Se hoje fosse meu último dia.

Se hoje fosse meu último dia,
Eu não faria nada extravagante.
Você a essa altura sabe tudo que eu iria querer para as horas derradeiras.
Se esse fosse meu último dia,
Eu ficaria amorosanente enrolada com você no sofá. E falaria até estrelas saírem da garganta das maravilhas que diríamos. E abraçaram forte até virar pó e quem sabe viraríamos um diamante com a pressão do aperto.
Ainda bem, meu amor, que esse não é nosso último dia e que temos uma vida inteira pela frente para vivermos todos esses magníficos momentos. Não percamos mais sequer nem um segundo de amor.

O dia seguinte. 

Depois de uma ótima noite, acordamos novamente na mesma cama. Olhamos um nos olhos do outro e nos desejamos “bom dia”. Um beijo simples, mas repleto de amor.
É assim que me sinto hoje em relação ao Blog.
Tivemos um dia de farra ontem e hoje acordamos bem. Felizes com a nossa história e empolgada para o futuro.
Eu me perguntei muito nesses últimos dias se estava fazendo a coisa certa resolvendo escrever. Todas as emoções positivas que eu estou sentindo neste momento me dizem que sim.
As emoções são uma excelente bússola para a nossa vida, a melhor que nós temos.
Eu tenho tentado aprender isso. Não sou muito boa ainda para ter esse tipo de sacada e movimentação na minha vida. Eu fico me submetendo a situações que me fazem me sentir mal emocionalmente, mas insisto em continuar seguindo aquele caminho bosta.
Claro que, se eu me sentisse mal em todos os lugares que me desafiam e exigem de mim, ficasse bem apenas deitada no sofá vendo Netflix, eu teria uma questão psicológica que precisaria ser trabalhada; mas esse não é o caso. Eu me sinto bem em vários lugares, em alguns outros não. Simples assim. Mas eu fico arrumando desculpas para manter o que me faz mal na minha vida no lugar de abrir mais espaço para o que eu amo. Aí essas atividades ruins sugam a minha vida, minhas energias e não sobra ânimo para me dedicar ao que me faz bem.
Mas, sinceramente, me falta coragem para abrir mão e tomar as atitudes necessárias. Como eu faço para ter coragem? Por enquanto eu não sei. Mas eu venho refletindo sobre isso (principalmente escrevendo sobre essas questões, botando o que sinto, o que eu quero que mude e o que eu desejo que mude no futuro no papel) e buscando começar pequeno (fazendo pequenas modificações na minha vida e não grandes revoluções). O que eu sei nesse momento é apenas que eu não vou desistir. Pois eu já assumi o compromisso comigo mesma de me fazer feliz e realizada e não vou abrir mão disso.

O inferno são os outros?

Nós costumamos achar que existem vilões na vida real, bem perto de nós. Não falo do verdadeiro “psicopata que mora ao lado”, também não estou falando de pessoas que sofrem de uma patologia real e, por conta disso, acabam tendo imensos problemas de convivência ou até memso quebrando regras sociais. Falo daquela pessoa que você acha que levanta todo dia de manhã só para fazer da sua vida um inferno, daquela pessoa que subestima a sua inteligência destilando veneno disfarçado com açúcar na sua vida. Você não acha que tem pelo menos uma pessoa assim ao seu redor? Você não vive uma batalha emocional cotidiana com pessoas que você compara aos vilões de filmes, novelas ou livros? Aquela pessoa que é má até o último fio de cabelo, corrompida, que vive para espalhar a discórdia e fazer miséria na vida dos outros. Sabe? Pois eu sinto em te informar que você vem vivendo preso dentro de uma grande fantasia, pois essa pessoa que você tanto teme não existe.
Aliás, você já parou para imaginar que esse “vilão” pode ser você no olhar de quem está ao seu lado? Como eu disse, esses malvados da vida real não existem. Mas para quem se deixa levar por esse discurso, esse malvado poderia muito bem ser você. Apenas algo para refletir.
Eu sei que é emocionante achar que você tem essa grande batalha para lutar na sua vida contra esses seres humanos desprezíveis, mas precisamos abrir mão desse discurso inflamatório que divide as pessoas e precisamos nos unir e disseminar cada vez mais o amor.
Existem pessoas que são difíceis de se conviver e que não precisam ficar em nossas vidas? Sim. Infelizmente é verdade. Existem pessoas que estão em profundo sofrimento emocional, que não poderão ser ajudadas por nós. Isso está longe de significar que elas são malvadas. Que elas querem ver murchar tudo que tocam.
Enquanto nós tivermos esse olhar para o outro, somos nós que somos venenosos.

Converse com a sua mãe. 

Você já parou para perguntar para sua mãe sobre o passado dela? O que você sabe da história de vida dela?
Hoje eu saí para jantar com a minha mãe e fiquei perguntando um monte de coisas para ela. Como era na época tal? E quando você morava não sei aonde? E o que aconteceu depois disso? O que você pensava naquela época?
E ela me perguntou: “Por que essa curiosidade agora”? A gente conversa pouco sobre o passado de nossos familiares. Às vezes a gente sabe mais da vida dos outros do que da vida das pessoas que estão mais próximas de nós. Essa curiosidade não é a curiosidade da fofoca, é a curiosidade do interesse pela outra pessoa. Isso demonstra carinho e atenção.
Invista tempo numa conversa dessas e procure saber a história fantástica de vida das pessoas mais próximas de você. Começando pela sua mãe.

Como amar e se sentir amado?

Não é todo dia que a gente tem oportunidade de pular na frente do tiro, ou do caminhão, ou se jogar de um avião pela pessoa que a gente ama. A maioria dos dias é comum e sem grandes aventuras. A maioria das vidas não é um romance de Hollywood. E parece que temos dificuldades em amar em escala cotidiana. Nesses dias comuns, dos pequenos e não dos grandes feitos, como fazemos para demonstrar amor e para nos sentirmos amados?
…Loucura insana…
Ele liga de cinco em cinco minutos, a outra segue o rapaz, aquela mãe não dorme enquanto o filho não chega, o outro briga com a namorada todo dia.
Se acreditarmos que não existe amor por trás dessas burrices que fazemos tentando precisamente demostrar o amor que afirmamos sentir, estaríamos perdidos. Somos todos capazes de amar, mas temos uma escassez de demonstrações positivas de amor. O amor vem em códigos e tem que ser decifrado. Ele vem disfarçado pela ansiedade, insegurança, pelas tristezas e mágoas.
Tanto nós que tentamos demonstrar o amor que sentimos, quanto nós que precisamos decifrar o amor do outro, sofremos.
Existe uma forma de amar que dói menos? Sim. Ela começa com o amor que sentimos por nós mesmos. E depois, vem a expressão do amor que sentimos pelo outro e a certeza do amor correspondido (seja amor romântico, familiar ou dos amigos).
Precisamos é de coragem para mudar as atitudes negativas em nós mesmos. E depois ver a mudança acontecer no outro (se não acontecer, você está com a pessoa errada. Parte importante desse processo é entender que nem todo mundo nos ama e que não precisamos dessas pessoas para sermos felizes).
Mas sabe o que eu quero dizer desde o começo com esse texto? Uma mensagem que de tão simples é complexa? Precisamos mesmo é de entender que o amor está nas pequenas atitudes de amor; em primeiro lugar e acima de tudo, o amor está nos gestos e nas palavras de amor. Loucura, como eu disse acima? Sim. Porque nós tendemos a achar que o amor está mas atitudes de preocupação, ciúmes, controle etc. Mas é simples assim: o amor está nas atitudes de amor. Tem amor nessas outras atitudes? Pode até ter. Mas não em primeiro lugar. Naquelas atitudes está, antes do amor, o medo de amar.
Como amar e se sentir amado, então? Tendo atitudes de amor.
No lugar de ligar dez vezes, dê um beijo quando seu amor chegar em casa.
No lugar de brigar todo dia, agradeça pela presença da pessoa em sua vida.
No lugar de ficar acordada esperando o outro chegar, acordem cedo e tomem um bom café da manhã juntos.
No lugar de seguir o outro, rceba-o com um elogio e um sorriso quando chegar em casa.
No lugar de criticar o tempo todo, dê valor às pequenas conquistas.
Comemore cada momento feliz.
Nada disso elimina o negativo, isso não existe, mas faz você viver também o que tem de positivo no relacionamento.