Fotograma do Prólogo do filme “O Anticristo”

Uma mulher olha para um homem que a deseja.

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Eles fazem amor.

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O casal não se preocupa com nada ao seu redor.

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Um ursinho flutua carregado por um balão.

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As páginas de um livro voam com o vento, os bonecos ficam parados.

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O ursinho olha pela janela.

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O casal ignora a tudo e a todos.

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A criança se encanta com os flocos de neve.

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A criança não tem noção do que faz.

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O sexo acaba com o orgasmo da mulher e, no mesmo instante, a criança cai da janela.

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Planeje-se

Eu sou Coach Pessoal e Profissional. Como Coach (profissional que auxiliar no estabelecimento e alcance de metas) senti que não podia falhar no segundo dia após estabelecer uma nova meta para mim mesma. Ainda não! Então, eis o meus segundo post em dois dias!
Hoje eu sentei e me programei. Estabeleci um plano que vou seguir, espero, ainda por muito tempo.
Um post por dia.
Como fazer isso?
Depois de definir uma meta, temos que transformá-la em algo palpável. Para isso precisamos saber uma série de coisas a respeito desta meta.

Quando:
Eu estabeleci marcos para que eu pudesse comemorar o cumprimento da meta. A primeira semana; os primeiros três meses e o primeiro ano. Então, vou comemorar quando eu atingir o objetivo de postar um texto por dia no Blog a curto, médio e logo prazo.

Tema:
Os posts vão ter temas específicos? Eu vou restringir o conteúdo do meu Blog? Decidi que não.
Acho que vou conseguir me manter mais motivada se puder escrever sobre qualquer tema que eu quiser trabalhar.
Vale até mesmo uma foto que funcione como uma narrativa.

Como:
Vou postar a qualquer momento dentro das 24h do dia.
Vou dedicar em torno de uma hora por dia para escrever o texto. Vou usar o pomodoro (comento sobre essa técnica no futuro) para marcar o tempo. Aí não está incluído o tempo de pesquisa, que será irrestrito.
Vou escrever com o que estiver a mão.

E se eu quiser desistir:
Fiz um cartão para me lembrar do motivo pelo qual eu estabeleci essa meta. Porque amo escrever. E eu estava deixando essa paixão de lado por conta do peso das obrigações do dia a dia. O cartão é lindo e fica guardado na capa do meu celular – portanto está sempre comigo rs. Quando eu desanimar vou recorrer a ele para lembrar o motivo pelo qual estou fazendo isso.

Trasformar nossos objetivos em planejamentos concretos é o que faz com que eles deixem de ser apenas sonhos para se transformarem em realidade.
Isso vale pra você também. Tente sentar e colocar os seus sonhos no papel. Organize-se para correr atrás deles!

Mergulhe de cabeça no que você ama. 

Existem alguns momentos na vida que te enchem de gás.
Mas, depois de alguns desses momentos, você percebe que era tudo apenas fogo de palha.
Ficamos com a pergunta: é melhor agir sempre com cautela e não nos precipitarmos, pensar duas vezes antes de agir e observar bem a situação para tentar ver melhor no que vai dar, assim, se tudo der errado não vamos nos decepcionar no final; ou devemos sempre mergulhar de cabeça?
Li um texto recentemente (link no fim do post) que nos diz que se nos enxergarmos sempre como “aspirantes”, nunca chegaremos a ser o que aspiramos ser. Temos que simplesmente ser aquilo que queremos ser.
Então, está bem. O que isso quer dizer?
Para mim, quer dizer que devemos mergulhar de cabeça. Acho que o problema dessa conclusão é que a sociedade está programada para nos colocar para baixo. Temos essa idéia de que mergulhar de cabeça em algo que desejamos fazer ou ser é algo errado e imprudente. Mas eu afirmo para você que não é. Mergulhar de cabeça significa se empenhar ao máximo em correr atrás dos seus sonhos sem se colocar em risco (o que, muito provavelmente atrapalharia a realização de qualquer sonho que você possa ter).
Veja o meu caso, por exemplo. Vou mergulhar de cabeça na escrita. Vou seguir o conselho do autor do texto e, como o que eu quero é ser escritora, vou me autoproclamar escritora a partir deste exato momento e vou me propor a escrever todos os dias para o Blog. Mesmo que ninguém leia, mesmo que eu falhe (como eu tenho certeza de que vai acontecer), eu não me importo e isso não fará de mim menos escritora.

“121 Unusual Tips to Being a Better Writer” @girard_yann https://medium.com/@girard_yann/121-unusual-tips-to-being-a-better-writer-cb35eb2f54a3

Zelofilia. 

Estava hoje no ponto com meu namorado praguejando contra o ônibus que não passava nunca. Uma menina perguntou se também estávamos esperando o ônibus tal, nós respondemos afirmativamente e mencionamos que já estávamos no ponto há quase dez minutos. Meu namorado perguntou para onde ela estava indo. Para a universidade. Assim como eu e meu namorado, que continuou puxando assunto com ela. Acaba que a menina já tinha ido para Cuba turistar. Ela começou a contar o que era mito e o que era verdade sobre a vida em Cuba, mas já era tarde demais para mim. Eu estava perdida da conversa. Já mergulhara em uma profunda e familiar angústia. Eu comecei a me sentir extremamente desconfortável e, agora que eu já tenho a prática adquirida com anos de sofrimento, consigo identificar prontamente o sentimento de ciúmes tomando conta de mim.
Na minha cabeça meu namorado já estava de pau duro e ela lambia os beiços para ele. Imaginei-a usando um baton vermelho bem brilhoso que não ia sair quando ela o chupasse.
Quando eu sinto ciúmes, começo a vasculhar o corpo da outra mulher para me sentir no controle do que meu namorado está vendo. Imaginei que ele devia estar se perguntando se a garota usava calcinha debaixo do short ou não, pois o short lhe marcava bem o meio da bunda. Acho que ele preferiria acreditar que não. Olhei para ele e vi que esfregava uma mão na outra. Ele deve estar se imaginando esfregando a buceta dela, óbvio. No mundo ideal da cabeça dele, ele provavelmente se aproximaria dela, que fala agora alguma coisa sobre os livros didáticos cubanos e comenta que eles não possuem imagens. Nem mesmo os livros de história. Eu tento me desvencilhar do sentimento mutilador para entender o motivo de tanta aridez nos livros infantis, mas quando percebo o modo como ele olha para a garota e comparo com aqueles olhares de soslaio que ele direcionava a mim desde que se iniciara a conversa com a outra eu fui relançada à imaginação. Pois bem, ele dá o primeiro passo em direção a ela. A aproximação a princípio não é total, de modo que as superfícies de seus corpos apenas roçam uma na outra. Antes de beija-lo, ela tira a camisa e expõe seios firmes e fartos. Ele enfia uma mão na própria calça para puxar o pau para fora, já ereto, largo, comprido, rosado, roliço; a outra mão agarra o peito direito da menina. Antes de beijar-lhe a boca, beija-lhe o peito esquerdo. Nesta cena os peitos da meninas estão puxados em direções opostas. Um mamilo aponta na minha direção. O outro só Deus sabe para onde no interior do meu namorado ele apontava. Meu namorado se afasta para tirar o short da menina. Sem calcinha. Meu namorado é delicado e ela desfruta de cada um dos passos das preliminares apesar da urgência do tesão. Ele desliza junto com o short dela até o chão. Beija sua barriga, seu púbis, a lateral da coxa, a parte de cima do pé. Ela levanta uma das pernas e a apoia no assento. Nessa hora eu já nos imagino dentro do ônibus. Os peitos da menina sacodem livremente a cada solavanco em sintonia harmoniosa com o movimento relativamente restrito do pênis ereto, que também balança no ar, antes de se iniciar a penetração, que virá logo em seguida. Aqui já nos encaminhamos para o final da trepada. Há movimentos de repetição, que alternam rapidez, lentidão e algumas penetradas profundas toda vez que o ônibus passava em algum buraco ou quebra-mola. Ela goza, ele goza e a merda é que eu gozo junto.
Quando cheguei em casa fui perguntar ao Google o que estava acontecendo comigo. Estava confusa e desorientada. Ainda bem que o Google tinha um nome para o que eu estava sentindo: zelofilia. Significa a excitação sexual provinda do ciúme.
Acalmei-me imediatamente ao ler a palavra e sua definição. Estranha essa capacidade das palavras de nos confortar e de fazer com que não nos sintamos mais tão sozinhos no mundo. Senti-me abraçada e consolada pela palavra, unida a milhares de zelofilílicos espalhados pelo mundo, senti que minha experiência havia sido importante a ponto de ser categorizada pela ciência sexual. E ainda tem gente que me pergunta por que eu escrevo. Simples: escrevo porque sofro por motivos de ciúme ao passo que gozo pelo mesmo motivo e é só nas palavras que encontro aceitação positiva incondicional.