Esse domingo vai embora deixando flores pelo caminho, cheiro suave de raios de sol no sofá, a barriga cheia de comidas que só no domingo tem tempo para preparar.
Adeus domingo, até semana que vem. Volte logo trazendo meu descanso, tempo ocioso e uma boa desculpa para não olhar o whatsapp.
Já estou com saudades!
Autor: encantodoscontos
Vale tudo pelo autoconhecimento?
Ontem eu fui até Friburgo passar o dia com minha mãe.
Foi uma comemoração particular tardia dos nossos aniversários.
Por que tão longe (considerando que eu moro a 3h de distância)? Nós íamos visitar a Casa do Reike para uma consulta de tarot com uma mulher chamada Eliana Polo.
Fomos então jogar o tarot.
Foi a primeira vez que eu passei por essa experiência. E eu gostei bastante.
Aí você me pergunta: Mas, Olivia, você acredita?
Não acho que esse seja o ponto principal da questão. Eu não sei se eu acredito, na verdade, mas eu queria estar ali. Então pouco importa se eu acredito ou não. Eu acho que vale tudo pelo autoconhecimento. E eu gosto muito desse espaço do atendimento terapêutico seja que tipo de atendimento for (percebo isso conforme vou experimentando mais formas diferentes de atendimento terapêutico). O que eu chamo de espaço terapêutico de atendimento? Qualquer encontro entre uma pessoa e um terapeuta em um ambiente seguro. É esse momento que você pode se proporcionar, no qual você encontra uma pessoa que dedica aquele horário dela a você. A te ouvir e te apoiar na resolução das suas questões. É um momento mágico em que você tem acolhimento para falar e trabalhar as suas questões. E, enquanto você está falando, a outra pessoa não está tentando te interromper para te falar da vida dela, para te falar o problema dela. Enfim, o espaço é seu! E esse é um espaço raro na nossa sociedade. Não é a mesma coisa que falar com seu amigo, seu marido, sua mãe.
Claro que cada profissional terapeuta (desde a terapia científica que é a psicologia até as terapias holísticos) vai ter a sua área de atuação específica, sua fronteiras, e isso deve ser respeitado. Se você está com um transtorno psicológico (depressão, ansiedade, pânico, toc, entre outros) procurar o tratamento médico adequado é fundamental, procure o psicólogo e o psiquiatra. Se você não tem questões emocionais patológicas, se você não está em sofrimento emocional e tendo prejuízos na sua vida, a psicologia pode te atender também, mas você não vai se prejudicar se procurar terapias alternativas. Inclusive, nada impede você de fazer o trajeto, memso no caso do tratamento da spatoligias mentais, com o psicólogo e uma terapia holística ao mesmo tempo. Muitos dos meus pacientes fazem o acompanhamento psicológico comigo e fazem também o tratamento espiritual de acordo com suas crenças. E isso faz muito bem a eles. Tudo que te fizer bem, experiente!
E bom, eu ontem fui lá no tarot. E, como eu falei, eu queria estar ali, então tanto faz acreditar ou não, porque o espaço terapêutico tem esse grande potencial de te fazer se sentir melhor.
Mas falando da minha experiência com tarot especificamente como foi? Funciona assim: ela deu uma visão geral da minha vida atual e no próximo ano com as primeiras cartas que ela tirou. Depois nós fomos entrando nas questões específicas que eu queria perguntar. A cada questão que trabalhávamos eu tirava três cartas de uma fileira que ela espalhou na minha frente. Praticamente tudo que ela falou, bateu com a realidade. “Como você que diz que não acredita entende isso, Olivia”? Eu interpretava o que ela falava à luz das situações da minha vida. As coisas que a taromante diz são um pouco vagas e não muito fechadas, a princípio, e eu, a partir do que ela fala, ia completando as informações e dando sentido ao que era falado. Eu queria que as coisas fizessem sentido e isso é ótimo! “Se você quer que faça sentido você não está trapaceando”? Não! É aquela clássica história: a gente tem que querer ser ajudado. Então, parte do esforço é nosso mesmo! De trabalhar e interpretar as informações que nos são dadas e, como eu direi adiante, de fazer as previsões acontecerem. Se a taromante diz que você vai comecer o amor da sua vida, mas você fica trancada em casa, você não vai conhecer ninguém. Até quando Jesus realizava milagres, a pessoa tinha que ir até ele. De para entender a idéia?!
Continuando… Quando você pega o que a taromante diz e preenche ou recheia com informações da sua vida, ela vai podendo te orientar melhor dentro do conhecimento, sabedoria, enfim, dentro da perspectiva e intuição dela. E aí funciona. Você tem ali uma pessoa que quer te ajudar, se você quiser ser ajudado e entender que a responsabilidade da sua vida é sua, e não do terapeuta, aí pode ser bem legal. Ela faz algumas previsões também. Do tipo adivinhação mesmo. Como eu entendo isso? Como elementos motivacionais, principalmente. As previsões são boas, então eu vou me mover para tentar efetivamente concretizá-las na minha vida. Se a previsão for boa e eu ficar deitada no sofá, nada vai acontecer. A previsão é como uma porta aberta, você tem que passar por ela sozinho.
Bom, depois dessa experiência nós comemos uma truta! (E tem umas muito boas na estrada do Rio para Friburgo). Chegamos em casa de noite.
Foi um excelente dia. Dar uma fugida da rotina, fazer um passeio diferente, ir à taromante pela primeira vez. Quantas experiências! Eu vivo me prometendo que eu vou te rmais dias desse tipo na minha vida…
Projeto Dados Poéticos: Viajar.
Viajar
Para longe
Ou para perto
Ver o mundo inteiro
Nem que seja na imaginação
Abre os horizontes para novas vidas
Só mais um desabafo, que eu queria chamar de “Aos queridos professores”, mas me falta coragem, pois eu ainda tenho medo deles.
Para todos os jovens brilhantes que não tiveram dinheiro par apermanecer na faculdade, aos jovens que se matarem no meio do caminho, aos que foram humilhados em salas de aula pelo mundo inteiro, para todos os alunos que já tiraram zero em alguma avaliação ou que repetiram mesmo sabendo a matéria. Para todos vocês, saibam que não estão sozinhos.
Para todos os professores em quem a carapuça não servir, meu sincero reconhecimento, a vocês eu agradeço pelo trabalho bem feito. No entanto, antes de se escusar da acusação, certifique-se de pensar duas vezes na sua atuação profissional. Eu, certamente, me debato com essas questões quase todos os dias.
O avanço da ciência. Feito de corpos sobrepostos, de sonhos de estudantes destroçados. Os sonhos e os estudantes. E seus corpos também. Seus corpos que se jogam da UERJ, que são assassinados no Fundão, seus corpos que passam fome e frio no alojamento, que sentem saudades de casa e raiva e medo dos orientadores. Um aplauso acadêmico e respeitoso aos metres, pois eles sabem mais do que nós! Parabéns! Pelas lágrimas dos estudantes. Isso vai cair na prova? Eu não sei fazê-los chorar como vocês fazem. Vai ter consulta? Eu posso te ver humilhá-los mais uma vez antes de eu mesma tentar? Mas não. Eu não vou tentar. Não faria isso nem em um milhão de anos. Você já se disse isso alguma vez? Você tinha um coração antes de receber o primeiro salário? Você entraria para o uma organização que você sabe que assassina jovens sonhadores se não como um infiltrado para tentar fazer diferente e vencer o inimigo por dentro? Uma vez lá dentro, eles te pegaram, não foi? E arrancaram esse coração? Foi isso, não foi? É como aquela música fala: todo mundo já foi criança um dia. Até você, professor. Nem eu sei mais se acredito nessas palavras, sabe? Eu acho que você nunca teve coração. Fofo. Fraco. Fraqueza. Estou eu aqui falando em coração quando devíamos discutir os cérebros. Já viu um professor universitário demonstrar fraqueza? É por causa do cérebro dele. Tem que se provar sempre o melhor. Esse é o segredo mais profundo. Eles não são os donos do conhecimento, mas precisam fingir ser. Se não o mundo deles cai. Eles precisam dessa miserável satisfação de fazer ao aluno uma pergunta irônica e de corrigir a resposta: “Aha! EEEEEEEEEEERRRRRAAAAADDDDOOOOO!!!!!!!!!” Da para ver a sua felicidade no canto dos olhos, você saliva e a baba escorre pelo queixo, todos os dentes da boca aparecem, você estufa as narinas exibindo os pelos nasais mal aparados e esfrega as mãos manchadas de vermelho. Essa ciencia eu não quero aprender e a ciência que me importa não foi você quem me ensinou. Você me coagiu a não colar nas provas e a assistir suas aulas. Você me fez abaixar a cabeça com as correções das minhas perguntas “descabidas” e me fez acreditar que eu era burra com suas notas e avaliações. Mas eu pude ver por detrás das suas boas intenções. Das suas humilhações que eram todas para o meu bem. Sabe qual é o nome disso? Abuso moral. Abuso moral não forma ninguém. Todo esse conhecimento, essa riqueza, aí dentro da sua cabeça, mas, por algum motivo, tão difícil de acessar… Eu devo ser muito incompetente mesmo, não é verdade? Você tão bem intencionado. E eu aqui querendo te sacanear. O mau, mal, aluno. Quase sinto pena de você pelas minhas noites mal dormidas, pela minha bolsa de 300 reais, pelo meu ticket refeição e vale transporte inexistentes, pelas humilhações que eu passei, mas espera…. Quem sofre é você ou sou eu? Estou confusa agora. Eu achei que eu é que levava a vida boa… E que você, com seu salário, seu carro, sua casa na Zona Sul, suas duas disciplinas por semestres, seus pós doutorados de seis meses fora do país e suas viagens para congressos internacionais é que estava sofrendo… Mas isso não mais me parece certo. Parece que tem alguma coisa errada nesse coitadismo seu, professor. E você tem a cara de pau de dizer que eu me faço de coitada. Sério? Não liga para dinheiro quen vive de ar e eu não posso me dar a esse luxo ainda. Não se importa com a hora de ir embora da faculdade quem vai de táxi ou de carro para casa. Não se importa com a quantidade de horas de trabalho que, na verdade, trabalha pouco ou quem ganha para isso.
Com todo respeito, mestre, o meu caminho fui eu que fiz APESAR de todas as vezes que você tentou me derrubar. Eu sou inteligente para caralho e não foi por uma palavra que você falou que ficou na minha cabeça, nem por uma questão de prova que você zerou, que eu me senti motivada a estudar. Eu tive tempo de estudar depois de colar e passar na sua prova inútil da sua matéria inútil. E é você quem tem que viver com a infelicidade de saber que a sua matéria inútil, na qual você dá a sua aula inútil e a sua prova inútil, são os pontos altos do respeito e da felicidade que você acha que tem em sua vida inútil.
Coloque uma pitada de felicidade na sua tristeza.
– Eu acho que estou me sentindo melhor.
– Que bom! O que melhorou na sua vida?
– Algumas coisas… O chato é que eu continuo não conseguindo ir malhar três vezes por semana ainda e a alimentação ainda não está do jeito que a nutricionista falou.
– Mas já melhorou alguma coisa, não é? E você já está indo à academia? Da última vez que nos falamos você ainda não tinha se matriculado.
– Sim. Mas você sabe que ainda aconteceu outro problema? Sabe aquele prazo do trabalho que eu falei?
– Sim.
– Já está chegando e eu ainda não consegui entregar nada.
– Mas você não perdeu o prazo ainda?
– Não, mas está perto. Não sei se vai dar tempo.
– Entendo. Mas você disse que as coisas haviam melhorado?
– Sim. Acho que estou melhor ultimamente.
– Me diga o que melhorou!
– Ah, algumas coisas melhoraram. Só essa questão do trabalho que ainda está complicada, sabe? Ainda tem aquele cara me tira do sério. Ele é um saco. E, menina, nem posso te chamar para ir lá em casa. Está tudo uma bagunça!
– Mulher! Você me disse que as coisas melhoraram. Eu te perguntei o que melhorou, mas você me responde com outros problemas! As coisas melhoraram ou não?
– Melhoraram sim!
– Então, cacete, me diz especificamente o que melhorou! Faz esse esforço.
– Hum, ok. Bom, como você falou, eu comecei a frequentar a academia. Faz um mês já. Eu não estou conseguindo ir as três vezes por semana que seriam ideais, mas eu fui uma ou duas vezes por semana nesse tempo. De qualquer modo, começar a fazer academia me animou e eu passei a usar as escadas no trabalho. Menos quando chego atrasada, porque eu ainda não estou dormindo tão bem assim. Mas ok, você quer as coisas boas.
– Isso.
– Eu fui à nutricionista também, não é? Eu estava precisando voltar. E já estou comendo melhor. Perdi um quilo só esse mês, mas já é alguma coisa.
– É verdade. Parabéns!
– Obrigada. Hum… Esse prazo do trabalho, eu ainda não terminei, mas eu já fiz alguma coisa, na verdade eu já tenho em mente o que preciso fazer e, se eu focar nos próximos dias, eu acho que consigo terminar a tempo.
– Você já passou por situações desse tipo antes? Conseguiu cumprir os prazos mesmo depois de procrastinar?
– Sim.
– Então as evidências estão a seu favor.
– Acho que sim. Bom, estou feliz também porque minha família está apoiando a dieta. Meus filhos reclamam, mas sabem que é para o meu bem, então eu tenho feio algumas comidas diferentes para eles, mas eles têm comido comigo coisas saudáveis da dieta. Isso me poupa trabalho.
– Ótimo.
– É verdade. E eu também estou pensando, sei lá, estou querendo viajar ou fazer algum passeio bacana… Não sei bem ainda, mas tenho me sentido mais animada ultimamente.
– Que bom! Parece que tem muita coisa boa acontecendo em sua vida.
-É. Acho que sim.
Reconhece esse tipo de situação? Para falar das coisas negativas nós temos uma bela memória, criatividade e vigor, mas as coisas positivas precisam ser arrancadas de nós. Dependendo de com quem estivermos falando, essas informações ficarão guardadas dentro de nós e não serão valorizadas. Ou pior, serão esquecidas. Da próxima vez que você for falar da sua vida, esforce-se por pensar e colocar para fora as coisas boas. Não precisa ser feliz como nos comerciais de margarina, mas coloque pelo menos uma pitada de felicidade no meio da sua tristeza.
Whatsapp motivacional.
[31/07/2018] Olivia Klem: A mudança assusta, eu sei.
Mas a pessoa que nos tornamos depois da mudança nos protege de quem a gente era no passado.
Quando você estiver livre do sofrimento causado pela depressão e pela ansiedade, essa nova sensação de equilíbrio emocional vai te proteger da própria tristeza.
Mesmo quando as coisas estiverem difíceis novamente, você não vai se esquecer da felicidade que experimentou.
E essas oscilações acontecem mesmo. Não vou te enganar, recaídas existem.
Não tenha medo disso. Você achou seu caminho uma vez e vai achar de novo. Agora mais do que antes, você sabe se orientar sem bússola, sabe se locomover sorrateiramente pelo escuro, seus olhos se adaptaram e você já conhece os predadores e onde eles se escondem. Se você se entrar nesta densa floresta novamente, vai se sair melhor do que na primeira vez que se perdeu aí.
Então, você pode ter certeza: aconteça o que acontecer as coisas vão melhorar.
Com o tempo vamos aprendendo novas e melhores maneiras de lidar com os baixos da vida.
Não é hora de desanimar ou de olhar para trás. Siga em frente. Tudo que você precisa está diante de você.
Como amar e se sentir amado?
Não é todo dia que a gente tem oportunidade de pular na frente do tiro, ou do caminhão, ou se jogar de um avião pela pessoa que a gente ama. A maioria dos dias é comum e sem grandes aventuras. A maioria das vidas não é um romance de Hollywood. E parece que temos dificuldades em amar em escala cotidiana. Nesses dias comuns, dos pequenos e não dos grandes feitos, como fazemos para demonstrar amor e para nos sentirmos amados?
…Loucura insana…
Ele liga de cinco em cinco minutos, a outra segue o rapaz, aquela mãe não dorme enquanto o filho não chega, o outro briga com a namorada todo dia.
Se acreditarmos que não existe amor por trás dessas burrices que fazemos tentando precisamente demostrar o amor que afirmamos sentir, estaríamos perdidos. Somos todos capazes de amar, mas temos uma escassez de demonstrações positivas de amor. O amor vem em códigos e tem que ser decifrado. Ele vem disfarçado pela ansiedade, insegurança, pelas tristezas e mágoas.
Tanto nós que tentamos demonstrar o amor que sentimos, quanto nós que precisamos decifrar o amor do outro, sofremos.
Existe uma forma de amar que dói menos? Sim. Ela começa com o amor que sentimos por nós mesmos. E depois, vem a expressão do amor que sentimos pelo outro e a certeza do amor correspondido (seja amor romântico, familiar ou dos amigos).
Precisamos é de coragem para mudar as atitudes negativas em nós mesmos. E depois ver a mudança acontecer no outro (se não acontecer, você está com a pessoa errada. Parte importante desse processo é entender que nem todo mundo nos ama e que não precisamos dessas pessoas para sermos felizes).
Mas sabe o que eu quero dizer desde o começo com esse texto? Uma mensagem que de tão simples é complexa? Precisamos mesmo é de entender que o amor está nas pequenas atitudes de amor; em primeiro lugar e acima de tudo, o amor está nos gestos e nas palavras de amor. Loucura, como eu disse acima? Sim. Porque nós tendemos a achar que o amor está mas atitudes de preocupação, ciúmes, controle etc. Mas é simples assim: o amor está nas atitudes de amor. Tem amor nessas outras atitudes? Pode até ter. Mas não em primeiro lugar. Naquelas atitudes está, antes do amor, o medo de amar.
Como amar e se sentir amado, então? Tendo atitudes de amor.
No lugar de ligar dez vezes, dê um beijo quando seu amor chegar em casa.
No lugar de brigar todo dia, agradeça pela presença da pessoa em sua vida.
No lugar de ficar acordada esperando o outro chegar, acordem cedo e tomem um bom café da manhã juntos.
No lugar de seguir o outro, rceba-o com um elogio e um sorriso quando chegar em casa.
No lugar de criticar o tempo todo, dê valor às pequenas conquistas.
Comemore cada momento feliz.
Nada disso elimina o negativo, isso não existe, mas faz você viver também o que tem de positivo no relacionamento.
O que são esses domingos…
Não foi tempo suficiente.
Esse domingo arrastado, esse sol quente, essa comida boa, todo esse amor.
E amanhã, segunda feira, novamente eu vou sair cedo, você vai fazer qualquer coisa e eu vou ter que ficar fora até o sol se pôr e mais um pouco ainda.
E depois de novo, várias e várias outras vezes.
Só mesmo todo o amor do mundo para suportar sentir tanta dor assim por não poder passar todas as horas de todos os dias com você e ainda te amar cada vez mais e mais.
Amores transcendentes.
A gente não tem mais do que uma vida para ficar junto.
E isso é muito pouco tempo.
Choro intenso…
Psicologia positiva e Coaching: sobre a dificuldade de estabelecer e alcançar metas.
Como é esse negócio de cumprir metas? Este é um assunto extremamente atual. Todo mundo tem uma meta, seja de malhar três vezes por semana… Melhorar a alimentação… Fazer aquela faculdade ou pós-graduação… Comprar um carro ou apartamento…. E as pessoas estão falhando em cumprir suas metas.
Eu fiz formação em Psicologia Positiva aplicada ao Coaching e atualmente, uma parte importante do meu trabalho no consultório, é o de ajudar as pessoas a estabelecer e alcançar suas metas.
Mas percebemos que trabalhar com metas não é tão fácil assim para muitas pessoas. Nesse texto é justamente essa dificuldade que eu quero abordar.
Por que as pessoas têm tantas dificuldades nesse processo? Alguns dos principais fatores que interferem no alcance das metas são:
1- Mudar os planos no meio do caminho: ao estabelecer uma meta, temos que evitar mudar de idéia é ir até o final. Quando mudamos de idéia muitas vezes não vamos conseguir cumprir a meta, pois nuca vamos investir nela por tempo suficiente. Mas, se você é como eu e não consegue fazer uma coisa só de cada vez, não tem problema. Você pode acumular metas, isso não é a mesma coisa que mudar de meta e abandonar um caminho pela metade.
2- Investir em metas que vão contra seus valores, princípios, propósito: não rola mudar a meta o tempo inteiro, você não vai chegar a lugar nenhum, mas se você escolheu uma meta que está te fazendo miserável, abandone-a, pelo amor de Deus!!! Sem culpa, sem remorso!!! Parte para outra porque essa meta que te traz majoritariamente emoções negativas, vai sugar toda a sua energia e a sua vontade de viver. Então, se este for o caso, desiste. Ok?
3- Reorganize a sua vida levando a meta em consideração: não vai dar certo perseguir uma meta, por exemplo, de ficar mais tempo com a sua família, se você não terminar aquela pós-graduação primeiro. Ou seja, ou seus recursos de tempo e dinheiro são limitados, portanto, seu planejamento de metas deve levar a sua disponibilidade de recursos em consideração. Eu público no Blog todos os dias e estou investindo no meu trabalho no consultório e como professora de pós-graduação. Quero me destacar no trabalho. Essas metas na área de lazer e ocupacional (trabalho e estudo) tomam atualmente grande parte dos meus recursos. Ano que vem, eu vou focar em outras duas áreas da vida. (Só para matar a curiosidade, as áreas básicas da vida são seis: ocupacional, patrimonial, lazer, saúde, espiritualidade, afetivo-emocional). Mas não dá para focar em tudo ao mesmo tempo. Não tem recurso para isso.
4- Falta de motivação: perseguir metas exige sacrifícios e dedicação. Se você não está tão motivado assim, vai ser difícil manter o pique. Então, saber claramente o que você vai ganhar ao atingir a meta e se sentir extremamente atraído por esse resultado é fundamental. Eu quero muito, muito, muito ser reconhecida na minha área, isso me dá forças para passar por mestrado, doutorado, pós-graduação, várias monografias etc. Porque eu acredito que ser reconhecido na própria área começa com competência (e depois passa por um bom marketing pessoal, não há como negar isso). Não é fácil. Mas o que eu vou alcançar é uma das coisas mais importantes do mundo para mim. Por isso eu vou seguindo (às vezes com a força do ódio, é verdade, mas, na maioria das vezes, com imensa alegria).
Ache sua motivação, avalie seus valores e veja se suas metas estão de acordo com eles, distribua seus recursos, organize sua agenda, assim você vai aumentar significativamente a chance de obter sucesso para com suas metas!!!
