Sobre nossos corpos e como amá-los. 

Estava experimentando vestidos com duas amigas. Nada muito legal, não. Até que teve um que eu achei que ficou perfeito! Felicidade pura, o vestido não era caro… Até que uma das meninas falou: “Você pode colocar com aqueles shorinhos que comprimem”. “Ou eu posso não colocar com porra nenhuma”, queria eu ter respondido. Mas fiquei quieta e fiz que sim.
Comecei a observar as duas experimentando as roupas que tinham escolhido:
“Esse não ficou muito bom porque eu tenho isso aqui, oh! Esse culote horroroso!”
“E esse aqui? Ficou bom em mim? Não, né? Eu tinha que ser mais alta, sei lá”.
“Ah, gente, esse ficou terrível! Eu tô parecendo um saco de batatas”!
“Ah, eu tinha que ter mais peito para usar isso”.
“Nossa, e essa barriga marcando”?!
Eu poderia continuar escrevendo mais frases autodepreciativas que as mulheres falam a respeito dos próprios corpos.
Eu também tenho meus problemas. Também fui criada nessa nossa cultura doente, não fui? Pois é. 

Há algum tempo eu assumi uma resolução: nunca mais falar mal do meu corpo em voz alta. E tem ido muito bem. Quando eu quero criticar alguma coisa em mim, eu a elogio no lugar de reclamar. Essa simples atitude fez coisas maravilhosas pela minha autoestima.

Coomo eu vou odiar meu corpo? É com ele que eu escrevo, desenho, pinto, danço, beijo, abraço… Não tem como não gostar de algo que só me dá alegrias.
De vez em quando meu nariz fica escorrendo e isso me irrita, é verdade, mas… Nem todo mundo é perfeito!

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