Começar é mais difícil?

Se o primeiro passo é sempre o mais difícil, deveria estar tudo mais fácil agora. Não é muito por aí que as coisas funcionam, não é mesmo? Cada passo é dolorido. De todas as coisas que fazemos todos os dias, qual delas se tornou mais fácil? Tentar manter uma conversa com alguém que você acabou de conhecer? Decidir o que fazer para comer quando você está sozinho em casa? Almoçar com a sua família no domingo? DR com namorado? Manter contato com seus mais amados amigos?

Acredito que o mesmo acontecerá com estes escritos. Eu posso até me acostumar com a dificuldade que é escrever e publicar algo, o que não quer dizer que escrever deixará de ser tão difícil. Mas, afinal, eu converso com estranhos na rua e nos ônibus, eu almoço com minha família todos os domingos, eu brigo com meu namorado e eu estou sempre ligando para os meus amigos e chamando eles para beber uma cerveja.

2 comentários em “Começar é mais difícil?

  1. O começo da maioria das coisas realmente costuma ser complicado. É um pouco como andar no escuro… Pisar inseguro, deixar os braços esticados para sentir os obstáculos e evitar dar uma narigada dolorida na parede. Lembro de quando fui aprender a tocar cavaquinho. Caramba, como era possível uma corda de aço provocar tanta dor nas pontas dos dedos? Nunca vou conseguir tocar um “ave-maria”, eu pensava. Há, esse acorde aqui só tendo pelo menos mais dois dedos!! Como é possível alguém conseguir ficar tocando por mais de oito minutos sem parar nesse treco!? Foram algumas semanas, para poder formar aquela pelezinha mais dura nos dedos, que diminuía e até extingüía a dor e poder tocar mais de uma música de maneira ininterrupta! Aí já dava pra buscar mais acordes, tentar fazer mais exercícios de dedilhados, mas agora, com a pelezinha as cordas também deslizavam mais, o desafio agora era não percorrer demais os trastes. E assim foi. Com mais novos passos, vem outros obstáculos e sempre um recompensa maior lá na frente. Mas acho que depois da dificuldade de sair da zona de conforto, outro desafio é persistir, sem perder o nível. Meu ensino médio dividido com o técnico foi um desafio entanto, e depois de ter “concluído” tive certeza de que foi menos difícil passar no concurso com mais de 10 mil candidatos do que terminá-lo. Meu desafio agora é “sair da ilha”. Mas com exemplo dos meus amigos, fico mais motivado! E é isso, mantenha o nível, de vez em quando faça uma retrospectiva para ver o quanto já avançou e como dificuldades homéricas se tornaram técnicas corriqueiras.

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