“Eu sei mais da vida da minha psicóloga do que ela da minha”. “Dá vontade de pedir que ela me pague pela terapia”. “Eu não quero saber se meu psicológico come pasta de bebê com um copo de sangue nas refeições. Eu não quero saber nada dele, mas ele insiste em me falar da vida dele”. “Se eu não posso fazer terapia com a minha amiga, eu tenho que sair dessa psicóloga, porque eu já sei tudo da vida dela”.
Essas são frases que já escutei de algumas pessoas sobre seus psicólogos.
“Comigo isso não aconteceria”. “Sabe o que eu faço quando isso acontece comigo”? “Você já tentou encarar as coisas com mais leveza”?
Essas são frases que já foram ditas por alguns psicólogas que eu já frequentei.
Existe a prática de alguns profissionais psicólogos de dizer coisas da sua vida pessoal para os pacientes.
O que vocês acham? Já ouvi opiniões a favor e contrárias a esta prática.
Na minha experiência pessoal, foi sempre ruim saber da vida da psicóloga. E na de vocês?
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Orai e vigiai
Ciúmes. Sentimento complicado que aflige muitos apaixonados por aí.
A tecnologia moderna disponibiliza uma série de ferramentas para apaziguar a angústia dos inseguros e possessivos.
Recentemente ouvi um sujeito comentando, depois de relatar estar espionando o celular da namorada: “Orai e vigiai”.
Ele falou que confia, mas também não vai dar mole.
Você espera que a pessoa não te traia, mas você também não dá bobeira – Não dorme no ponto – Não papa mosca. Você fica de olho.
Essa transgressão da intimidade alheia já é banal atualmente. Eu ainda não conheci ninguém que tenha dito: nós terminamos porque ele violou minha confiança olhando meu celular enquanto eu dormia.
Tudo bem que fomos acostumados a ter nossa intimidade violada quando nossos pais liam nossos diários, vasculhavam nossas coisas ou ouviam nossas conversas, mas isso justifica o fato de ser tão fácil assim perdoar esse tipo de violação na vida amorosa? Devemos nos acostumar com essa nova dinâmica nos relacionamentos?
Orai e vigiai. Como interpretar esta exortação?
Penso que talvez possamos entender da seguinte forma: orar pela otimização do nosso próprio comportamento e vigiar as nossas próprias inclinações.
Os preceitos cristão são voltados para dois fins: para aprimorarmos a nós mesmos moralmente e para ajudarmos o outro através da caridade e do amor.
Certamente Deus não está te falando para violar a privacidade de sua companheira ou companheiro. Ele certamente também não gosta quando você reage com agressividade ou violência em disputas domésticas.
Então, a dinâmica dos relacionamentos não deve ser menos baseada em confiança por conta das facilidades modernas de invasão de privacidade.
Então, você pode trocar o tempo que gasta estalqueando o mozão por terapia. Assim você analisa as raízes do seu ciúme e insegurança e trabalha para se tornar uma pessoa melhor e mais feliz no futuro.
Mentiram para você se te disseram que apertando o laço a pessoa não vai embora. Não vai cair nessa armadilha de achar que é possível controlar a vida do outro. Porque não é.
