Vanessa não se cala e não quer mais saber de porra nenhuma.

Vanessa não vai. Não vai ser o que quer ser. Não vai fazer nada do que queria fazer. Senta-se na frente do computador, mas queria uma máquina de escrever para sentir a porrada das letras no papel. Em vez disso dá porradas nas teclas do computador. E elas quebram-se cada vez mais. Foda-se. O que queria mesmo era que a folha pudesse dar um soco na cara do leitor. Não é isso que se espera da literatura? Da próxima vez que eu for doar sangue no Hemorio, vou roubar a minha bolsa de sangue e mandar com uma cópia especial da primeira edição para minha mãe. Ainda assim não vai ser suficiente. Vontade de parar de escrever não falta. E ela mente. Não tem vontade nenhuma de parar de escrever. Se morde por dentro apenas, porque ninguém lê. E essa história de escrever para si mesmo é merda. Eu escrevo para ficar rica e ser idolatrada. Apesar de ser arrogante e chata. Só estou com raiva. Uma puta de uma raiva, que, quando passa, deixa um vazio no peito e uma enorme saudade. Agora eu quero ver. Esse conto não tem resolução, não narra porra nenhuma. Quero mesmo é que todo mundo se foda. Vão todos tomar no cú e passar bem.

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