Trimesversário do blog!

Chegamos.

3 meses de postagens diárias!

 

Então vamos tomar um vinho, a gente junta a turma e compartilha nossos insights a respeito da jornada. Eis o que eu quero compartilhar com vocês do que eu vivi e aprendi ao longo do caminho:

 

1-      Você não precisa esperar data nenhuma para colocar seus planos em prática. Eu comecei no dia 13 de setembro de 2017. Não era ano novo, nem o meu aniversário, nem segunda-feira. Agora é a data do aniversário do meu blog. A hora de começar é a hora que você decide começar. (Falei sobre isso no primeiro post dessa jornada).

2-      Tentativas anteriores fracassadas não condenam você ao fracasso eterno. Eu já havia tentado outras vezes manter uma rotina de publicação. Minha meta original era postar uma vez por semana. Aparentemente mais fácil, só que não (falei sobre isso também). Além disso, criar este blog não foi nem a minha primeira tentativa de tornar a minha escrita pública.

3-      Atrelada ao ponto anterior, tem uma questão inquietante. Por que tornar a escrita pública? Afinal, escrever no blog todo dia é um meio ou um fim? Eu deixei de tentar responder a esta pergunta. Resolvi simplificar as coisas: escrever é bom. Eu queria que fosse um ato público. Ponto final. Não estou preocupada em justificar meus desejos nem para mim mesma no momento. Se alguma coisa mudar, eu aviso.

4-      Em termos práticos: ter metas claras ajuda muito. A primeira coisa que eu fiz quando tomei a decisão de que começaria a escrever no blog, foi fazer um planejamento que resumia as “regras” da brincadeira (que você pode ver aqui).

5-      Conseguir medir meu avanço também é muito legal. Ver a cada dia um post novo me ajuda a ver que eu estou efetivamente fazendo alguma coisa. Então eu sugiro que, se você se colocar alguma meta, arranje uma maneira de medir o seu progresso. Tome cuidado apenas se a sua meta for emagrecimento. A maneira de medir provavelmente não vai ser a balança. Se este for o seu caso, seja criativo. Uma ideia: tire fotos das suas refeições, ou registre o que você come em um caderno. Assim a sua nova forma de alimentação vai ser mais palpável e visível para você de alguma forma.

6-      Comemorar o avanço é indispensável. Eu comemorei os menores textos deste blog (veja só que minúsculo!). Todo dia fiquei feliz por ter conseguido escrever e postar. E, nas datas comemorativas – primeira semana, primeiro mês e agora, o terceiro mês –, eu faço uma comemoração respeitável: comer fora, sair para beber, ir ao cinema, comprar um livro novo de presente para mim mesma…Nenhuma vitória é pequena demais para ser comemorada. Muitas vezes acreditamos que se não movemos uma montanha ou matamos um leão, não fizemos nada de extraordinário. Pare de pensar assim! Se parabenize por levantar da cama todo dia com vontade de viver! (Se você não está sentindo muita vontade de viver ultimamente, se parabenize por estar lendo isso; quer dizer que você está lutando de alguma forma e isso é extraordinário. O próximo passo é conversar com alguém e pedir ajuda! Você acha que eu estou cumprindo a meta de escrever todo dia nesse blog sozinha? Há! Você não ouve meu marido aqui em casa gritando: Já postou o texto? Já é quase meia noite! Quer que eu revise? A gente não faz nada sozinho nesta vida. Tem gente que costuma dizer que nós estamos essencialmente sozinhos, porque todos morremos sozinhos. Eu não acho que isso é verdade. A gente morre com todas as pessoas que amamos no coração. Isso não é estar sozinho).

7-      Eu também percebi que as áreas da nossa vida são muito mais conectadas do que imaginamos. Escrever no blog fez de mim uma pessoa mais confiante (o que me conseguiu recentemente um novo emprego – veja só!) e mais condescendente comigo mesma. Condescendência aqui é uma coisa boa. Eu me martirizava muito quando achava que não… movia uma montanha ou matava um leão, como falei anteriormente. Mas aceitar nossas limitações e imperfeições e olhar para elas de modo acolhedor e não recriminador nos ajuda a crescer. A gente tende a acreditar que só vamos melhorar se formos rigorosos e não aceitarmos fracassos ou imperfeições. Sabe o “tough love”? Pois é. Como estratégia de longo prazo ele destrói nossa autoestima e a nossa capacidade de acreditarmos em nós mesmos. Com esse novo olhar eu comecei a olhar meus erros e imperfeições (inclusive os do passado) com um novo olhar. Claro, eu me senti, ao mesmo tempo, mais capaz de realizar as coisas que eu quero e mais pé no chão para aceitar o meu tempo e reconhecer meus limites. Não reconhecer os próprios limites é como tentar avançar e acabar preso em uma rede invisível. Todos nós temos limites, quando nós os ignoramos, eles nos prendem e nós não somos capazes de entender o que estar acontecendo. É apenas quando reconhecemos estes limites, quando enxergamos as redes e os nós que estão nos prendendo, que podemos ir desfazendo-os aos poucos.

8-      Ter tempo é uma questão de escolha. O problema que enfrentamos quando sentimos que não temos tempo é o de estarmos perdidos no meio de um monte de atividades que não nos satisfazem e fazem com que nos sintamos incompletos e infelizes. Desista do que te faz mal e comece a insistir no que te faz bem. Preste muita atenção, contudo! Não comece a se auto-sabotar. Se tudo que você ama é caro, ou longe, ou fora do seu alcance de alguma forma, você está se auto-sabotando.  Te aconselho a se esforçar mais para sair deste ciclo de crenças negativas a respeito da sua felicidade. A psicologia tem mostrado para nós que a felicidade pode ser encontrada na apreciação e na gratidão pelas pequenas coisas presentes no nosso dia a dia. Comece daí e vá buscando a sua paixão.

9-      Confie no que você sente. Se tem alguma coisa te parece estranha é porque, provavelmente, está estranha mesmo. Do que eu estou falando? Das coisas que você resolve fazer com o seu tempo. Quando você encontra alguma coisa que te faz bem você fica feliz sempre que você tem oportunidade de fazer essa coisa. Assim é escrever para mim, por exemplo. Não importa o dia ou a hora, escrever sempre é bom. Tendo ou não algo para dizer. Com a leitura é a mesma coisa. Eu ainda tenho a dança também. São atividade que sempre, sempre, sempre me fazem me sentir bem. Pintar, por exemplo, não é a mesma coisa. É uma atividade que eu gosto de realizar, mas às vezes me faz me sentir bem, ás vezes me deixa frustrada. Se eu resolvesse insistir nisso seriamente, seria um pouquinho estranho e sofrido para mim. Eu sentiria constantemente que estou produzindo insatisfatoriamente. Não quero dizer com isso que meus textos sempre são fodões, só que eu sempre me sinto bem com a atividade de escrita. Qual é a questão aqui? Tem muita gente que insiste e vive uma vida baseada naquilo que não lhe cai tão bem assim, sem ter a atividade que lhe revigora e dá prazer e energia. Procure aquilo que faz você se sentir do jeito que eu me sinto quando escrevo.

10-    Faça, antes de não fazer. É simples, na verdade. A gente costuma ficar na dúvida: faço ou não faço? Se te faz bem: faça. Não se esqueça de tudo que eu falei acima: condescendência, pé no chão. Então, não faça escalada free solo sem preparo, comece pelas aulas de escalada, mas comece.

11-    Não se importe com o que os outros vão pensar de você. Eu ainda tenho medo do blog afetar minha vida negativamente de alguma maneira. É muita exposição. É isso que vivemos ouvindo, pelo menos. Que não devemos nos expor na internet, que se expor na internet é perigoso. Essas coisas entram na nossa cabeça e colam como chiclete no cabelo. Um saco. Estamos sempre cercados de medos e restrições. Todos temos que romper essas barreiras para sair de casa todo dia e fazer alguma coisa das nossas vidas. Todos os dias, quando escrevo, tenho que vencer essa voz que fica repetindo na minha cabeça que, de algum modo, o que eu escrevo pode acabar sendo usado contra mim algum dia. Não vou mentir dizendo que eu não tenho um filtro aqui na minha cabeça bem poderoso que mede os temas e as palavras que são escritas em todos os textos públicos. Não quero dizer com isso que não existem temas absolutamente particulares. Essas coisas não precisam nem ser filtradas, pois elas não fazem pressão para sair. Eu digo das coisas que eu sinto vontade de dizer, mas seguro. Virar um “artista maldito” ainda é um medo que assombra minha carreira literária. Isso tem um pouco a ver com a nossa cultura da felicidade. Demonstrar as partes obscuras da natureza humana é sempre um pecado e um escândalo.

12-    Entenda-me, não se importar com o que os outros vão pensar de você é uma afirmação que se refere aos babacas que vão te jogar para baixo. Porque é importante procurar a validação e o apoio daqueles que te amam. Se, por algum motivo, esta validade não vier, tenha paciência e não desista. Sabe aquele ditado: sempre tem um chinelo velho para um pé cansado? Esse ditado é muito verdadeiro. No mundo literário tem uma adaptação: para cada livro tem um leitor. Se você insistir por tempo suficiente, vai achar a sua turma.

13-    Faça até se sentir satisfeito. Ou seja, abuse do que te faz bem. Felicidade não tem contraindicação.

14-    Mire alto. A gente chega a ter medo de sonhar alto! Gente, sonhar é de graça e é tudo liberado. O limite é a sua capacidade imaginativa. O sonho é o primeiro passo da meta.

15-    Nem todo mundo vai gostar de tudo que você faz. Essa é do tipo: aceita que dói menos. Só vou acrescentar uma coisa… Normalmente aconselham a gente a largar para lá essas pessoas que não gostam de nós. Ignorá-las. Eu penso um pouco diferente. Eu acho que a gente tem potencial para amar a todas as pessoas na face da terra e ser amado de volta por todos. (Eu sei, eu sei, sou idealista até o meu último fio de cabelo, é verdade). Mas isso não vai acontecer na nossa geração. Então, eu não te sugiro dar uma de Jesus Cristo e amar o inimigo ou a oferecer a outra face, eu te aconselho a tentar entender o porquê do ódio que o amiguinho tem de você como um exercício de humanidade e uma lição contra o ódio e o preconceito. Simplesmente ignorar o coleguinha não te ajuda em nada a evoluir como pessoa, nem mesmo evita que você sinta raiva na maioria das vezes. O exercício empático faz você mergulhar na emoção e tentar desvendar os seus mistérios. Mas também, se você quiser, manda aquela indireta no face mesmo, deus sabe quantas vezes eu já quis fazer isso!

16-    Em muitos dias eu não tinha ideia a respeito do quê ia escrever. Devem ter uns 100 textos esboçados espalhados em todos os tipos de papéis por todos os cantos da minha casa e no bloco de notas do celular. Ou seja, olhando pelo lado positivo, eu que estava escrevendo pouco e estava sem uma rotina de escrita, escrevi muito mais do que estipulei na meta. Eu a superei em alguns sentidos. Não me importa que sejam textos inacabados, textos que eu vou jogar fora ou que eu nunca vou achar de novo aqui no meio dessa bagunça. São textos escritos e todo texto escrito é melhor do que um texto não escrito.

17-    Saiba quando parar um pouco. Não se deixe arrastar pelo trator do desenvolvimento pessoal. Isso não quer dizer que você não deve mirar alto ou sempre tentar melhorar. Mas, não importa quanto esforço você faça, você vai morrer imperfeito. Tenha certeza disso. Então, não fique esperando um estágio futuro de desenvolvimento pessoal ou profissional ou qualquer outra forma de desenvolvimento que estiver na moda para aproveitar a vida. Se refestele em cada degrau do caminho.

 

Eu não sei se foi só isso mesmo que eu aprendi ou se tem mais coisa. Eu não sei se eu verdadeiramente aprendi todas essas coisas. Eu só sei que, por hoje, eu estou feliz.

Rumo a um ano de postagens diárias!

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