosto, eu sinto uma dor aguda. Como uma pressão forte no esterno que ameaça esmagar o coração. Ao mesmo tempo eu sei que meu rosto se ilumina como se brilhasse ao sol. E, no lugar de me encolher, eu estufo o peito e abro os braços para mais um abraço demorado e é como se alguma música tocasse muito alto, música de boate, que faz a gente vibrar junto, mesmo sem querer. E eu respiro fundo para sentir seu cheiro e na minha imaginação eu vejo pequenas partículas de você entrando pelo meus nariz e fazendo cócegas no pulmão. A vontade que tenho é de prender o ar e nuca mais soltar. Eu me sinto como um balão voando no ar, preso à terra por uma linha invisível que me liga a você. E eu só vou morrer quando esse ar dentro de mim acabar. E eu ainda tenho mais outro três sentidos para completar essa experiência de amor intenso. É aí que eu ouço o som da sua voz dizendo “eu te amo. Volta logo”. Eu aperto mais forte e sinto o corpo todo encaixando. Crac, crac, crac. O som de quando algo vai para o seu devido lugar e o barulho quando se acomoda. Tudo que encaixa com barulho solta depois com mais dificuldade, porque entra na pressão em um espaço perfeito. Não desliza nem solta fácil. Desmontar essa peça de nós dois juntos é difícil. Gera a energia do rompimento no núcleo de uma bomba atômica e eu sou jogada para longe, ainda com o gosto do último beijo na boca.

Ele chegou!

Hoje ele chegou. O Tom já está aqui em casa. Ele é lindo e muito fofo.
Nós o pegamos na veterinária. Assim que saímos na rua, ele ficou agitado. Entrando no carro, tentou fugir. Deu um pulo! Eu consegui continuar segurando-o, mas levei um pequeno arranhão. Não dou, só percebi bem depois. Um pouco mais tarde ele me atacou propositalmente. Depois que ele começou a explorar a casa, horas depois, ele gostou de ficar debaixo da minha poltrona. Estou eu sentada, ele debaixo da poltrona, de repente, nha! Tom atacou meu pé. Brincado, é claro. Olhou e pensou: brinquedo! A casa toda parece agora um imenso playground. Bom, voltando…
Chegando na minha casa, ele ficou assustado, queria sair de qualquer jeito. Ficou miando e pulando perto da porta. Se escondeu em todos os lugares da casa que eu nunca varri. Ficou cheio de poeira, coitado. Como o padrinho dele falou, é só amarrar um pano no rabo dele que a casa vai ficar um brinco!
Interessante o fato de que ele encontrou um canto para ficar, onde ele pareceu se sentir seguro, e eu fiquei feliz por ter sido justamente no chão do lado da cama, perto de onde eu durmo. Fiquei imaginando que ele sentiu o meu cheiro e por isso ficou tranquilo nesse lugar. Levei comida e água para ele lá. Ele come muito graciosamente! Quando ele deitou para cochilar eu deitei também. Coloquei uma caixa de papelão com um lençol para ele no chão e deitei na cama.
Quando eu acordei ele acordou também. E quando saí do quarto ele me seguiu. Foi quando que ele começou a explorar a casa. Encontrou cada buraco para se enfiar. E eu fui atrás dele limpando os lugares onde parecia que ele estava gostando de ficar.
Eu já passei a semana cuidando da casa muito mais do que eu normalmente faço, mas aparentemente não foi o suficiente.
Como cuidar de gatos? Tópico das minhas próximas pesquisas!
Uma coisinha fofa, pequena, que precisa de cuidados e é muito amorosa. Tem como não se apaixonar?